Estratégia e Análise
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Da contra-informação ao pensamento único neoliberal: conceitos de crítica à indústria da mídia

O trabalho (1) tem como objetivo apontar conceitos operacionais para a crítica da indústria midiática, fazendo uma aproximação entre duas áreas de análise politicamente opostas, embora com epistemes semelhantes. Trata-se do diálogo entre o conceito de fabricação do consenso tolerável pelas regras hegemônicas, tendo como base as idéias pensáveis de Noam Chomsky, e a análise estratégica em sentido pleno. Para trabalhar estratégia, parte-se dos conceitos de um operador militar clássico, o general Golbery do Couto e Silva, dentro de seu modelo de análise com níveis de incidência e subordinação do método ao objetivo finalista, onde as indústrias culturais enquadram-se no nível psicossocial de atuação. Tal paradigma terá presença ao longo do artigo. Destacam-se alguns conceitos básicos para discutir a crítica à mídia hegemônica, partindo da caracterização do nível e seus macroambientes de operação.

crítica da mídia – fabricação do consenso – análise estratégica – níveis de análise – incidência – inteligência – contra-informação
26/01/2008 11:44
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Controle E Disputa Pela Democracia Na Comunicação Social

Este artigo analisa o estado atual da mídia brasileira em relação à influência das empresas que constituem os meios de Comunicação no Brasil e a participação dos movimentos pela democratização do setor, buscando contribuir para o debate teórico e de perspectivas para uma melhor atuação por parte dos ativistas de comunicação comunitária, assim como do conjunto do movimento popular. Parte de uma pesquisa bibliográfica e documental, além da análise de dados recentes sobre o setor, que busca evidenciar a importância da constituição de políticas públicas democráticas para o favorecimento do empoderamento popular em nosso país.

Políticas de Comunicação; Democratização da Comunicação; Mídia Brasileira; Empoderamento Popular; Radiodifusão Comunitária.
16/01/2008 13:17
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Ricardo Palma

Ricardo Palma Enfrentou muitas lutas, não apenas por sua própria sobrevivência, como pela preservação da cultura de sua pátria. Com suas lutas acabou definiu seu estilo, a prosa e o testemunho, relatos verídicos mesclando co um pouco de fantasia, elemento sempre presente na memória daquele povo. Ele acreditava que a oralidade de seu povo era a principal intérprete de sua história, e ele estava certo. Era um grande tradicionalista. Um trecho de sua obra:

 

“(...) Concluía el año de 1550, y era alcalde de la villa (Villa Imperial de Potosí) el licenciado don Diego de Esquivel, hombre atrabiliario y codicioso, de quien cuenta la fama que era capaz de poner en subasta la justicia, a trueque de barras de plata.

Su señoría era también guloso de la fruta del paraíso, y en la imperial villa se murmuraba mucho acerca de sus prapisondas mujeriegas. Como no se había puesto nunca en el trance de quel el cura de la parroquia le leyese la famosa epístola de San Pablo, don Diego de Esquivel hacía gala de pertenecer al gremio de los solterones, que tengo para mi constituyen, si no una plaga social, una amenaza contra la propiedad del prójimo. Hay quien afirma que los comunistas y los solterones son bípedos que se asimilan.”

“Las Orejas del Alcalde – Crónica de la época del segundo virrey del Perú”, publicada pela primeira vez em 1873, no El Coreo del Perú.

Ricardo Palma, biografia, Peru
05/05/2008 11:53
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Victoriano Lorenzo

O líder indígena, involucrado na Guerra Civil entre os partidos Liberal e Conservador, é mais um caso clássico de vontade popular manipulada por interesses oligárquicos. É a prova viva do exemplo de que massas em disponibilidade, identidade popular e ancstral, mesclada com a defesa da posse e do uso da terra natal, formam uma combustão popular quase incontrolável.

 

Victoriano é um personagem histórico, material, sua carne queimada no fuzilamento de um traidor da oligarquia, portanto, fiel ao povo, é digno de livro de Gabriel García Márquez. Seu Panamá e sua província de Chiriquí, o orgulho cholo, é tão presente no istmo da porta do mundo como em uma zamba cantando “cholita santiagueña, cholita salteña”.

