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ISSN 0033-1983
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Teoria •
texto no formato acadêmico •


Os militares e a política no Brasil republicano

Viamão/RS, setembro de 2002

 

Desenvolverei o tema, por opção, de forma pouco ortodoxa. Compreende-se, genericamente falando, dentro da literatura política produzida no Brasil (e sobre o país), duas posições básicas. Estas são citadas por Stepan no seu estudo pré-golpe e até o governo Médici. As duas posições seriam:

- os militares na política

- a política dos militares

Embora não descarte a validade destes conceitos, chamo a atenção de que a literatura já produziu extensivos e excelentes trabalhos a respeito do tema.

 


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O Estado Novo e sua nova ordem, uma visão crítica


A classe operaria realizou em 1917, no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, radicais e sérios exercícios de duplo poder. A modernização do Estado foi uma contra-resposta a esta vontade política e social.



Vila Setembrina dos Farrapos (Santa Isabel, Viamão/RS), outubro de 2002

Ao ler este ensaio, espero que os leitores e críticos desta página tenham o espírito livre para compreender uma outra forma de ver e fazer a História.

A nova ordem política/econômica/social e cultural implantada nos anos 30

 

Gostaria de desenvolver o tema procurando observar aspectos pouco retratados ou que não costumam ser abordados na literatura acadêmica. Para tanto, parto do referencial exposto por Hobsbawn, que considera aos Estados fortes então surgindo na Europa como uma saída para as crises do pós-1ª Guerra Mundial e do crack da Bolsa de Valores de Nova York em 1929. Um sistema internacional inteiro que ruía, encontrando aqui no Brasil, efeitos complementares da crise da política dos governadores. Duas seriam as causas estruturais para o surgimento do Estado forte na Europa. Para este marco, podemos tomar como referência primeira ao golpe fascista de Mussolini na Itália em 1922:

- uma tem a relação com o capitalismo concorrencial em escala européia, uma das saídas para a disputa por mercados e colônias e posteriormente sua crise produtiva;

- a outra tem que ver diretamente com o surgimento das massas urbanas como atores políticos e as disputas de distintas saídas autoritárias para exercer o controle e o ordenamento sobre elas.


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Um estudo de insurgência e contra-insurgência para o Brasil atual

Vimão/RS, julho de 2002

1) Introdução

Nesta primeira parte do trabalho, faremos uma aproximação descritiva do objeto e das ferramentas teóricas que empregamos para abordá-lo. O presente artigo se enquadra como um pedaço de estudo mais amplo a respeito dos temas das possibilidades insurgentes brasileiras e as antecipações de contra-insurgências das reservas estratégicas do regime e sistema no Brasil. A definição de antecipação é a natureza mesma da defesa interna. Poderíamos alterar esta tipificação para sua versão mais profunda, a de guerra interna e os problemas da atividade de inteligência para a segurança de Estado. Em última análise, estamos falando do sistema de dominação; e objetivamente da antecipação contra-insurgente (Eckstein, citado em Huntington, 1975, p.284).

A hipótese central portanto são as potencialidades de desenvolvimento de processo insurgente a partir do cenário ampliado das periferias urbanas-metropolitanas do Brasil contemporâneo.


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A disputa dentro da PF: agentes X delegados, artigo preparatório para a dissertação


O edifício-sede da PF, conhecido como Máscara Negra, eixo da inteligência e das operações de maior envergadura após 1985. O poder gira muito em torno das ações destes funcionários de carreira.



Vila Setembrina dos Farrapos, 3 de junho de 2003

1) Introdução

 

A partir do retorno ao regime democrático, com a promulgação da nova Constituição no ano de 1988, se inicia uma mudança que reorganiza e redimensiona aquilo que no regime militar era chamado de comunidade de informações. O trabalho vai se debruçar sobre o redimensionamento e as disputas internas de um destes órgãos. Trata-se de um dos departamentos de polícia do Ministério da Justiça (MJ), criado em 1965 pela ditadura, a Polícia Federal-PF (1). Esta tem desenvolvida em seu interior uma disputa entre duas categorias de policiais, que também compõem redes de alianças distintas e antagônicas, além de propostas diferentes para o funcionamento do órgão. Referimo-nos aos delegados, organizados na Associação de Delegados da Polícia Federal (ADPF, criada no ano de 1976) e os agentes, organizados na Federação Nacional de Policiais Federais (Fenapef, criada no ano de 1990). O trabalho vai se desdobrar especificamente nesta disputa, entre uma base associada e que exerce funções de controle e dirigência da PF (os delegados) e uma base sindicalizada que se contrapõe aos seus superiores diretos e tem uma outra proposta de subordinação, funcionamento e missão para a PF (os agentes). A disputa entre ADPF x Fenapef, as respectivas redes de alianças e as motivações desta disputa são o tema desta dissertação de mestrado.


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Entre o colonizador e a feitoria intelectual: contradições centrais da sociologia latino-americana no período do Estado-desenvolvimentista


Paso, paso, paso paso paso, Córdoba se move

Vila Setembrina dos Farrapos, março de 2003;

1) Introdução temática e da base teórica

A Introdução deste trabalho parte de um pressuposto de questionamento, profundo e franco, realizado por qualquer pesquisador ao longo de seminários temáticos, encontrado em autores e obras abordados durante a pesquisa para este texto. O rigor necessário é acompanhado da (ousadia( também mandatória para realizar tal obra. Assim, é a própria construção das ciências sociais na América Latina, o tema geral do trabalho e diz respeito à questão central nessa realização.

 

Estariam as elites conformadoras das ciências sociais no continente, alargando seu papel e penetração política dentro do próprio Estado, através de suas formulações enquanto simultaneamente ocupam postos-chave no país? Estariam estas mesmas elites mais como reprodutoras de pensamento sociológico (e de forma mais ampla das chamadas ciências humanas) gerado nos países centrais, incorporando bases e matrizes teóricas cujas demandas e precedentes são típicas de outras sociedades bem diferente das latino-americanas? E, através destas, viriam temas com alguma semelhança, mas com existência real totalmente distinta, tal é o caso dos temas étnicos, no Brasil, citamos particularmente a temática do negro? Por fim, veriam a estas elites, dentro de parâmetros dos países centrais, as convulsões sociais e as relações reais de tensionamento entre classes (em sentido mais amplo) como uma "anomalia", dotando-se esta intelectualidade de capacidade prescritiva visando a "solução" de determinados problemas?


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Os militares e a política no Brasil republicano

Viamão/RS, setembro de 2002

 

Desenvolverei o tema, por opção, de forma pouco ortodoxa. Compreende-se, genericamente falando, dentro da literatura política produzida no Brasil (e sobre o país), duas posições básicas. Estas são citadas por Stepan no seu estudo pré-golpe e até o governo Médici. As duas posições seriam:

- os militares na política

- a política dos militares

Embora não descarte a validade destes conceitos, chamo a atenção de que a literatura já produziu extensivos e excelentes trabalhos a respeito do tema.

 


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Coluna do Rádio •
Opinião falada sem meias palavras •

Coluna Mídia na Mira para o Jornal dos Trabalhadores da rádio da Rede Abraço-RS - Agosto de 2010

A transmissão do primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República na TV aberta.

Trilha sonora do áudio: Quilapayún - Sí, somos americanos.