Estratégia e Análise
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Vila Setembrina dos Farrapos, 20/11/2008 Esta é a página do cientista político Bruno Lima Rocha



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Da contra-informação ao pensamento único neoliberal: conceitos de crítica à indústria da mídia

O trabalho (1) tem como objetivo apontar conceitos operacionais para a crítica da indústria midiática, fazendo uma aproximação entre duas áreas de análise politicamente opostas, embora com epistemes semelhantes. Trata-se do diálogo entre o conceito de fabricação do consenso tolerável pelas regras hegemônicas, tendo como base as idéias pensáveis de Noam Chomsky, e a análise estratégica em sentido pleno. Para trabalhar estratégia, parte-se dos conceitos de um operador militar clássico, o general Golbery do Couto e Silva, dentro de seu modelo de análise com níveis de incidência e subordinação do método ao objetivo finalista, onde as indústrias culturais enquadram-se no nível psicossocial de atuação. Tal paradigma terá presença ao longo do artigo. Destacam-se alguns conceitos básicos para discutir a crítica à mídia hegemônica, partindo da caracterização do nível e seus macroambientes de operação.

crítica da mídia – fabricação do consenso – análise estratégica – níveis de análise – incidência – inteligência – contra-informação
26/01/2008 11:44
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Controle E Disputa Pela Democracia Na Comunicação Social

Este artigo analisa o estado atual da mídia brasileira em relação à influência das empresas que constituem os meios de Comunicação no Brasil e a participação dos movimentos pela democratização do setor, buscando contribuir para o debate teórico e de perspectivas para uma melhor atuação por parte dos ativistas de comunicação comunitária, assim como do conjunto do movimento popular. Parte de uma pesquisa bibliográfica e documental, além da análise de dados recentes sobre o setor, que busca evidenciar a importância da constituição de políticas públicas democráticas para o favorecimento do empoderamento popular em nosso país.

Políticas de Comunicação; Democratização da Comunicação; Mídia Brasileira; Empoderamento Popular; Radiodifusão Comunitária.
16/01/2008 13:17
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Ricardo Palma

Ricardo Palma Enfrentou muitas lutas, não apenas por sua própria sobrevivência, como pela preservação da cultura de sua pátria. Com suas lutas acabou definiu seu estilo, a prosa e o testemunho, relatos verídicos mesclando co um pouco de fantasia, elemento sempre presente na memória daquele povo. Ele acreditava que a oralidade de seu povo era a principal intérprete de sua história, e ele estava certo. Era um grande tradicionalista. Um trecho de sua obra:

 

“(...) Concluía el año de 1550, y era alcalde de la villa (Villa Imperial de Potosí) el licenciado don Diego de Esquivel, hombre atrabiliario y codicioso, de quien cuenta la fama que era capaz de poner en subasta la justicia, a trueque de barras de plata.

Su señoría era también guloso de la fruta del paraíso, y en la imperial villa se murmuraba mucho acerca de sus prapisondas mujeriegas. Como no se había puesto nunca en el trance de quel el cura de la parroquia le leyese la famosa epístola de San Pablo, don Diego de Esquivel hacía gala de pertenecer al gremio de los solterones, que tengo para mi constituyen, si no una plaga social, una amenaza contra la propiedad del prójimo. Hay quien afirma que los comunistas y los solterones son bípedos que se asimilan.”

“Las Orejas del Alcalde – Crónica de la época del segundo virrey del Perú”, publicada pela primeira vez em 1873, no El Coreo del Perú.

Ricardo Palma, biografia, Peru
05/05/2008 11:53
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Victoriano Lorenzo

O líder indígena, involucrado na Guerra Civil entre os partidos Liberal e Conservador, é mais um caso clássico de vontade popular manipulada por interesses oligárquicos. É a prova viva do exemplo de que massas em disponibilidade, identidade popular e ancstral, mesclada com a defesa da posse e do uso da terra natal, formam uma combustão popular quase incontrolável.

 

Victoriano é um personagem histórico, material, sua carne queimada no fuzilamento de um traidor da oligarquia, portanto, fiel ao povo, é digno de livro de Gabriel García Márquez. Seu Panamá e sua província de Chiriquí, o orgulho cholo, é tão presente no istmo da porta do mundo como em uma zamba cantando “cholita santiagueña, cholita salteña”.

 

A sabedoria política dos cholos surge da necessidade de protagonismo popular e programa político compatível com as identidades e culturas ancestrais e mestiças; com a carga de informações que exigem a formação de conceitos diretos, formando o arcabouço teórico-metodológico geradores de ideologia de câmbio a partir do distributivismo com os dois pés fincados no campo nacional-popular.

 

Victoriano Lorenzo é parte da história nossa, desconhecida de nós mesmos; é o outro lado da política do Porrete Grande – Palo Largo – Big Stick; é a versão centro e latino-americana do lado B do protetorado do Império a partir de Miami e da famigerada Escola Panamá (extinta). O orgulho chiriqueño passa pela carne dos cholos de Victoriano.