 

A sabedoria política dos cholos surge da necessidade de protagonismo popular e programa político compatível com as identidades e culturas ancestrais e mestiças; com a carga de informações que exigem a formação de conceitos diretos, formando o arcabouço teórico-metodológico geradores de ideologia de câmbio a partir do distributivismo com os dois pés fincados no campo nacional-popular.

 

Victoriano Lorenzo é parte da história nossa, desconhecida de nós mesmos; é o outro lado da política do Porrete Grande – Palo Largo – Big Stick; é a versão centro e latino-americana do lado B do protetorado do Império a partir de Miami e da famigerada Escola Panamá (extinta). O orgulho chiriqueño passa pela carne dos cholos de Victoriano.

 

Palavras-chave: Panamá - guerra civil colombiana (Liberal-Conservador) - cholos - chiriquí - criação do istmo

Panamá - guerra civil colombiana (Liberal-Conservador) - cholos - chiriquí - criação do istmo
17/03/2008 09:46
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Se fossem noutros tempos, a indignação popular tomaria conta da Avenida Borges de Medeiros, expulsando um governo corrupto e defendendo o direito à liberdade de reunião, manifestação e opinião.
Os movimentos populares e a crise política no Rio Grande
Rio Grande do Sul

A crise do governo Yeda pautou a agenda do RS nos meses de maio e junho. Mais do que fazer retrospectiva, proponho a análise sem “pré” conceitos. Vejo o rigor analítico como necessidade e considero falsa qualquer neutralidade. Opinião é posição. Opinar com rigor conceitual implica em analisar e incidir.

por Bruno Lima Rocha
24/07/2008 17:45
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Henrique Meirelles, ex-presidente mundial do Bank of Boston; assim como Armínio Fraga, ex-alto executivo de George Soros, compartilham o exercício da presidência do Banco Central do Brasil e a alegria infindável dos especuladores ganhadores de lucros absurdos sobre o rombo do Tesouro Nacional
Entrevista com o economista José Carlos de Assis, presidente do Instituto Desemprego Zero, a respeito das operações de SWAP
Brasil

Um tema como esse merece apresentação digna. No verão deste ano, lendo a página de Luis Nassif, deparei-me com uma grata surpresa. O jornalista especializado na área econômica apontava uma esperança para o pensamento econômico brasileiro retomar as suas melhores tradições do Estado Nacional Desenvolvimentista e dar de pau de aroeira nos Chicago Boys da Gávea e arredores. Trata-se do Coletivo Crítica Econômica, que da Praia Vermelha e arredores aponta as saídas da luta contra a econometria e outras mazelas do livre pensar. Há poucos dias o economista Gustavo Santos me enviara alguns artigos de José Carlos de Assis, presidente do Desemprego Zero e economista político segundo suas próprias palavras. O tema recorrente dos artigos era escandaloso e fascinante. José Carlos aponta um caminho sistêmico, indo ao encontro das razões de ser desta página. O assunto em pauta é o chamado Swap, cuja definição os leitores encontrarão logo abaixo. Como tudo no jornalismo com J e não assessoria indireta, os conceitos aqui emitidos desagradam a muitos, mas defendem a posição da maioria. Concordo com 95% do conteúdo das respostas, e convido aos leitores mais assíduos e atentos a descobrirem no que discordo.

Mas, pelo tamanho do problema, minha suave discrepância é secundária. O Brasil anda em um sentido tão absurdo que por vezes o ajuste institucional precisa de um choque de gestão, mas não a modaneoliberal. Emparedados pelos operadores do “balão financeiro” e especulativo; necessitamos aqui um FED com ganas de morder a quem sair da linha. Caso isto um dia venha a ocorrer, aí sim entrará em colapso total e absoluto o sistema carcerário das prisões especiais. Leiam a entrevista abaixo, debate teórico por excelência, e sintam com as descargas elétricas do registro intelectual que nada é fantasia e o todo é muito mais grave do que a parte. Boa leitura.

por Bruno Lima Rocha entrevista José Carlos de Assis
09/07/2008 15:49
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Joseph E. Stieglitz, economista de corte neoliberal, ganhador do Nobel de Economia, ex-presidente do Banco Mundial (1996-1999) e um de seus mais severos críticos. Nem ele crê na instituição que tomará conta das finanças do Rio Grande pelos próximos 30 anos.
A REPRESENTAÇÃO CONTRA O EMPRÉSTIMO DO RIO GRANDE JUNTO AO BANCO MUNDIAL
Rio Grande do Sul

