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Da contra-informação ao pensamento único neoliberal: conceitos de crítica à indústria da mídia
O trabalho (1) tem como objetivo apontar conceitos operacionais para a crítica da indústria midiática, fazendo uma aproximação entre duas áreas de análise politicamente opostas, embora com epistemes semelhantes. Trata-se do diálogo entre o conceito de fabricação do consenso tolerável pelas regras hegemônicas, tendo como base as idéias pensáveis de Noam Chomsky, e a análise estratégica em sentido pleno. Para trabalhar estratégia, parte-se dos conceitos de um operador militar clássico, o general Golbery do Couto e Silva, dentro de seu modelo de análise com níveis de incidência e subordinação do método ao objetivo finalista, onde as indústrias culturais enquadram-se no nível psicossocial de atuação. Tal paradigma terá presença ao longo do artigo. Destacam-se alguns conceitos básicos para discutir a crítica à mídia hegemônica, partindo da caracterização do nível e seus macroambientes de operação. crítica da mídia – fabricação do consenso – análise estratégica – níveis de análise – incidência – inteligência – contra-informação 26/01/2008 11:44 leia mais Controle E Disputa Pela Democracia Na Comunicação Social
Este artigo analisa o estado atual da mídia brasileira em relação à influência das empresas que constituem os meios de Comunicação no Brasil e a participação dos movimentos pela democratização do setor, buscando contribuir para o debate teórico e de perspectivas para uma melhor atuação por parte dos ativistas de comunicação comunitária, assim como do conjunto do movimento popular. Parte de uma pesquisa bibliográfica e documental, além da análise de dados recentes sobre o setor, que busca evidenciar a importância da constituição de políticas públicas democráticas para o favorecimento do empoderamento popular em nosso país. Políticas de Comunicação; Democratização da Comunicação; Mídia Brasileira; Empoderamento Popular; Radiodifusão Comunitária. 16/01/2008 13:17 leia mais


Ricardo Palma
Ricardo Palma Enfrentou muitas lutas, não apenas por sua própria sobrevivência, como pela preservação da cultura de sua pátria. Com suas lutas acabou definiu seu estilo, a prosa e o testemunho, relatos verídicos mesclando co um pouco de fantasia, elemento sempre presente na memória daquele povo. Ele acreditava que a oralidade de seu povo era a principal intérprete de sua história, e ele estava certo. Era um grande tradicionalista. Um trecho de sua obra:
“(...) Concluía el año de 1550, y era alcalde de la villa (Villa Imperial de Potosí) el licenciado don Diego de Esquivel, hombre atrabiliario y codicioso, de quien cuenta la fama que era capaz de poner en subasta la justicia, a trueque de barras de plata.
Su señoría era también guloso de la fruta del paraíso, y en la imperial villa se murmuraba mucho acerca de sus prapisondas mujeriegas. Como no se había puesto nunca en el trance de quel el cura de la parroquia le leyese la famosa epístola de San Pablo, don Diego de Esquivel hacía gala de pertenecer al gremio de los solterones, que tengo para mi constituyen, si no una plaga social, una amenaza contra la propiedad del prójimo. Hay quien afirma que los comunistas y los solterones son bípedos que se asimilan.”
“Las Orejas del Alcalde – Crónica de la época del segundo virrey del Perú”, publicada pela primeira vez em 1873, no El Coreo del Perú. Ricardo Palma, biografia, Peru 05/05/2008 11:53 leia mais Victoriano Lorenzo
O líder indígena, involucrado na Guerra Civil entre os partidos Liberal e Conservador, é mais um caso clássico de vontade popular manipulada por interesses oligárquicos. É a prova viva do exemplo de que massas em disponibilidade, identidade popular e ancstral, mesclada com a defesa da posse e do uso da terra natal, formam uma combustão popular quase incontrolável.
Victoriano é um personagem histórico, material, sua carne queimada no fuzilamento de um traidor da oligarquia, portanto, fiel ao povo, é digno de livro de Gabriel García Márquez. Seu Panamá e sua província de Chiriquí, o orgulho cholo, é tão presente no istmo da porta do mundo como em uma zamba cantando “cholita santiagueña, cholita salteña”.
A sabedoria política dos cholos surge da necessidade de protagonismo popular e programa político compatível com as identidades e culturas ancestrais e mestiças; com a carga de informações que exigem a formação de conceitos diretos, formando o arcabouço teórico-metodológico geradores de ideologia de câmbio a partir do distributivismo com os dois pés fincados no campo nacional-popular.
Victoriano Lorenzo é parte da história nossa, desconhecida de nós mesmos; é o outro lado da política do Porrete Grande – Palo Largo – Big Stick; é a versão centro e latino-americana do lado B do protetorado do Império a partir de Miami e da famigerada Escola Panamá (extinta). O orgulho chiriqueño passa pela carne dos cholos de Victoriano.
Palavras-chave: Panamá - guerra civil colombiana (Liberal-Conservador) - cholos - chiriquí - criação do istmo Panamá - guerra civil colombiana (Liberal-Conservador) - cholos - chiriquí - criação do istmo 17/03/2008 09:46 leia mais

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Este é o espaço cujo nome fala por si mesmo. A busca da comunicação democrática é hoje parte vital da luta pela radicalização da democracia na sociedade. Em nosso país e em toda a América Latina, a luta por justiça passa pela liberdade de comunicação, de antena, de transmissão, de emissão, de controle e gestão popular sobre os meios de comunicação social. Como em tudo nesta página assim como na vida, nós temos posição. Estamos ao lado das rádios e TVs comunitárias, dos blogs de investigação jornalística, dos cineclubes, da mídia independente, das agências de informação do Continente e do vasto e amplo movimento pela democracia da comunicação em toda latino-américa.