 

Palavras-chave: Panamá - guerra civil colombiana (Liberal-Conservador) - cholos - chiriquí - criação do istmo

Panamá - guerra civil colombiana (Liberal-Conservador) - cholos - chiriquí - criação do istmo
17/03/2008 09:46
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Mariza Abreu e Yeda Rorato formam uma relação harmônica de governo. Não tem conflitos aparentes e contam com a lealdade mútua para execução de seus planos. Se dependesse delas, as escolas gaúchas preparariam mão de obra para alimentar uma enorme rede de zaibatsus gaudérias.
O piso salarial e a greve dos professores gaúchos
Bruno Lima Rocha

4ª, 19 de novembro de 2008; Vila Setembrina dos Farrapos Traídos em Ponche Verde; Continente dos Lanceiros de Porongos; Liga Federal de Artigas y Valientes

Na 6ª 14 de novembro os professores estaduais entraram em greve por tempo indeterminado. Desde que a secretária estadual de Educação Mariza Abreu assumiu, o ambiente político anda agitado. Por ser ex-diretora do Centro de Professores do Rio Grande do Sul (Cpers-Sindicato), ela sabe como bater na categoria. Algumas medidas são contestadas já a partir do primeiro mês de governo, tais como: a enturmação; o fechamento de escolas; o problema com o transporte escolar; a gratificação por “produtividade”; o corte do ponto dos grevistas e o fim da liberação dos 40 diretores de núcleos do sindicato. A resistência era esperada, porque definitivamente não dá para aplicar Paulo Freire na base do toyotismo.

Mesmo com toda revolta, para aprovar a greve foi preciso um fato-gerador. Isto ocorreu quando a governadora Yeda Crusius (PSDB) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal, contra a Lei do Piso Nacional dos Professores. Pela lei federal R$ 950,00 é o salário inicial, adicionado benefícios e conquistas ao longo da carreira. A contra proposta do Piratini foi encaminhada à Assembléia Legislativa(AL) com pedido de urgência. Nesta, R$950,00 é o teto para os professores que trabalharem 40 horas semanais. Era o que faltava para deflagrar a greve dos educadores.

Yeda, embora tenha maioria no Parlamento Gaúcho, se depara com uma Frente em Defesa da Educação e do Piso Nacional onde, em tese, 30 dos 55 deputados estaduais se posicionam ao lado do Cpers-Sindicato. Já no primeiro dia de greve (2ª, 17 de novembro), a governadora retirou o pedido de urgência. Uma análise institucionalista atribuiria esta decisão ao fato de seu Conselho Político haver pedido “compreensão e flexibilidade”. Pelo viés da análise estratégica o que houve foi uma manobra tática do governo, fruto da correlação de força favorável ao movimento dos professores. Mas, repito, foi uma vitória momentânea.

Isto porque, enquanto o projeto estiver tramitando, basta um acordo de lideranças para o tema entrar na pauta do dia e ir a voto em plenário. Como a greve foi declarada faltando 38 dias para o término do ano letivo, a situação é um cabo de guerra para ver quem cede primeiro. O Piratini também aposta na repressão através do Decreto 45.959/2008, podendo haver corte do ponto e demissão dos professores contratados. Para o Cpers o principal objetivo é a retirada do projeto da AL, abrindo assim a possibilidade de instaurar o Piso Nacional no Rio Grande do Sul.

Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat




20/11/2008 12:53 leia mais »




Lázaro de Mello Brandão e Amador Aguiar, a criatura e seu criador, o atual presidente do ex-Banco Brasileiro de Descontos e o banqueiro que fundou o império que hoje ocupa a terceira posição como instituição bancária das Américas. Um governo de banqueiros jamais obrigará seus pares a simplesmente cumprir a sua função no capitalismo.
A Banca chantageia a soberania popular e manda seu governo torrar as divisas líquidas
Bruno Lima Rocha

3ª, 18 de novembro de 2008; Vila Setembrina; Continente de Sepé e Languiru; Liga Federal de los Decididos de Córdoba La Primera

A bomba está armada e preparada para ser detonada. O cenário grotesco não é o de um ataque integrista transmitido pela rede de televisão de Ted Turner (CNN) ou de Rupert Murdoch (News Corp, com a Fox News à frente). Não estamos vendo a uma sandice televisiva onde os opinólogos do sistema justificam o roubo sistemático na base da jogatina como os “humores do mercado”. O atentado é outro, trata-se de crime contra a economia popular, um ataque direto à soberania dos cidadãos sobre os destinos dos recursos da 11ª economia do mundo. É o saque das reservas do Brasil, o país que poderia ser líder da América Latina, isto caso não se comportasse como Sub-Império e semi-capacho do Tio Sam e suas traquinagens.

Estou falando da bomba bancária e das reservas líquidas, em dólares, acumuladas no Brasil durante os últimos governos da Banca, levados na ponta da planilha por funcionários de confiança do sistema financeiro mundial. Tanto na época do governo do ex-funcionário do Banco Mundial, o professor da PUC-RJ, Pedro Malan; como nos últimos quase seis anos do mandato do membro da Escola de Administração Pública de Harvard, Henrique Meirelles, também ex-presidente mundial do BankBoston, que este país é domado na ponta do relho por um reduzido número de financistas.

Desde o início “da crise capitalista”, que o (des)governo brasileiro delega para as autoridades financeiras a missão de “garantir a liquidez dos mercados”. Ou seja, a solução dada pelo Estado para os contra efeitos diretos do acionar da Gangue de Wall Street, com 9 anos de roubo sistemático, fraude de balanços, jogatina explícita com o dinheiro alheio e desregulação quase total do sistema de compensação de valores, é retirar dinheiro das reservas nacionais e torrar na garantia de consumo. Quem deveria garantir este fluxo de crédito barato é justamente o setor bancário. Esta é a fatia da (anti) economia que vêm quebrando todos os recordes de lucro líquido desde o dia 1º de janeiro de 1995, quando assume Fernando Henrique passando por todo o governo do Lech Walesa dos trópicos, o Sr. Luiz Inácio da Silva.