Vila Setembrina dos Farrapos – noite de 4 de julho de 2008

Existem situações onde somos empurrados pelos fatos. Os homens e mulheres que fazem a história são muitas vezes pessoas comuns e gente com ímpeto, mas sem vocação para herói ou mártir. Este é o caso, trata-se de um contador gaúcho, aposentado como fiscal de tributos, com trajetória sindical e ficha limpa. O encontro das idéias veio através de artigos que ele leu e deu-se intensa correspondência e logo após um convívio dentro dos termos da camaradagem. Pensar parecido quando todos te dizem o oposto fortalece. Mas, pensar de forma semelhante quando quase todos e quase tudo sequer te deixa dizer o que pensas é ainda mais confortante. Tenho sorte como analista de dizer o que penso e ainda mais sorte por fundamentar este pensamento em estudo de tamanho impacto como o feito por João Pedro Casarotto. A entrevista que segue é teoria pura, mas postei aqui para ter acesso mais rápido até a reformulação final desta página.

Quem estiver interessado em obter o estudo completo e a representação que ele fez CONTRA O EMPRÉSTIMO DO ESTADO RIO GRANDE DO SUL JUNTO AO BANCO MUNDIAL E COM O AVAL DA UNIÃO, pode escrever para mim que envio com muito prazer. Uma boa entrevista foi feita pela Agência Chasque e se encontra AQUI.

Boa leitura e vamos todos refletir e nos indinar perante duas injustiças. A primeira é com a terra de Joaquim Teixeira Nunes, que verá uma tropa de consultores tomarem conta das finanças públicas em troca de esmola. A segunda injustiça é não ter espaço de mídia com volume para sequer debater a compreensão de que isso se trata de uma grande estudidez, ainda que os âncoras e pretensos sábios da Província jurem que é algo bom para o estado. Não é e as palavras a seguir provam o que digo.

por Bruno Lima Rocha entrevista João Pedro Casarotto
08/07/2008 00:24
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Francisco Ferrer, educador libertário fuzilado em Barcelona em 1911, embora seja nome de rua em Porto Alegre, tem sua memória apagada pelos formadores sindicais especializados em costurar acordos
Porque é importante a formação sindical?
Brasil

Um dos maiores problemas na organização sindical na atualidade é o quesito “formação”. O senso comum aponta que a formação é o ato do estudo dirigido e orientado para uma determinada finalidade. É um curioso paradoxo. Quanto maior é a sobrecarga de informação, menos formados e informados estão os militantes. Porque será?

por Bruno Lima Rocha
02/07/2008 09:24
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El paro rural de Argentina representa el campo, por más loco que sea designar a los latifundistas asociados a las transnacionales del agro como representantes de un sector social. Es el fantasma del golpe del general Uriburu, hecho por La Rural, contra los obreros y el nacionalismo de Moscón. Todo vuelve otra vez más.
Soya, la reina del Sur (2)
América Latina

El debate de fondo respecto a la soya trata tanto de la soberanía de los países de América Latina (en especial los del Cono Sur) como de la función de los alimentos en el Siglo XXI. En el primer caso, tenemos la repetición de un problema ya conocido, cuando toda la economía de Brasil dependía de la cultura del café. El crack de la bolsa de Nueva Cork en 1929 fue el apogeo de una crisis ya anunciada. No fue por falta de avisos, pero sí con certeza por ausencia de planificación. El Brasil de 2008 es otro. Somos la 11ª economía del mundo, y tenemos experiencia en distintas áreas. Sólo seremos “sorprendidos” como pueblo o nación, si los gobernantes de este país así lo quieren. El asunto es delicado, porque estamos hablando de un sector gigantesco. Todo el agronegocio en Brasil tiene un superávit proyectado entre 55.000 y 60.000 millones de dólares.

por Bruno Lima Rocha
28/06/2008 00:02
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Lista de Artigos:

Os movimentos populares e a crise política no Rio Grande
por Bruno Lima Rocha
24/07/2008 17:45

Entrevista com o economista José Carlos de Assis, presidente do Instituto Desemprego Zero, a respeito das operações de SWAP
por Bruno Lima Rocha entrevista José Carlos de Assis
09/07/2008 15:49