| | | ABC - Associação Brasileira de Cinematografia
 Site oficial da Associação Brasileira de Cinematografia, entidade que congrega profissionais de cinema do país, que também organiza o Congresso Brasileiro de Cinema. visitar >> ABC COM
 Página da Associação Brasileira de Canais Comunitários que tem por missão principal representar os canais comunitários nas relações com o Poder Público, ser porta voz de seus anseios, principalmente no Ministério das Comunicações, Anatel e Congresso Nacional.visitar >> ABN
 A Agência Bolivariana de Notícias disponibiliza notícias sobre de politica, educação, economia, ciências e esportes.visitar >> ABRAÇO - Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária
 A ABRAÇO é a maior entidade representativa da radiodifusão (radio e TV) comunitária do país.Em seu V Congresso Nacional, realizado em 2003, contou com 168 delegados, representando 17 Unidades da Federação.
Congrega radioapaixonados de todos os cantos do Brasil, com o objetivo de acelerar o processo de democratização da comunicação e transformar a legislação maior em legislação ordinária com compatível, substituindo a atual, que foi gerada nos porões cinzentos da Ditadura Militar, cujo entulho autoritário ainda é o fundamento de regulamentação do setor.visitar >> ABTU - Ass. Bras de TVs Universitárias
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 Portal da agência de notícias Adital, vinculada a Teologia da Libertação. Importante fonte de informações e notícias dos movimentos populares e das questões que atingem a maioria dos latino-americanos.visitar >> Agência Alquimídia
 Profissionais e artistas se associam em torno de um conceito de multidiciplinaridade e colaborativismo (denominado pelos mesmos como “alquimídia”) para articular a produção cultural e a comunicação no terceiro setor em Santa Catarina e no Brasil.visitar >> Agência Carta Maior
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 Rede latinoamericana de informação, vinculada a Teologia da Libertação.visitar >> Agência Notícias do Planalto
 Disponibiliza reportagens sobre temas nacionais e internacionais, principalmente sobre a América Latina, destacando aqueles que não têm espaço na mídia convencional ou são distorcidos por ela. As notícias são fornecidas em texto e áudio para emissoras de rádio e para a sociedade em geral, podendo ser reproduzidas gratuitamente desde que citada a fonte.visitar >> Agência Pulsar - comunicação para rádios comunitárias
 Pulsar-Brasil oferece informação nacional e internacional, com foco cidadão, priorizando a comunicação alternativa, movimentos sociais,
gênero e povos tradicionais, dentre outras temáticas.
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 Agência alternativa de notícias, aberta e interativa, do movimento popular e dos trabalhadores da Venezuela. Divulga conteúdos socio-políticos e culturais, identificados com o processo de transformação revolucionário y democrático do país.visitar >> Araucanía Comunitaria
 Uma página sobre as rádios comunitárias do Chile. Contém um breve histórico dessas rádios, legislação apontamentos teóricos.visitar >> Boletim Prometheus
 O Instituto de Estudos e Projetos em Comunicação e Cultura (INDECS) é uma entidade civil sem fins lucrativos, apartidária e não-confessional, fundada oficialmente em fevereiro de 1993. Sua origem remete a um grupo de comunicadores que, após algumas experiências na dita imprensa alternativa, perceberam a necessidade de se atuar conjuntamente nas áreas da comunicação e cultura. O Indecs também edita o Boletim Prometheus, importante órgão de debate para a democracia da comunicação no Brasil.
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 Semanário de uma parte da esquerda brasileira. Importante jornal de difusão dos movimentos populares. Periodicidade semanal e baixo custo.visitar >> Caros Amigos
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 O CMI é uma rede internacional de produtores independentes de mídia que busca oferecer informação alternativa e crítica de qualidade. Os sites da rede CMI possuem estrutura de publicação aberta, permitindo que qualquer pessoa disponibilize textos, vídeos, sons e imagens na internet.visitar >> Chasque Agência de Notícias
 A Agência Chasque de Notícias é um veículo de comunicação voltado para a produção de material jornalístico para rádios e jornais do Rio Grande do Sul. Criada em março de 2005 em Porto Alegre, a agência acompanha as principais notícias que interessam à vida dos trabalhadores urbanos e rurais gaúchos.visitar >> Cineclube
 Site que trata sobre a história e o conceito do cineclubismo no Brasil e no mundo, disponibilizando documentos, cronologia e arquivos que fazem um aprofundamento da trajetória e desenvolvimento dos Cineclubes. visitar >> Cinema Brasil na Internet
 Site com informações profundas e detalhadas sobre filmes nacionais. Disponibiliza notícias e artigos sobre o cinema brasileira, acervo de filmes nacionais, roteiroteca, vídeos de trailers e entrevistas com cineastas para download, além de um cadastro com mais de 4.000 profissionais e empresas das várias áreas do setor audiovisual. visitar >> Cinematographo Brasileiro