Todos os meses, os bancos operando no Brasil têm de fazer um depósito compulsório no Banco Central (BACEN). Com esse recurso, em tese, o Bacen pode e deve garantir as compensações e “irrigar” o sistema financeiro e bancário. Para aumentar a liquidez de forma direta – ou seja, garantir o fluxo de crédito, que sai do agiota com CNPJ (os bancos) para o consumidor ou as empresas – o BACEN vem diminuindo o depósito compulsório da Banca operando no Brasil. Ainda assim, o limite de crédito seca e os bancos cada vez mais emprestam menos. Para que emprestar (?!), diria um financista, se já temos a população super-endividada e com a corda no pescoço do outro lado do balcão, a Banca fatura ainda mais.

Segundo o diário “oficial” de economia do pago de São Pedro (Jornal do Comércio, 3ª, 18/11/2008, pp. 8-11) o país já torrou R$ 150 bi para “aumentar a liquidez”. Enquanto isso a Banca quebra recordes e se posiciona como líder regional. Das 20 maiores instituições financeiras de capital aberto da América Latina e dos EUA, cinco bancos “nacionais” figuram. Bradesco, Banco do Brasil, Itaú, Unibanco e Santander – em ordem decrescente de faturamento, isto relativo ao terceiro trimestre de 2008. A conta é simples, se a Banca fatura e a União torra nosso dinheiro para cumprir uma função que, em tese, é o nicho de negócios da própria Banca, é porque estamos repassando divisas aos banqueiros. Vejam o desempenho dos três primeiros bancos brasileiro, correspondente a julho-agosto-setembro, em dólares: Bradesco (US$ 997,9 milhões; 3º do continente e 1º do Brasil); Banco do Brasil (US$ 975,3 mi); Itaú (US$ 965,2 mi).

Enquanto isso, o Estado brasileiro torra US$ 46,5 bi apenas para segurar o preço do dólar baixo! Em reais essa brincadeira já deu R$106 bi, destinados ao além só “no problema de câmbio”. Todos sabem quem opera o câmbio no Brasil, qualquer técnico da Fazenda e do BACEN pode levantar uma planilha de Excel e dizer nome, endereços, CNPJ, CPF, telefone e movimentação bancária dos piratas do câmbio, como o “investidor” Naji Nahas. Já foram pegos e presos neste país executivos do Crédit Suisse, operando como “private banking”, tragando divisas e evadindo riquezas, e para isso precisam de um circuito de câmbio ilegal para funcionar. Mesmo depois de ir em cana, a nobre instituição suíça continuou com suas operações aqui na terra de ninguém. Portanto, aqui se sabe de tudo. O lapso não de informação, mas de conceito.

O problema é de fundo estrutural e admiti-lo é admitir a moral vigente e de funcionamento do capitalismo em sua versão corporativa e financeira. Não me refiro ao capitalismo concorrencial, o que quase inexiste, mas sim a concertação de classe que ocupa postos-chave no controle do fluxo de riquezas do sistema. A moral da mente criminosa não tem nenhuma relação com o pobre diabo do empresário de si mesmo, como a legião de técnicos de informática que vendem serviço de autônomo e são obrigados a funcionar como micro empresa unipessoal para ser contratados (terceirizados) e não ter direito a nada. A condição é a seguinte: - mataram a moral protestante, e já faz muito, e a inclinação pelo lucro não é pelo benefício do trabalho (mesmo que roubando as horas e forças de trabalho com mais-valia), mas sim pela engenharia institucional que permite a acumulação indevida e a riqueza na base da jogatina. Ao invés de bancas de jogo do bicho, são bancos mesmo, e com ligações orgânicas dentro e fora do Estado e dos meios de comunicação de massa e segmentados.

Afinal, porque acumulamos divisas e reservas “estratégicas” e jogamos tudo na salvação da liquidez bancária? Isso ocorre porque o Estado não regula o ambiente da economia, o Estado é o operador do capital financeiro, tanto nas suas políticas como na ocupação das funções-chave para esta garantia de privilégios absurdos. Os bancos estão regidos, em tese, por um código de normas legais, sendo SUBORDINADOS às normativas do Banco Central e do Ministério da Fazenda. Mas, como não há governo que regule os banqueiros, porque quando se governa com os bancos, são os BANCOS QUE GOVERNAM. Assim, essa vergonha nacional não obriga os financistas a emprestarem, o Governo eleito (pelo voto popular) delega para uma equipe de “especialistas” do Conselho de Política Monetária (Copom) a taxação dos juros reais, indexados na maldita Selic. Nada e nem ninguém obriga aos bancos a cumprirem “sua função” no sistema capitalista, que é de emprestar dinheiro. Ao contrário, liberam o depósito compulsório da Banca e o que eles fazem? Seguram ainda mais o crédito, cortando o acesso ao capital de giro a juros baixos, isto porque vão partir para uma nova etapa de acumulação.

O que irá acontecer no Brasil dos Banqueiros? Antecipo e arrisco a pelo menos três movimentos:

1) Até 14 de novembro de 2008, o governo ainda mantinha uma reserva, feita a partir dos depósitos compulsórios, de R$ 215,9 bi no BACEN. As reservas internacionais são da ordem de US$ 200 bi. Assim, com a “folga” construída na base de uma política de exportações demencial (vendemos soja e compramos tecnologia!) a Banca seguirá chantageando o Estado que lhe serve e dela é parte constitutiva e esgotando as “sobras líquidas” edificadas sobre os “fundamentos da Economia” de Mr. Meirelles, o interventor do Brasil.