A REPRESENTAÇÃO CONTRA O EMPRÉSTIMO DO RIO GRANDE JUNTO AO BANCO MUNDIAL
por Bruno Lima Rocha entrevista João Pedro Casarotto
08/07/2008 00:24

Porque é importante a formação sindical?
por Bruno Lima Rocha
02/07/2008 09:24

Soya, la reina del Sur (2)
por Bruno Lima Rocha
28/06/2008 00:02

El agronegocio en Sudamérica
por Bruno Lima Rocha
23/06/2008 22:49

O sindicalismo oficial brasileiro é especialista em incinerar seu capital político
por Bruno Lima Rocha
06/06/2008 12:24

Outra Política: a produção audiovisual no município (3)
por Bruno Lima Rocha
04/06/2008 22:15

A desconfiança política e a crise na Província
por Bruno Lima Rocha
22/05/2008 11:14

O “alívio” do vazamento na Casa Civil
por Bruno Lima Rocha
15/05/2008 10:52

Outra Política: a produção audiovisual no município – 2
por Bruno Lima Rocha
10/05/2008 10:50

A casa da governadora e a guerra midiática
por Bruno Lima Rocha
08/05/2008 10:28

O sindicato dos professores e o tecido social
por Bruno Lima Rocha
02/05/2008 10:02

A queda política do secretário “técnico”
por Bruno Lima Rocha
30/04/2008 23:16

Clientelismo de baixa intensidade
por Bruno Lima Rocha
25/04/2008 15:33

Outra Política: a produção audiovisual no município - 1
por Bruno Lima Rocha
23/04/2008 17:40

Municípios, improbidade e pacto federativo
por Bruno Lima Rocha
22/04/2008 16:20

Outra Política: propostas e análise para a vida nos municípios
por Bruno Lima Rocha
22/04/2008 16:19

Refletindo o fim do dualismo político gaúcho
por Bruno Lima Rocha
11/04/2008 09:53

No país do 1º de abril e dos eufemismos
por Bruno Lima Rocha
03/04/2008 09:03

O vazio cultural dos brasileiros
por Bruno Lima Rocha
28/03/2008 09:28

A responsabilidade política nas indicações
por Bruno Lima Rocha
20/03/2008 11:11

Soja, a rainha do Sul – 2
por Bruno Lima Rocha
19/03/2008 16:21

A legitimidade em debate na fronteira do Rio Grande
por Bruno Lima Rocha
13/03/2008 12:15

As eleições municipais e o tecido social
por Bruno Lima Rocha
10/03/2008 11:30

O vôo da memória
por Bruno Lima Rocha
10/03/2008 11:12

O xadrez político-militar na América do Sul
por Bruno Lima Rocha
06/03/2008 12:19

Os Territórios da Cidadania desestruturada
por Bruno Lima Rocha
28/02/2008 15:13

No país das CPIs onde ninguém é punido
por Bruno Lima Rocha
21/02/2008 09:09

A CPI do Detran-RS no olho do furacão
por Bruno Lima Rocha
18/02/2008 17:57

A redescoberta da República Missioneira
por Bruno Lima Rocha
07/02/2008 12:37

O assassinato de Jango na memória
por Bruno Lima Rocha
31/01/2008 12:47

Soja, a rainha do Sul - 1
por Bruno Lima Rocha
22/01/2008 16:59

As centrais sindicais e o lado direito do varguismo
por Bruno Lima Rocha
14/01/2008 10:51

O custo das medidas compensatórias
por Bruno Lima Rocha
11/01/2008 16:58

A memória ardente da Operação Condor
por Bruno Lima Rocha
08/01/2008 09:19

Delfim, Lula e o centro da política
por Bruno Lima Rocha
01/01/2008 18:23

A DRU e a economia real
por Bruno Lima Rocha
22/12/2007 09:52

O Rio Grande no Banco Mundial
por Bruno Lima Rocha
13/12/2007 10:20

A governadora e as elites
por Bruno Lima Rocha
29/11/2007 11:01

Significados do 20 de novembro
por Bruno Lima Rocha
22/11/2007 12:06

Onde está a oposição social no Rio Grande do Sul?
por Bruno Lima Rocha
20/11/2007 11:04