 Divisão de cinema brasileiro do famoso blog Cinematographo. Conta com artigos de Rodrigo Cazes, mestrando em Letras pela PUC-RJ e cinéfilo. visitar >> Clube de Cinema de Porto Alegre
 Site do mais antigo cineclube funcionando ininterruptamente no Brasil, fundado em 1948 e (muito) ativo até hoje. A página traz informações sobre a história e as mostra e eventos promovidas por esta tradicional entidade. visitar >> Colectivo Desalambrando
 O Colectivo Cultural Desalambrando surgiu em 2001, na Argentina, para potencializar o desenvolvimento da cultura nos movimentos sociais, entendendo que a cultura é um dos indicadores da diferença de classes. O coletivo ainda produz o periódico La Voz de los Sin Voz, uma publicação que objetiva desmentir a classe dominante, e realiza trabalhos com cinema, além de disponibilizar formação em comunicação popular para adolescentes. visitar >> Coletivo Martin Fierro de Vídeo Ativismo
 Weblog do Coletivo Martin Fierro de Vídeo Ativismo, grupo de Porto Alegre que pretende difundir o Vídeo Ativismo.visitar >> Congresso Brasileiro de Cinema
 Site oficial do Congresso Brasileiro de Cinema, evento organizado anualmente pela categoria dos profissionais de cinema do país para promover e buscar o desenvolvimento do audiovisual nacional. visitar >> Consciência.Net, portal e revista diária
 Interessante revista diária e portal onde se encontram diversos materiais e informações de temas do cotidiano, tanto individuais como públicos.visitar >> Conselho Nacional de Cineclubes
 Página de interação dos ativistas dos cineclubes brasileiros. Esta atividade, muito antiga e tradicional no Brasil, vem cumprindo importante papel na abertura das mídias brasileiras. visitar >> CONTONIA FM 107.5 -CIUDAD VIEJA
 Sítio da Rádio Comunitária Contonia FM, que está no ar desde 2001 em Montevideo Uruhaui. É possível também escutar a rádio através da página.visitar >> Curta Agora - o espaço do audiovisual da internet
 O site Curtagora é uma ação cultural da Interrogação Filmes em parceria com o site Mnemocine no objetivo de resgatar e manter uma rede de informações e recursos sobre a produção de filmes e vídeos independentes no Brasil - nos formatos de curta e média metragem - realizados durante as últimas duas décadas.visitar >> Curta o curta
 Site que disponibiliza curta-metragens nacionais para download. Conta também com notícias, artigos e entrevistas sobre a arte de realizar filmes breves mas profundos.visitar >> ELAOPA
 Página do Encontro Latinoamericano de Organizações Populares Autônomas visitar >> EstudioLivre.org
 Um ambiente colaborativo voltado para a produção e difusão de mídias feitas com software livre e de forma independente.visitar >> Ética na TV
 A campanha é uma iniciativa da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em parceria com entidades da sociedade civil, destinada a promover o respeito aos direitos humanos e à dignidade do cidadão nos programas de televisão.visitar >> FARCO
 Página da FACO, Foro Argentino de Radios Comunitarias, uma organização que agrupa emissoras de rádiodifusão em serviço da comunidade e da comunicação como um dreito de todos.visitar >> Fazendo Media
 Veículo de mídia independente produzido majoritariamente por estudantes de jornalismo da Universidade Federal Fluminense (UFF). Atualmente, engloba um jornal impresso e uma página na Internet. Tem como meta analisar criticamente os meios de comunicação de massa e produzir material jornalístico.
visitar >> Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
 O FNDC congrega entidades da sociedade civil para enfrentar os problemas da área das comunicações no País. Atua através de 12 comitês regionais instalados em nove estados da federação e em espaços institucionais como o Conselho de Comunicação Social e o Comitê Consultivo do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD).
visitar >> Idade Media
 É, segundo seus criadores, a “utopia da ubiquidade”, da criação de um "espaço acústico mental", da equação entre música + cérebro até ( = ) o êxtasse. E o RÁDIO, portanto, é o vetor (o meio) para se alcançar o desenvolvimento de muitas e novas formulações (desconhecidas possibilidades, outros estilos e, por que não, distintas "visões" aplicadas ao veículo).visitar >> Insurgente
 Insurgente é um jornal, ou diário, virtual criado pelo coletivo Cádiz Rebelde.visitar >> Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social
 Associação civil que atua para transformar a comunicação em um bem público e efetivá-la como um direito humano fundamental para a realização plena da cidadania e da democracia.visitar >> Itapuã FM - Viamão/RS
 Rádio Comunitária da Vila de Itapuã, área rural do município de Viamão. Está no ar desde 23 de dezembro de 2000 e serviu de rádio escola para outras emissoras comunitárias da região.visitar >> Luis Emilio Recabarren
 O grupo LER nasceu no início de 2007, como uma agrupação onde participam ex-trabalhadores das salitreiras participam, jovens e defensores do movimento popular.visitar >> Mídia & Política
 Página da publicação periódica mantida pelo Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política (Nemp) da Universidade de Brasília (UnB). Destina-se à divulgação de noticias, análises e críticas sobre a cobertura política na mídia brasileira.visitar >> Núcleo Piratininga de Comunicação
