Estratégia & Análise
ISSN 0033-1983
Principal

Artigos

Clássicos da Política Latino-Americana

Coluna Além das Quatro Linhas

Coluna de Rádio

Contenido en Castellano

Contos de ringues e punhos

Democracy Now! em Português

Democratização da Comunicação

Fale Conosco

LARI de Análise de Conjuntura Internacional

NIEG

Original Content in English

Pensamento Libertário

Publicações

Publicações em outros idiomas

Quem Somos

Sobre História

Sugestão de Sites

Teoria



Apoiar este Portal

Apoyar este Portal

Support this Website



Site Anterior




Creative Commons License



Busca



RSS

RSS in English

RSS en Castellano

FeedBurner

Receber as atualizações do Estratégia & Análise na sua caixa de correio

Adicionar aos Favoritos

Página Inicial















































Acordo YPF-Chevron e o entreguismo de novo tipo

Inews

O acordo YPF Chevron afirma a razão de governo e a urgência em apontar soluções de curto prazo, mesmo que em contra do interesse nacional e latino-americano.

Bruno Lima Rocha, para o Jornalismo B – 1ª quinzena de agosto 2013

 

Em abril de 2012, o governo de Cristina Kirchner revoga o contrato da petroleira espanhola Repsol com a empresa argentina, na prática renacionalizando a Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF), equivalente da Petrobrás no país hermano. No Brasil, no auge das privatizações dos anos ’90, a empresa criada a partir da campanha “O Petróleo é Nosso!” quase foi posta à venda, sendo que o caminho para internacionalizá-la implicava em modificar o nome para Petrobrax. Já na era Carlos Saúl Menem (1989-1999), a selvageria foi maior, incluindo a venda da YPF, um dos orgulhos nacionais.

enviar •
imprimir •

Já no mês de julho do corrente ano, um acordo entre a YPF - empresa sob comando da Casa Rosada – e a estadunidense Chevron (controladora da própria marca, além da Texaco e Caltex), abala a credibilidade do discurso nacionalista da Frente para la Victoria (FPV), aliança política que abriga o guarda-chuva do governo Kirchner (tanto o de Néstor como o Cristina). O contrato com a transnacional petroleira implica operar uma zona piloto no campo de exploração chamado de Vaca Muerta, na província de Neuquén, região da Patagônia argentina. Este convênio é inicial, pois inclui um investimento em de 1 bilhão e 240 milhões de dólares para a exploração de 100 poços, resultando em 10.000 barris/dia, em uma área de 20 km². A meta de exploração máxima deste campo, cuja área chega a 395km², seria de 1500 poços, resultando em 50.000 barris/ dia e 3 milhões de m³ de gás natural. A fonte é inequívoca, pois é da assessoria de imprensa oficial argentina (Telam/YPF). Mas, como em quase todos os comunicados oficialistas, falta a perspectiva de investimento no médio prazo. Para a exploração total da área, teria de haver um aporte de Usd 10 bilhões de dólares por ano!

 

Na Argentina o tema pauta a crítica por esquerda ao governo Kirchner, e vem a se somar com a questão ambiental e dos direitos dos povos originários. Vaca Muerta pode ser a versão petrolífera da área de mega-mineração de Pascua Lama, o chamado terceiro país, pois abarca uma zona chilena (província de Huasco, região de Atacama) e outra argentina, na província de San Juan. O campo é operado pela empresa transnacional de mineração Barrick Gold, explorando jazidas a céu aberto e poluindo com cianeto os glaciais eternos (mananciais que derivam das neves eternas). A Chevron se associa com a YPF cujo capital pertence 51% ao governo argentino para executar o entreguismo com verniz azul celeste e branco.

 

O contrato também reflete a ausência de pensamento estratégico dos países latino-americanos, em especial os que contam com estatais petrolíferas, como Petrobrás (Brasil), Ancap (Uruguai), PDVSA (Venezuela) e YPFB (Bolívia). A exploração de um campo desta envergadura também poderia ser um projeto do Banco do Sul, cujos aportes em julho de 2013 atingem a 7 bilhões de dólares, estando a meta em 20 bilhões. Alternativas não faltariam caso os governos de “centro-esquerda” não reproduzissem a visão colonial sobre nós mesmos.

 






« voltar