2) O processo de fusões, ou seja, de concentração de controle de capital financeiro já começou. A compra do Unibanco pelo Itaú, contou com anuência do governo, que se recusa a governar, e não dispõe dos mecanismos legais (mas surreais) de exercício da delegação de poder conseguida não numa transação bancária, mas através do voto popular. Os seguintes órgãos e outros mais que não citei, simplesmente não funcionam e quando são funcionais, não chegam a punir:

- Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE, do Ministério da Justiça); - Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF, do Ministério da Fazenda); - a Secretaria de Direito Econômico / Departamento de Proteção e Defesa Econômica / Coordenação-Geral de Controle de Mercado (também do Ministério da Justiça); dentre outros, tudo isso é acaba sendo para inglês ver. Na compra executada por Roberto Egydio Setúbal (Itaú) com a anuência de Pedro Moreira Salles (Unibanco) e Pedro Malan (sim, ele mesmo), o presidente foi informado de algo que ele e seus subordinados deveriam REGULAR! A farra começou e o Estado vai entrar pesado, para segurar a quebradeira de bancos menores e para acabar de matar o federalismo de faz-de-conta tupiniquim. Isto porque quando não restarem bancos estaduais e tudo se resumir, na área estatal, ao Banco do Brasil, a União consolidará o projeto de poder de país unitário.

3) Banca “vai partir prá dentro”. Com todos pendurados no super-endividamento e com o crédito difícil, a inadimplência de pessoas físicas e jurídicas tende a aumentar. Resultado, a incorporação de patrimônio pela Banca, executando dívidas e tomando na ponta da caneta o fruto do trabalho e esforço de milhões de brasileiros.

Tudo isso ocorre porque o governo eleito pelo voto popular, governa no exercício da usurpação do direito da soberania dos eleitores. A população se vê emparedada com a carência cognitiva e incapacidade de responder a este tipo de ataque. O que está ocorrendo no Brasil além de acumulação capitalista, é roubo mesmo. A Banca está roubando a riqueza acumulada na base da exportação de produtos agrícolas e devastação de nossos bens naturais não renováveis. Além da espoliação dos últimos 13 anos seguidos, agora a mesma Banca – somada aos operadores de câmbio (isto quando as quadrilhas não são a mesma coisa) – chantageia o Estado e o força a torrar o que segurou. O dinheiro que era para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para a Previdência Social virou reserva “estratégica” para jogar o jogo da liquidez. Assim, se “governa” para os banqueiros e não se EXECUTA as funções de ESTADO, conforme reza a tal da Constituição que ninguém cumpre, porque o Direito é uma coisa, a Lei é outra e a operação das Leis é outra também.

Se há alguma novidade não é da falácia de crise cíclica do capitalismo, mas na explicitação das posições de ESTADO. O problema é que a compreensão deste mecanismo é tão simples, que ninguém acredita. Não fosse a colonização da POLÍTICA pela linguagem e pelo jargão financista-neoliberal e estaríamos com todas as condições ideológicas para fazer uma PUEBLADA tentando retomar na raça o que é nosso por direito. Se esta é a dificuldade, portanto este é o desafio a ser cumprido.




18/11/2008 11:27 leia mais »




O dublê de delegado e deputado federal pelo PMDB do Rio, Marcelo Itagiba. Respondendo ao governo do tucano histórico Sérgio Cabral Filho, representa uma das várias PFs que são usadas para a luta dos gladiadores dos piratas das finanças bancadas pelo Estado. Quem paga o pato é o Sérpico tupiniquim, quando a vida imita a arte e não tem Lunus para estourar.
Os dilemas da Satiagraha
Bruno Lima Rocha

4ª, 12 de novembro de 2008, Vila Setembrina dos Farrapos, Continente dos Traídos em Porongos, Liga Federal de los Decididos de Córdoba

Acompanhar os desdobramentos da Operação Satiagraha resulta mais emocionante do que qualquer filme de ação. Ao contrário de um thriller de Hollywood, o que está em jogo é real. Estamos falando de recursos do Tesouro Nacional, do Plano Geral de Outorgas em Telecomunicações, da impunidade estrutural e do próprio aparelho de segurança e inteligência da União. Só por este fato singular já temos a dimensão do peso dos agentes envolvidos. Ao atingir um operador financeiro do porte de Daniel Dantas e sua instituição, o Banco Opportunity, a equipe do delegado federal Protógenes Queiroz expôs a fragilidade de nossas instituições coercitivas e do sistema de Justiça.

Estamos diante de uma encruzilhada. Por um lado, a cidadania aprova a Satiagraha, aplaudindo com sentimento de justiça a ação dos agentes da lei. De outro, o senso comum indica que a Justiça é seletiva e inverte valores. Vemos os investigadores serem investigados pelo órgão ao qual servem. Isto se dá antes mesmo da PF periciar todas as provas (como os HDs apreendidos desde a Operação Chacal) e chegar a uma conclusão que municie de materialidade a decisão do judiciário. A Contra-Operação G falou a que veio e deixou seu recado. Independente do que venha a ocorrer com esta investigação, entendo que o estrago está feito. Dificilmente um brasileiro que paga seus impostos irá aceitar de bom grado uma situação absurda como essa. Se a crise política de 2005 gerou desconfiança para todo o sistema político-partidário, este caso ratifica a idéia de que a coerção do Estado não é para todos. A conclusão lógica é a noção de que “uns são mais iguais do que os outros”.