 Grupo de jornalistas, professores, formadores, ativistas sindicais e de movimentos sociais vindo de várias experiências, e residentes em vários estados do País. Nosso ponto de partida é a certeza de que sem comunicação não há possibilidade de os setores populares lutarem pela hegemonia na sociedade.visitar >> Observatório da Imprensa
 Entidade civil, não-governamental, não-corporativa e não-partidária que busca acompanhar, junto com outras organizações da sociedade civil, o desempenho da mídia brasileira.visitar >> Observatório do Direito à Comunicação
 O Observatório do Direito à Comunicação é uma iniciativa do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, cujo objetivo central é criar um ambiente de acompanhamento, fiscalização e reflexão sobre as políticas públicas do campo da comunicação.visitar >> Observatório Nacional de Inclusão Digital
 Um mapeamento dos telecentros brasileiros. Cada iniciativa localizada ganha mais visibilidade e transparência junto aos cidadãos, e o telecentro passa a integrar uma rede com grande potencial de articulação e troca de experiências em inclusão digital.visitar >> Panorama de Notícias
 Página com notícias da América Latina e da rádio Cualquiera.visitar >> PODCOM
 O PODCOM é um portal para divulgação de notícias das rádios comunitárias. O projeto propõe a socialização da informação produzida nos municípios partícipes. Um espaço efetivo para a discussão e democratização das nossas atividades.visitar >> Portal Popular - mídia de combate
 Portal da Associação para o Desenvolvimento da Imprensa Independente. Esta página oferece acesso a importantes produções da luta de classe do Brasil contemporâneo.visitar >> Portal Rádio LIvre
 O radiolivre.org surgiu com a junção de idéias de dois grupos: o pessoal das rádios livres sentia a necessidade de formar uma rede de troca de informações, experiências e sobretudo solidariedade.visitar >> Portal Rebelión
 Portal da esquerda latino-americana mas com alcance mundial. Excelente fonte de informações e análises críticas e conceituais da realidade.visitar >> Prensa de Frente
 Página voltada para os movimentos sociais. Trazendo notícias e análises sobre questões de interesse destes movimentos.visitar >> Radiar
 O site Radiar funciona como uma ferramenta que centraliza materiais de rádio direcionados às Rádios Comunitárias. Além de possuir notícias atualizadas semanalmente.visitar >> Radio Comunidade FM de Pelotas/RS
 Rádio Comunitária da cidade de Pelotas, da metade sul do Rio Grande. Transmitindo via web.visitar >> Rádio de Tróia
 Batizada como Rádio de Tróia, a emissora livre de Florianópolis (SC) propõe a aproximação de comunidades e movimentos de resistência em uma atividade plural e libertária, a fim de construir as bases para uma nova maneira de fazer o mundo, com redes horizontais e bem estruturadas.visitar >> Rádio FAE UFMG
 A Rádio FaE tem hoje uma infra-estrutura que a permite fazer parcerias com projetos que integrem de forma criativa a tecnologia e o ferramental contemporâneo. Se você acredita que pode ser nosso parceiro, entre em contato e apresente seu projeto. A Rádio FaE terá o maior prazer em avaliar sua proposta.visitar >> Rádio Favela FM - Belo Horizonte
 A Associação Cultural de Comunicação Comunitária Favela FM é uma entidade de caráter comunitário, sem fins lucrativos, que se estruturou a partir de iniciativa autônoma de moradores da vila Nossa Senhora de Fátima, localizada no Aglomerado da Serra na cidade de Belo Horizonte.visitar >> Radio Libre y Social Ké-Huelga 102.9 FM
 A radio Ké Huelga transmite a voz rebelde desde o Sul da cidade de Monstruo na freqüência 102.9 FM. Trata-se de uma emissora alternativa que avança para a construção de uma sociedade onde a informação não seja um meio de dominação das pessoas. Através desta emissora, seus comunicadores exercem o direito de se expressar livremente, não necessitando da concessão da sociedade mercantil dominante.visitar >> Radio Mundo Real
 Radioweb multilíngüe (Português, espanhol e inglês) inserida na área de comunicação da rede ecologista Amigos da Terra Internacional (ATI) e que se propõe a ser um espaço de troca de produções radiofônicas entre as emissoras comunitárias da América e do mundo acerca da problemática da sustentabilidade e do meio ambiente. Adota o princípio do copyleft.
visitar >> Radio Pacheco - radio comunitária mexicana
 Rádio comunitária mexicana que também transmite notícias de áudio por internet. Boa fonte de informação para os meios de comunicação livres e comunitários do cenário político mexicano atual.visitar >> Radio Plantón
 Rádio comunitária do Estado de Oaxaca, no México. Foi duramente reprimida durante a greve da sessão 22 do magistério de Oaxaca, onde está situada, no último mês de junho, e vem contribuindo para a realização da Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO), também formada em junho deste ano, para a luta pela substituição do Estado mexicano pelo poder do povo organizado.visitar >> Rádio POP Goiaba
 RádioWeb com programação musical do mundo, mantida por estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF).
visitar >> RadioLA 102,7 FM Livre e Alternativa
 A Radio Livre e Alternativa (RadioL.A) está situada no Distrito Federal, na freqüência modulada 102,7, e teve seu início no dia 19 de setembro de 2004. Foi Criada pelo Diretório Central dos Estudantes do Uniceub, mas hoje é independente de qualquer organização e se propõe a ser uma rádio com função cultural, social, comunitária, libertária e experimental.visitar >> RadioWebProem
 Rádio Escolar mantida pela Associação de Pais, Alunos e Mestres da Promoção Educativa do Menor, na cidade de Brasília. visitar >> Rede Nacional de Jornalistas Populares
 Uma articulação de jornalistas descentralizada, sem hierarquia, articulada em nível nacional e organizada de forma horizontal.visitar >> Rede Rua
 A Associação Rede Rua atua na área da comunicação alternativa, educacional e da promoção social desde 1990, por meio do projeto Rede Rua de Comunicação. Entre as atividades da Rede Rua estão a produção do jornal O Trecheiro, escrito a partir da realidade da população de rua, além de uma videoteca com acervo de 900 fitas e um banco de imagens com mais de 15 mil fotos da cidade de São Paulo.visitar >> REMA
 A Rema (Rede de Mídia Ativista) é uma rede formada por pessoas e organizações que produzem mídias ativistas. Têm como proposta fortalecer e gerar iniciativas de mídias que promovam a difusão de toda informação que inspire o protagonismo e a organização de pessoas comuns através da não-violência.visitar >> Revista O Dilúvio
 Revista e página de web, focada no público jovem do Sul do país e oferecendo jornalismo literário de primeira categoria. Ótima leitura, ousando na linguagem de forma integral.visitar >> Revista Viamão
 Revista e site que divulga o bicentenário e farrapo município de Viamão/RS.visitar >> RNMA
 Página da Red Nacional de Medios Alternativos.visitar >> Sete Pontos
 Informativo eletrônico elaborado por professores e estudantes universitários que conta com a participação de colaboradores da sociedade civil e visa contribuir com o debate sobre a disseminação e a apropriação das tecnologias de informação e comunicação pela sociedade.visitar >> Telesur TV na internet
 Página da web da Telesur TV, televisão produzida e destinada aos países latino-americanos, criando a mídia e a identidade Sur-Sul.visitar >> TV Livre
 Um weblog sobre TV livre, que não acredita na comunicação como mercadoria.visitar >> TV Tagarela
 A TV tagarela, da comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, realiza atividades como a exibição de rua através de telão em alguns pontos da favela, cine clube em sala fechada com filmes nacionais – onde muitos moradores não tem condições de ir ao cinema – e oficinas de vídeos para jovens da comunidade, ensinando todos os passos básicos para a realização de um vídeo.visitar >> Vida FM
 Rádio Comunitária da cidade de São Lourenço do Sul, no interior do Rio Grande do Sul, faz o registro do trabalho de seus comunicadores através de um fotolog. visitar >> Zero Fora
 Weblog que se pretende uma alternativa à ídia oficiosa gaúcha epresentada pela RBS e a Zero Hora.visitar >>
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CCs, municipários e o choque de lealdades (coluna da Voto, agosto de 2008)
Bruno Lima Rocha
Os municípios brasileiros vivem seu momento político de maior tensão. E, no olho do furacão, estão os sindicatos de municipários. Ofertas de composição eleitoral, participação em campanhas e promessas de trabalho no futuro próximo pairam sobre a base sindicalizada. São formas de desmobilização desta categoria, tentando aliciá-la para algum projeto de poder vindo das eleições e não da correlação de força do sindicato na sociedade local. Uma delas é a figura do cargo em comissão, ou cargo de confiança, também conhecido como CC.
Uma das demandas dos servidores públicos municipais é o plano de cargos e salários. O desejo de uma carreira progressiva é algo necessário para motivar todo trabalhador. Quando este se organiza, a idéia toma corpo de plataforma coletiva. A quebra de lealdades se dá na perspectiva de que existe um caminho mais fácil e de solução individual.
Qualquer conquista direta, como uma reposição salarial de 15%, é sempre uma via crucis. Implica em risco, perder ponto, ser repreendido, transferido do local de trabalho, fazer greve, organizar protestos, se arriscar a prisão ou violência estatal e paira a possibilidade de não se arrancar nada. Por outro lado, a figura do CC está ali, de corpo presente, ganhando essa diferença a mais e sem os custos de ação coletiva da base sindicalizada. Reforçando o comportamento individualista, o cargo esse é de “confiança” de quem o indicou e não do serviço público local. Imaginem a dúvida na mente de um sindicalizado: “eu me dedico, me organizo, e o fulano aí do lado, se relaciona bem, e ocupa posição superior a minha!”
Mesmo em cidades populosas, a tendência das pessoas da administração pública é se conhecer. Para subir por dentro de forma individual, é preciso saber a quem conhecer e com quem se indispor. As redes de relações são fundamentais para todos os tipos de atividades. Como já afirmei em edições passadas, é nas eleições municipais quando as práticas políticas se aproximam do cidadão comum. É quando jogam com peso em dobro as relações pessoais, os graus de parentesco, amizades e antipatias pouco ou nada explicáveis e favores devidos ou em falta.
Torna-se visível a mobilização nesse período em contraste com outros meses. E o motor da efervescência eleitoral são aqueles cidadãos que alimentam a sociabilidade permanente. Na interna do aparelho de Estado local, quem mais agita é alvo preferencial de tentativa de aliciamento. Quem conhece uma direção sindical de municipários sabe o perfil. Gente simples, muitas secretárias de escola, merendeiras, pessoal do setor de serviços e obras, e quando a categoria tem unidade, existe representação única incluindo os servidores da saúde e educação. Mesmo assim, uma diretoria acaba sendo levada por dois ou três abnegados. Basta que um deles acredite ou pactue com a promessa de CC ou FG para quebrar a espinha dorsal da entidade. Se sair para vereador então, o impacto é maior.
O aliciamento é um remédio infalível contra a organização coletiva. Cansei de ver municipários com boas direções sindicais, mas cuja maioria de diretores era do mesmo partido do prefeito. Resultado corriqueiro, o prefeito se reelege, mas a diretoria perde a eleição sindical. Se um ex-diretor, logo após a derrota, aceita uma função gratificada (FG) na prefeitura, anos de credibilidade construída já é posta em dúvida. Por outro lado, quem se mantém na independência de classe, tem maiores chances de se manter a frente de sua categoria. São escolhas a ser feitas.
Este artigo foi originalmente publicado na Revista Voto, Ano 4, No. 46, Agosto de 2008, na página 70.
25/08/2008 17:05 leia mais 
A campanha eleitoral em municípios metropolitanos Bruno Lima Rocha
4ª, 20 de agosto de 2008, Vila Setembrina dos Farrapos traídos em Ponche Verde; Continente das lágrimas do Rio dos Pássaros; Liga Federal de los Pueblos Libres atraicionados
Começa a campanha eleitoral gratuita no rádio e televisão e talvez a corrida esquente. Nas capitais e em cidades pólo do interior ao menos os eleitores ficarão sabendo o nome dos candidatos majoritários. Já nas centenas de cidades metropolitanas brasileiras, o problema é de fundo e parece não ter solução. Ainda que sejam grandes colegiados, estes lugares não contam com a campanha eleitoral da mídia eletrônica. Em uma sociedade midiatizada como a nossa, isso é problema na certa.