O problema também é de ordem institucional e política. Dentro da Polícia Federal, é certo que a hemorragia interna vai demorar ainda mais para estancar. Isto se estancar. Já a relação entre a PF e a ABIN, que já era difícil, agora será de tensão permanente. Mas a pior parte é no campo da motivação do servidor público. Deixo aqui duas questões. Depois dessa Operação, qual policial federal se sentirá incentivado a investigar um capitão de indústria, grande investidor ou político influente? A quem interessa a desmotivação dos agentes, peritos e delegados da polícia judiciária da União?

Este artigo foi originalmente publicado no blog do jornalista Ricardo Noblat




14/11/2008 10:48 leia mais »




O cientista político Barack Obama sabe que é mais fácil manter um Império falimentar do que confrontar com o Camelot do Estado Corporativo.
A respeito da vitória de Obama e a América Latina
Bruno Lima Rocha

Refletindo de modo apressado a respeito da vitória do cientista político por Columbia e advogado por Harvard, sou obrigado a expor as obviedades que ninguém diz. Barack Obama cumpriu os rituais de entrada na elite dos EUA. O termo em inglês, ruling class, a classe que legisla, que manda, dentro e fora dos limites institucionais, me parece o mais apropriado. Para ser parte deste círculo fechado, o ritual de passagem inclui a formação acadêmica de excelência e algum contato com a Ivy League (Liga de Universidades do Nordeste dos EUA). Tanto o presidente eleito do Império como sua primeira dama, Michelle Robinson, tem o selo de qualidade de três das oito universidades (Columbia, Princeton e Harvard) que compõem o círculo mais antigo da formação de membros das elites dirigentes da pátria de Oliver North e Dick Cheney.

Barack é o exemplo vivo do multiculturalismo, mas o melting pot tem de dar frutos para dentro das linhas de fronteira marcadas pelo Destino Manifesto. Porque para os demais países, após o arco-íris não tem pote de mel algum e sim um porta aviões. Se ele entrou como azarão na representação político-partidária, Obama não vai brincar de apertar o Camelot como fez o filho do irlandês que traficava bebida durante a Lei Seca. No campo simbólico, sua vitória é um marco da política mundial. Em uma sociedade racialmente dividida, um afro-descendente ganhar é a prova cabal de que a ação afirmativa abre caminho para uma nova classe de ex-discriminados. Dito e feito, mas deve ser só isso.

Para os povos que se defrontam com a outra ponta do Big Stick, alguns “gestos” são essenciais. No que nos diz respeito como latino-americanos, ficam agonias como:

- O bloqueio econômico a Cuba, será ou não suspenso?

- A base militar imperial que também serve de prisão, em Guantánamo, o que irá fazer com a masmorra?

- A 4ª frota, terá o mesmo papel de avanço sobre os recursos naturais da América Latina?

- O papel do Departamento de Estado, CIA e DEA, será o de continuar conspirando para derrotar todo e qualquer governo com traços de soberania nacional e respeito da vontade popular no Continente?

- Seguirão fazendo aportes de montantes absurdos para a Colômbia, dando sustentação ao governo do narcotraficante e paramilitar Álvaro Uribe Vélez?

- A biopirataria na Amazônia seguirá sendo feita por “missionários” estadunidenses?

- Na economia financeira e o re endividamento de nossos países, Washington vai dar suporte para a retomada do avanço do Banco Mundial sobre os caixas públicos da América Latina?

A lista poderia seguir por mais vinte páginas, mas o tema de fundo passa por uma reflexão que deve ser feita pelos próprios latino-americanos. O mundo vive sob a ação do Império, mas nosso Continente sente esta presença direta, peleamos cotidianamente para deixar de ser o alvo do Big Stick. Por mais colonizada que sejam as elites dirigentes da América Latina e Caribe, o sentimento popular é anti imperialista e anti yankee. Para mudar esta situação, o novo chefe do Executivo deve tomar posturas de multilateralismo imediato. Duvido que o faça. Emparedado entre algumas aspirações reformadoras e as razões do Estado Corporativo de lá, provavelmente será o mais midiático dos presidentes estadunidenses. Mas, para os povos ao Sul do Rio Grande, deve ser apenas isso.

Como afirmou o general de homens livres José Gervasio Artigas, gaucho oriental, após quinze anos na lida de vento, chumbo, lança e coxilha:

- Somente podemos confiar em nós mesmos.

Para acessar este artigo em inglês, favor ir para o Blog do Estratégia & Análise na Guerrilla News Network




12/11/2008 19:27 leia mais »




Roberto Setúbal, presidente do Itaú, é o homem forte da banca que falante na língua de Machado de Assis. Herdeiro de Mauá, ELE comunica ao presidente eleito o futuro da Banca no Brasil que o ex-sindicalista deveria governar.
O fundo de realidade na falta de POLÍTICA para a “economia” brasileira
Bruno Lima Rocha

Há um problema de fundo, que vai além da aposta na jogatina financeira com o valor da moeda brasileira em relação ao dólar. Não há crescimento sustentável que se agüente sem estar ancorado na poupança interna. Qualquer macro economista, pós-keynesiano ou economista político decente vai afirmar isso. É impossível imaginar a soberania da decisão política se esta capacidade decisória “flutua” sobre recursos que os mecanismos sociais de regulação econômica não controlam. Isso é impossível no capitalismo, que dirá em outra forma de gerir a sociedade. Portanto, quando os agentes econômicos “se expõem” ao endividamento com outro indexador que não seja a própria moeda do país, ficamos todos à deriva das infelicidades destes gestores.