No quesito comportamento eleitoral, os pleitos municipais podem ser considerados o “fim da várzea”. Se aplicados, os clássicos estudos de cultura política apontariam a prevalência da mentalidade paroquiana. Ou seja, o conjunto de valores, normas e regras (formais e informais) privilegiam o curto prazo, as relações pessoais, os interesses imediatos e a ausência de visão cívica de longo prazo, tanto de eleitores como de possíveis eleitos. Considerando isto, como alterar a realidade sem a campanha eleitoral gratuita?
Por piores que sejam os programas, toda e qualquer forma pública é melhor do que a difusão privada. É certo que a desinformação estrutural que sofre o brasileiro médio faz com que candidatos repitam frases óbvias pouco variando o repertório. Também é correto afirmar que na maioria das vezes a estética supera o conteúdo programático. Mesmo assim, uma campanha que universaliza o acesso dos candidatos a eleitores é a menos injusta.
Eis o problema sem fim. Como tornar público o debate político se nos municípios mais populosos, grudados nas capitais, com problemas estruturais e de auto-estima de seus moradores, não existe campanha eleitoral gratuita no rádio e TV? Agora já não há o que fazer a não ser aprender com os erros. Considero corretas as limitações impostas pelo TSE para evitar o abuso econômico. A mesma lei deveria exigir que todos os meios de comunicação eletrônica dessem difusão para o debate público nos municípios. Enquanto isso não ocorrer, ficaremos à mercê das relações de clientela. Na ausência de informação resta apenas mais do mesmo.
Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat
21/08/2008 13:48 leia mais 
O informe fajuto do BIRD João Pedro Casarotto
Em recente entrevista, a Vice-Presidente para a América Latina do BIRD e do Grupo Banco Mundial declarou que não utiliza os dados do relatório “Doing Business” (Fazendo Negócios), que o BIRD publica anualmente, na hora de analisar os projetos dos países que solicitam empréstimos: “Não, não usamos. Nós levamos em conta outros dados”, respondeu, rindo, Pamela Cox.
Sobre a utilidade deste informe, a poderosa executiva disse que ele é falho, mas útil, pois tem contribuído para pressionar os governos a levarem adiante as reformas propugnadas pelo banco: “Na América Latina ele tem servido para os governos pressionarem os Congressos a aprovarem reformas, segundo me disse certa vez um alto funcionário de um grande país da região. "A gente vai lá com o ranking e diz: vejam como estamos mal, comparados com a China", disse-me ele”.
No último ranking do “Doing Business”, publicado para orientar investidores estrangeiros na escolha dos melhores países para investir, o Brasil figura na 122ª posição entre os 178 países analisados e, mesmo assim, vem recebendo uma enxurrada de dólares. Perguntada sobre este aparente paradoxo a executiva respondeu: “O informe pode sinalizar algo em termos de mudanças em regulamentações. Mas os grandes investidores têm os seus próprios meios de aferição e avaliação”.
Esta entrevista foi concedida em decorrência da apresentação de estudo realizado por alta funcionária do BIRD que declarou que “o banco não tem uma forma comparativa de celebrar as melhorias em importantes resultados do desenvolvimento” e que a pesquisa no Brasil não é ampla e abrangente, pois o banco depende de informantes voluntários (que se dispõe a preencher os formulários somente para angariar prestígio pessoal) e que, no caso específico do Brasil, são apenas dois e ambos de São Paulo.
Ou seja, o festejado informe do BIRD é fajuto como uma nota de três reais e quem acreditou que o banco ensinava o caminho das pedras para ganhar dinheiro descobriu que ele só serve de oráculo para os trouxas.
Enquanto isto, aqui pelos pagos, as vivandeiras gaúchas estão exultantes, pois, enfim, o contrato será assinado e, talvez, restem algumas migalhas com as quais tentarão salvar as suas decadentes pretensas carreiras de analistas políticos.
É sempre bom lembrar que este contrato só será assinado devido às diversas acrobacias realizadas pelo governo gaúcho, entre as quais, a obtenção da declaração de sigilo pelo STF das fls. 108 a 194, da AC/2026(sigiloso), e o lacre de documentos no Senado Federal (Res. 21/2008).
Ao que tudo indica, nós também teremos empresas de consultorias acompanhando a execução das metas anuais que deverão ser assumidas pelos secretários de estado e servidores até o nível de superintendência, como vem ocorrendo no Estado de Minas Gerais, que, aliás, já contraiu com o BIRD empréstimos, sem contrapartidas, no valor de US$1,17 bi.
Enfim, nos resta ficar aguardando para saber se este time de consultores, que já se instalou no seio da administração pública gaúcha e onde permanecerá por trinta anos, gerará informes fajutos como o “Doing Business” e, enquanto esperamos que também este “Bebê de Rosemary” mostre sua real identidade, ganha um prato de tutu à mineira quem conseguir explicar o motivo do encantamento do tucano que enxerga o falcão (a ave de rapina mais veloz do planeta), mas jura que está vendo o passarinho verde.
João Pedro Casarotto é fiscal de tributos aposentado, dirigente do Sintaf-RS e ex-presidente da Afisvec.
Esta nota nos foi enviada por Casarotto e também remetida ao excelente blog de notícias RS Urgente, sendo lá antes postada.