Não estamos falando dos tubarões do mercado financeiro, mas sim de quatro em cada cinco empresas não-financeiras e que tem ações negociadas na Ibovespa! 4 em 5, mais de 80% do capitalismo real privado no Brasil! Portanto, são empresas de capital aberto, empregando gente e são vitais em uma cadeia de valores de sustentação de cidades inteiras. De cada duas S/A operando no Brasil e jogando seus papéis no Índice da Bolsa de São Paulo (Ibovespa), uma pode estar endividada na moeda controlada por Bernanke e Paulson! Este dado, publicado no Jornal do Comércio do RS, de 3ª 28/10/2009 (pág.7), nos evoca o debate de fundo e que nenhum “especialista” de opinião econômica quer entrar.

Semana passada comentei o fato político com enfoque econômico no curso “Mídia, Controle e Democracia”, promovido pelo Grupo de Pesquisa Cepos/Unisinos e onde participo. Apenas citei de memória este dado. Entendo que um tema assim é um escândalo nacional. Se o público que assiste a novela do eucalipto tivesse a capacidade cognitiva e a motivação ideológica para a rebeldia, apenas esse dado valeria um Caracazo! 4/5 da economia brasileira de capital aberto está pendurada em papel podre, usou o dinheiro captado para apostar na jogatina e agora vê seu valor arriscando cair. A fraude nos balanços da Enron abriu a porteira para o inferno dos números que não comprovam o valor real.

O Estado não é nem responsivo às demandas sociais e menos ainda é regulador do capitalismo exercido no Brasil. Nem as autoridades diretas e nem as delegadas pelos próprios entes faz nada perante o deita e rola dos agentes financeiros. Onde estava a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que não monitorou essa loucura? Para que existe o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e não controla atividade alguma? Ah, não por acaso este órgão pertence ao mesmo Ministério da Fazenda! Sim, o mesmo Ministério cujo responsável, o economista Guido Mantega, disse desconhecer o “tamanho real do problema” com papéis tóxicos? Para que Estado se não regula? Depois reclamam da farra dos aventureiros das finanças e da jogatina com a moeda nacional e o patrimônio alheio!

E agora o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), mais uma vez não defende nada e aconselha menos ainda. Este órgão do Ministério da Justiça é tão (in) executor de políticas e braço operador de Justiça quanto mantém o padrão de não regular nada e apenas definir leite já derramado. O mesmo que sucedeu com a AmBev (compra da Antarctica pela Brahma) termina por ocorrer na compra do Unibanco pelo Itaú. A família Moreira Salles se livra de um problema, descola o Banco do embaixador com a vinculação à falimentar seguradora AIG, planta rumores de que iria ser comprado pelo Santander, flerta com o Bradesco e se deixa incorporar pelo Itaú.

O presidente da República foi informado do negócio. Ex-dirigente sindical, soube de uma fusão que encolhe o mercado interno, otimiza duas empresas em uma e certamente vai gerar demissão da categoria dos bancários. O ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo nada fez e nem deixou fazer. Aplaudiram de longe e plantaram a notificação futura do CADE a respeito do negócio já consumado. O mesmo se deu com os acionistas das duas corporações. Nada falaram e nem foram consultados. As tarifas bancárias e a taxa Selic são os fatores dos superávits recordes da Banca brasileira. A agiotagem de terno e gravata precisa do Ministério da Fazenda e do Banco Central. Com certeza o governo do Copom, com o presidente Fernando Henrique Meirelles soube antes e aplaudiu a medida. Os demais são comunicados depois.

No capitalismo do Brasil não precisa de CADE, COAF, Ministérios da Fazenda e da Justiça e nem Presidência da República. A margem de manobra da Banca é tão grande como um ponto de jogo do bicho na esquina de avenida movimentada. Já tem arrego para a patrulha da área e ninguém corre de cana. No Planalto Central e na São Paulo de Piratininga, ninguém corre do Estado, porque o Estado existe para servir a acumulação de capital da banca de agiotas com terno sob medida e gravata de seda importada.

Que democracia é essa?!




04/11/2008 09:38 leia mais »




A fábrica da Aracruz na beira do Lago Guaíba ameaça não receber os investimentos na sua expansão. O motivo foi a jogatina de seus executivos no mercado futuro, papéis podres e títulos derivativos.
O mercado futuro e as papeleiras que se financiam gerando dívida externa
Bruno Lima Rocha

5ª, 30 de outubro de 2008; Vila Setembrina dos Farrapos; Continente de São Sepé; Liga Federal

“Se escolher navegar os mares do sistema bancário, construa seu banco como construiria um barco: sólido para enfrentar com segurança, qualquer tempestade”.

A bela frase, que dá a idéia da importância da “segurança no investimento” e a “credibilidade de honrar depósitos e compromissos” é de Jacob Safra, judeu sefardita residente em Alepo, Egito, e que dera início ao império da família de financistas, como eles mesmos se auto denominam. Pois a segurança ao navegar parece que não foi levada em conta pelos mares dos derivativos. O Banco Safra detém 28% do capital acionário da Aracruz Celulose. Outros 28% pertencem ao grupo sueco-norueguês Lorentzen; 28% a Votorantim Celulose e Papel (VCP, subsidiária da Votorantim) e como sócio minoritário e financiador das papeleiras, entram 12,5% do capital pertencendo ao BNDES. Apostaram errado e agora, ao invés de liquidar parte do patrimônio do banco para cobrir a perda.

Não começa na crise a série de atos de tipo irresponsável e criminoso envolvendo a silvicultura no RS. Antes de estourar a crise da jogatina financeira, alguns procuradores da República instalados no Rio Grande chamaram a atenção para o desrespeito ao zoneamento ambiental e a participação do Estado, através de recursos do Tesouro Nacional alocados no BNDES, na infração das leis federal e estadual. Agora, entramos em um terreno ainda mais nebuloso. Como pode uma empresa com participação acionária do dinheiro do contribuinte apostar em mercado futuro? Que papel cumpre o Estado, através de seus “técnicos de carreira” e controladores, se a hierarquia do Banco de “Desenvolvimento” não controla seus investimentos. Expor ao risco o dinheiro público é apropriação indevida. A dimensão política dessa aventura com o patrimônio coletivo é a usurpação privada dos bens e riquezas gerados pela sociedade.

A Aracruz Celulose e Papel, uma joint-venture de grupos com vinculações brasileiras, mas atuando como transnacionais, anunciou perdas com “derivativos e câmbio” da ordem de R$ 2,1 bilhões apenas no terceiro trimestre de 2008. Ou seja, estava jogando no mercado futuro, deixando no risco e no cassino as linhas de crédito por esta empresa obtida. Já é um absurdo dispormos as terras mais férteis do país para o plantio de árvores exóticas cuja finalidade do produto é o papel para exportação. Isso é uma forma econômica de invasão do território do Cone Sul e do uso dos recursos não renováveis, como o Aqüífero Guarani e a Laguna dos Patos. Além do cloro em abundância no Lago Guaíba, fica a expectativa frustrada da não-expansão da fábrica de Guaíba, e a “choradeira” de sempre. Forçando o Estado a refinanciar o capital privado, já preparam o terreno midiático para condicionarem a “saúde financeira” com uma ou mais linhas de crédito abertas pela União. Preparemos todos nossos bolsos, pois mais facada virá.

Os resultados da Votorantim Celulose e Papel (VCP), empresa do Grupo Votorantim apresentam “prejuízo líquido de R$ 586 milhões” no terceiro trimestre de 2008. Foi o preço do papel? Alguma praga que se abateu nos desertos verdes de eucalipto? Não, a perda foi o estouro da bolha e a jogatina com linhas de crédito. O Grupo Votorantim vai torrar R$ 2,2 bilhões para “diminuir a sua exposição cambial”. Traduzindo, a VCP e sua matriz pegaram dinheiro barato lá fora, apostaram na valorização da moeda brasileira, venderam seus créditos e podem não honrar seus compromissos de dívidas. Não bastasse isso, ainda aumentam o rombo nos balanços em função do dólar valorizado acima da “aposta no swap”. O mercado futuro impregnou o sistema produtivo, financeirizando os balanços e condicionando as expectativas destes agentes econômicos. Já não basta ter de financiar com dinheiro público – de forma direta e via isenção fiscal – os investimentos “produtivos” destas empresas. A “choradeira gerencial” é para que os contribuintes cubram o rombo fruto da aposta errada.

Os projetos das papeleiras já são uma barbaridade do ponto de vista estratégico. Dentre vários motivos para essa firmação, elenco três deles: o modelo vai gastar em 30 anos recursos naturais não-renováveis; vai poluir as reservas de água já potáveis; e vai usar a terra fértil para uma commodity primária e que não alimenta ninguém. Isto sem falar no absurdo de desnacionalizar o solo em terras de fronteira e rasgar as normais legais através de contratos de gaveta para plantio de eucalipto e áreas de mananciais e lindeiras da Laguna dos Patos!

Além das razões elencadas acima, o entreguismo narrado tem ares de tragédia produtiva. O que produz não presta para uma sociedade sana e sustentável. E, antes de produzir, apostam seus créditos e comprometem já as poucas riquezas que podem gerar. No fim do túnel, a luz da lanterna de salvação deles é o Tesouro Nacional. Quanta “coincidência”!




30/10/2008 12:59 leia mais »





Yeda Rorato é amiga de longa data de Mônica Leal; este afeto remonta da década de 1970, nutrindo admiração mútua pelo trabalho repressivo do coronel Américo Leal. O brinde desta amizade foi a cultura do Rio Grande. Érico Veríssimo e cia. não mereciam isso.

A LIC sob suspeita de fraude e todo o mecanismo de evasão fiscal sob suspeita de falta de legitimidade.
Rio Grande do Sul

O Rio Grande dá a impressão para os demais estados do país de consumir mais produtos culturais. Os dados que utilizamos são do senso comum e bastante difundidos na Feira do Livro, nos confirmam esse perfil. Mas, as mazelas dos produtores de cultura são os mesmos do Brasil adentro. O Estado em seus três níveis de governo, se ausentando da responsabilidade de fomentar a produção de bens simbólicos e aumentar a capacidade cognitiva de nosso povo. O resultado todos nós sabemos qual é.




12/11/2008 10:29 leia mais »





Nos bastidores e na contabilidade do município canoense pode estar o fio de novelo para desvendar a Operação Rodin e outros esquemas mil.

Canoas e a arma da devassa contábil
Rio Grande do Sul

As eleições de 2008, na cidade de Canoas (RS), tiveram uma guerra de pesquisas no primeiro turno. Os números “diziam” que Jairo Jorge, da coligação Bloco de Oposição Municipal (PT/PP/PSB/PS/PCdoB/PR), não iria para o segundo turno. O favorito no páreo segundo os resultados “científicos” de estimativa da opinião do eleitorado canoense indicava o segundo entre Nedy de Vargas Marques (PMDB) junto com Jurandir Maciel, da coligação Canoas Saudável (PTB/DEM/PRB/PMN). Estes números constam na pesquisa realizada, do Instituto Nacional de Sociologia e Pesquisa, registrada no TRE sob o n° 00345/134/08.