19/08/2008 10:00 leia mais 
A crise sem fim no governo Yeda Bruno Lima Rocha
4ª 13 de agosto de 2008, Bauru, noroeste de São Paulo
Após a conclusão pífia da CPI do Detran-RS, a governadora Yeda Crusius teve algumas semanas de descanso. A calmaria terminou quando os procuradores estaduais entraram em cena. Os acontecimentos em série vistos de forma integral dão a idéia do problema. Se os eventos que narro abaixo não caracterizarem uma crise, então é preciso rediscutir o conceito de crise.
Podemos citar, apenas de passagem e fora de ordem cronológica precisa aos seguintes fatos políticos: a problemática declaração de origem do dinheiro e a base documental da compra da casa da governadora; a crise da Procergs (processamento de dados) derrubando seu presidente por suspeita de envolvimento com empresa terceirizada, que por sinal era de sua propriedade quando da assinatura do contrato; a recente notícia crime feita pelos procuradores estaduais contra o deputado federal José Otávio Germano (PP) e o ex-presidente do TCE João Luiz Vargas (PDT) e encaminhada para o Procurador Geral da República; o pedido de anulação do MPRS contra a licitação para contratar empresas de publicidade pelo governo no valor de R$ 92.948.970,17.
Para quem imagina que já é o suficiente, restam duas investigações em andamento. Uma é do MPRS e analisa a relação de contratos e valores pagos pela Federação Nacional de Seguradoras Privadas (Fenaseg) para o Detran-RS. Outra é a continuidade da própria Operação Rodin. Seu efeito direto resultou em mais barulho, fato midiático contra Yeda e ameaças de delação.
No dia 30 de julho o lobista tucano Lair Ferst tentava retirar na boca do caixa de uma agência do HSBC em Porto Alegre a quantia de R$ 200 mil em dinheiro vivo. O empresário que é réu federal estava sob vigilância da PF, que avisou o MPF e impediu, através da Justiça, a transação financeira. Lair foi encaminhado à sede da Polícia Federal e na semana seguinte concede uma entrevista bombástica para a Folha de São Paulo.
Resultado. Deu a entender que pode abrir o jogo caso consiga a delação premiada. Este recado nada discreto é sinal de que a crise gaúcha está longe de terminar.
Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat
15/08/2008 01:07 leia mais 
Confúcio e Deng Xiao Ping sorrindo no inferno 08 de agosto de 2008 – Ponta Grossa – Campos Gerais – Paraná
Quem teve a oportunidade de assistir a Abertura dos Jogos Olímpicos de Beijing pôde ver uma bela operação de corações e mentes operada pelo departamento de propaganda de uma versão pós-moderna do confucionismo. A China, autoreferenciada como Império do Meio, ou do Centro, considerando a si mesma como central para seu universo, abre-se para o mundo na forma de comércio, abundância de mão de obra barata e oferece a receita dos sonhos das transnacionais. As Olimpíadas pequinesas são o coroamento da super potência que apaga a sua própria história.
Tão cruel como o tráfico de ópio praticado pelos ingleses na conquista de Hong Kong é omitir que os súditos da rainha Vitória praticaram tal ação política-comercial. Tão absurdo como a manipulação de Mao Zedong das forças sociais liberadas para a auto organização a partir de 1966 é ignorar que houve um episódio chamado Revolução Cultural, que Mao a encabeçou, que o próprio Mao a fundamentou, que o timoneiro a abandonou e uma geração inteira de socialistas chineses foi largada à falta de sorte em campos de reabilitação outros lugares ainda piores. Mao afirmava ser esta a seqüência da batalha entre Lao Tzu e Confúcio. Só que o primeiro é discípulo do segundo e a herança de um não resultou em ação organizada enquanto o segundo afirmou uma burocracia de Estado, que muda de governo, mas não abandona jamais o Estado. O trem de prata maoísta passou, a China ouviu a Kissinger, entrou para a Organização Mundial do Comércio, na ONU e em dezenas de organismos bi e multilaterais. Isso foi a partir de 1971.
No final dos anos ’70 a China tem a virada dentro de sua própria elite dirigente. Um neoliberal de linha chilena, Deng Xiao Ping, comanda e afirma a sua liderança, não sem antes acenar com alguma abertura política. O resultado de centenas de milhares de dazibaos (jornais murais colados de forma livre e sem censura) foi uma idéia vaga de liberdade de expressão. Quem acha que exagero leia o livro hoje histórico e em formato de relíquia narrativa, “Henfil na China”. A acumulação primitiva dos anos ’50 não levou às liberdades políticas tendo por base uma sociedade distributivista. Tian Amen, a Praça da “Paz” Celestial, provou os limites de uma economia globalizando-se e um regime político de partido único.
Vamos compreender o que ocorre. O Partido Comunista da China é tão “comunista” como o PPS brasileiro é “socialista” ou o MIR boliviano é “revolucionário”. O PCC poderia chamar-se de Partido Confucionista Chinês e estaria conceitualmente perfeito. Alguns princípios de Confúcio são: obediência; aconselhar o príncipe; servir ao Estado; formar uma burocracia; a idéia de liberdade inexiste. Perfeito, é o mundo dos sonhos das transnacionais! Um país potência, com mão de obra sobrante, população de predominância rural e com zonas de desenvolvimento intenso, relações de trabalho quase escrava, alta tecnologia, agressividade no comércio exterior, interdependência com os Estados Unidos, exportando população com capacidade de investimento mundo afora, inundando os países com produtos baratos pela superprodução e mais valia absoluta sobre a mão de obra que trabalha. Tem mais, não há liberdade política, mas as transnacionais podem investir à vontade na China, conseguem pessoal capacitado, não sindicalizado, operam muitas vezes nas Zonas de Processamento de Exportação, até a internet é censurada, atua como potência e pratica imperialismo entre os vizinhos, o modus vivendi é censura e repressão. O Estado é tão uníssono que sequer agüenta a mídia corporativa mentirosa e capitalista que foi cobrir os Jogos Olímpicos. Imaginem um jornalismo investigativo e comprometido com os direitos fundamentais?!