06/11/2008 11:03 leia mais »





O magistral Paulo Gracindo encarnava o coronel municipal dentro das entranhas da ditadura; no Brasil democrático, este comportamento se transfere para as periferias metropolitanas

O despreparo dos candidatos a vereador
Brasil

coluna mensal na Revista Voto, outubro de 2008

 

Afirmo dois conceitos sobre as eleições municipais. Elas são “a mosca azul ao alcance de todos” e “a várzea da política”. A primeira afirmação reconhece o grau de penetração do sonho da vereança nas camadas mais humildes. A segunda diz respeito da forma como esta vontade de exercer intermediação de interesses é organizada. Quero reforçar estas duas idéias. O foco do artigo é o padrão de recrutamento daqueles que se pretendem parlamentares dos municípios. É lugar comum ter em baixa conta os candidatos a vereadores. Em período de eleições municipais o Brasil vê uma profusão de despreparados pretendentes ao cargo. Entendo que isto ocorre por cinco motivos.




28/10/2008 13:05 leia mais »





La economía está herida y arriesga hundir a todos nosotros en función de la acción predatoria de los corsarios de Wall St. y cia.

La economía está herida
América Latina

El joven parlamentario izquierdista se estrenó en su primera intervención con un sonoro “¡Salud y República!” que, a pesar de su rotundidad y de lo desusado del lugar, no logró despertar a sus señorías. Ya en la réplica, tras cruzarse una alusión desde otra bancada a la “caída del Muro”, consiguió desasosegar a los padres (y madres) de la patria anunciando a su vez “la caída de Wall Street” y la derrota definitiva de George Walker Bush. A su regreso al escaño le pregunté si el presidente había dimitido por fin, abrumado por su estupidez y mal hacer, pero me aclaró que lo suyo había sido solo una metáfora, a lo que respondí advirtiéndole como parlamentario más experto que tuviera cuidado pues en aquel lugar hay mucha gente que piensa que “metáfora” es el nombre de un payaso y toman las afirmaciones retóricas por purita verdad.

           




10/10/2008 12:18 leia mais »





A Outra Campanha retoma uma tradição da política brasileira, quando a idéia de protagonismo caminhava junto da organização popular.

Uma campanha municipal de interesse público (Coluna da Revista Voto, set. 2008)
Rio Grande do Sul

08 de agosto de 2008, Vila Setembrina dos Farrapos – Continente dos Traídos em Ponche Verde – Liga Federal de los Guascas de Artigas y Güemes

 

 

Sempre imaginei uma forma dos sindicatos de municipários atuarem na ofensiva política durante a campanha eleitoral local. Eis que a teoria vem a ser testada. Alguns movimentos populares gaúchos estão promovendo uma agenda positiva chamada de Outra Campanha, sem vinculação a nenhuma candidatura. É a chance de executar algo proativo, cabendo a entidade sindical informar e pautar o eleitorado a respeito das urgências dos munícipes.




02/10/2008 09:08 leia mais »





O grampo do BNDES: quando o complemento da ABIN é a mídia oficiosa


Este livro disseca, com precisão cirúrgica, um tema muito pouco estudado de verdade, apesar de todo o estardalhaço impresso nos principais jornais e revistas do país. Nele, o autor prova e comprova que o que foi tratado como uma exceção não passa de uma atividade corriqueira de uma das estruturas de vigilância do governo da União. Estrutura esta (a continuidade do Sistema SNI) que, malgrado maquiagens superficiais no cenário e figurino, nunca deixou de existir.

A obra está à disposição pela internet no site da editora Só Tese e na Estante Virtual. Em Porto Alegre, “O Grampo do BNDES” está à venda na livraria Ladeira Livros, na Rua General Câmara, 385, Centro da capital gaúcha. O fone da livraria é 51 3286 3151 e o contato por correio eletrônico com o Mauro.



14/04/2008 20:19
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Estratégias de Comunicação & Política


Curso de Educação continuada da Unisinos, 2º semestre de 2008, início 22 agosto – aulas nas sextas das 19.30-22.15

Sabe fazer análise de conjuntura? Como a mídia opera nas decisões estratégicas do país? Qual o papel de entidades empresariais, partidos políticos e movimentos populares nas “arenas democráticas”? Quem governa? Onde está o poder de fato? Quer os conceitos para responder a estas perguntas? Estratégias de Comunicação & Política, para quem quer conhecer, escrever e fazer a política muito além do voto!

Ministrante: Bruno Lima Rocha (blimarocha@via-rs.net), cientista político e jornalista; articulista com atuação no Rio Grande do Sul, Brasil e América Latina. Editor de Estratégia & Análise (www.estrategiaeanalise.com.br). Grupo CEPOS – Comunicação, Economia Política e Sociedade. Coordenação Professor Doutor Valério Brittos.

Informações e inscrição:
Linha Direta Unisinos, fone/fax (51) 3591-1122
www.unisinos.br/extensao/comunicacao
email: econtinuada@unisinos.br

VAGAS LIMITADAS
Inscrições até 19/08/2008



27/06/2008 11:46
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Arquivos de análise política em áudio. Entre, ouça livremente e sempre cite a fonte.











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