Os mesmos que odeiam esse tipo de mídia lá a detestam no Continente. Jamais escutei de um grande empresário brasileiro ou latino-americano qualquer tipo de crítica em relação à China. Jamais escutarei algo assim a não ser por algum tipo de constrangimento. O país de Deng Xiao Ping é um paraíso para a era de ouro do capital financeiro e digital. Reprime os trabalhadores e libera o capital. Morde muito é verdade, mas as sobras de um gigante são igualmente gigantescas.
Alguns fatores, no meu modo de ver, determinam a terra dos sonhos das transnacionais em solo chinês dominado por homens da etnia dos HANs. Vamos a eles:
- Na China não existe aposentadoria e nem previdência pública. Cabe às famílias cuidarem dos seus entes idosos, não importa o quanto ele ou ela tenha contribuído para a riqueza da sociedade. Assim, os recursos do Estado podem ser gastos com as empresas de ponta que lá se instalam e mega obras de infra-estrutura.
- Falando em desenvolvimentismo industrial a todo custo, vê-se que o cuidado com os próprios recursos naturais não está em pauta entre os empresários com carnê do PCC chinês. Inspiram economistas do governo Lula como Dilma Roussef, atropelando populações originárias e ancestrais. A cegueira da acumulação capitalista impede ver que as riquezas naturais não renováveis são o maior patrimônio da segunda metade deste século XXI que recém inicia.
- O mesmo se dá na chamada “qualidade de vida” nos mega conglomerados urbanos. É sabido que a bolha imobiliária é a ante-sala da crise de lastro. Todos sabem que o crescimento vertical de uma cidade nunca é acompanhado do necessário crescimento submerso da mesma urbe. Ou seja, uma selva de pedra de arranha céus necessita de saneamento básico, água potável e transporte público. Com a liberação de carros e a implantação de novas indústrias muito poluentes nos arredores dos grandes centros, o ar da China é uma mescla terrível de poeira, névoa, neblina e gases tóxicos. Chuva ácida era o terror da adolescência que nos anos ‘80 vivia amedrontada com uma guerra nuclear. Hoje a guerra é contra a saúde dos povos.
- Um país que acena ao mundo como potência econômica não tolera a oposição política nem a diversidade midiática. Todos os grandes provedores de internet se renderam às exigências do governo de Beijing. Nada melhor para os magnatas da mídia e as empresas de telecomunicações hoje emitindo conteúdo e fornecendo bens simbólicos para o planeta. A carga de valores individualistas e estética única mundo afora pode, pensamento crítico na China dá em morte de quem o pratica.
- O mesmo Estado que mudara seu alfabeto, a mesma sociedade que enervada com sua elite dirigente proclamara a Nova Cultura e a proletarização absoluta, agora se dá ao luxo de omitir ao mundo a sua própria história, história que qualquer curioso da história chinesa sabe de cor. A cerimônia de abertura foi o placo globalizado de uma versão oriental de 1984 orwelliano. Os censores do Partido de Confúcio taxaram de Era da Vergonha o período caótico que fora do Império Ming até a liberalização econômica definitiva após o Massacre de Tian Amen. Para eles não houve Longa Marcha, nem Guomintang, nem Kowloon Street, nem Tríade, nem Ópio, nem ocupação japonesa, tampouco heroísmo dos Boxers, menos ainda o federalismo de Nanking, as conspirações do Partido Hung, guerras anti-britânicas onde os camponeses de Cantão enfrentavam as metralhadoras de peito aberto, nem cheiro das aldeias coletivas onde tudo era coletivizado ...e, a lista de omissões da história vivida na carne e pele de 25% da humanidade ocuparia várias enciclopédias. A Terra viu o que é apagar a memória coletiva na era das telecomunicações e do capitalismo digital. Prenúncios do que já está preponderando entre farra de consumo, frustração e censura.
- Trocar a História pela mercadoria individualiza as perspectivas de vida e fornece a solução de controle sobre uma população nacionalista e com desejos inconfessáveis de expansão. A historicidade de lugares como Shangai sofre ataques de todo tipo de especulação imobiliária urbana, sendo que os maiores corretores imobiliários também são afiliados do Partido de Confúcio! Exagero? Não, as fontes são abertas e basta verificar.
Podia seguir a lista de fatores, mas encerro por aqui. Reconheço que a cerimônia me surpreendeu pela mentira e omissão sistemática. Afirmo que aquele país e sua elite dirigente nada têm de igualitários ou coisa que o valha. Seu modus vivendi, além do modus operandi, é simplesmente o paraíso das transnacionais, portanto, o inferno em vida para os povos, incluindo mais de 70% de todas as 56 etnias que vivem sob a bandeira do Estado HAN. Abraçados como grandes amigos, Friedrich Hayek e Deng Xiao Ping rendem suas homenagens a Confúcio enquanto ardem em algum lugar obscuro, purgando suas almas dos males causados por suas idéias e ações sobre a vida de mais da metade dos seres humanos. A China é a mão esquerda dos EUA, até vir a se tornar as duas mãos de si mesma. Então veremos o epílogo da Globalização que a quase tudo desregula.
10/08/2008 20:03 leia mais  |
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