As algemas da Operação Rodin
por Bruno Lima Rocha
16/11/2007 00:25

Dívida estadual e dependência
por Bruno Lima Rocha
08/11/2007 09:33

A Copa do Brasil e os sete anos seguintes
por Bruno Lima Rocha
01/11/2007 17:04

A crise estrutural no Rio Grande
por Bruno Lima Rocha
25/10/2007 15:07

O custo da governabilidade para a vida real
por Bruno Lima Rocha
18/10/2007 23:35

A democracia gerencial gaúcha
por Bruno Lima Rocha
04/10/2007 18:54

A herança gaúcha
por Bruno Lima Rocha
01/10/2007 17:07

O regimento antidemocrático salvou Renan
por Bruno Lima Rocha
14/09/2007 19:42

O “ataque a democracia” e os limites do protesto social
por Bruno Lima Rocha
14/09/2007 19:30

O absurdo no orçamento dos poderes
por Bruno Lima Rocha
08/09/2007 21:02

O mensalão e a origem da crise das esquerdas
por Bruno Lima Rocha
30/08/2007 09:24

O “ataque a democracia” no Rio Grande
por Bruno Lima Rocha
27/08/2007 17:11

O lucro recorde do banco público estadual
por Bruno Lima Rocha
16/08/2007 15:21

O dilema do Banrisul
por Bruno Lima Rocha
09/08/2007 17:08

A contrapauta da eleição sindical dos jornalistas
por Bruno Lima Rocha
09/08/2007 16:55

O Pan acabou. E agora?
por Bruno Lima Rocha
02/08/2007 11:17

A tragédia da ausência de autoridade
por Bruno Lima Rocha
26/07/2007 11:27

O esporte olímpico como política de Estado
por Bruno Lima Rocha
20/07/2007 14:35

A imagem abalada do Parlamento gaúcho
por Bruno Lima Rocha
13/07/2007 17:22

As cotas na UFRGS, entre Maria Antonieta e a causa imperdível
por Bruno Lima Rocha
13/07/2007 17:20

Algumas lições do caso Renan
por Bruno Lima Rocha
05/07/2007 12:16

A necessidade de mecanismos de controle sobre os políticos
por Bruno Lima Rocha
05/07/2007 12:01

As cotas raciais e sociais na UFRGS
por Bruno Lima Rocha
27/06/2007 11:37

La formación de la lucha por la democracia en la comunicación brasileña
por Bruno Lima Rocha
25/06/2007 09:44

O porto da capital gaúcha
por Bruno Lima Rocha
20/06/2007 18:10

O choque de lealdades
por Bruno Lima Rocha
20/06/2007 17:58

Revitalizando o direito a cidade
por Bruno Lima Rocha
13/06/2007 18:16

A luta pelo controle do Centro de Porto Alegre
por Bruno Lima Rocha
13/06/2007 18:05

Hemorragia infinita
por Bruno Lima Rocha
01/06/2007 15:56

Significados de um 1º de maio
por Bruno Lima Rocha
01/06/2007 15:35

Navalha na própria carne
por Bruno Lima Rocha
24/05/2007 09:23

Reflexões sobre a visita do Papa
por Bruno Lima Rocha
16/05/2007 11:43

Encruzilhada de eucalipto
por Bruno Lima Rocha
09/05/2007 15:22

A esquerda contra o governo de “esquerda”
por Bruno Lima Rocha
03/05/2007 23:01

Deu a louca no vice
por Bruno Lima Rocha
02/05/2007 11:53

A mídia eletrônica na política do Rio Grande
por Bruno Lima Rocha
29/04/2007 22:49

Como cai um secretário de segurança na Província
por Bruno Lima Rocha
21/04/2007 22:24

Os controladores estão na ponta do problema
por Bruno Lima Rocha
21/04/2007 22:08

No país do 1º de abril
por Bruno Lima Rocha
09/04/2007 19:33

O brete da esquerda sindical brasileira
por Bruno Lima Rocha
04/04/2007 18:58

O início do fim da política gaúcha
por Bruno Lima Rocha
04/04/2007 18:53

A peleia do chip gaúcho contra a política do subdesenvolvimento
por Bruno Lima Rocha
28/03/2007 21:47

A crise da política e a esquerda brasileira em crise – 1
por Bruno Lima Rocha
21/03/2007 21:11

Depois de Bush
por Bruno Lima Rocha
15/03/2007 14:27

Revendo o 8 de março
por Bruno Lima Rocha
08/03/2007 18:30

Concentrar menos e socializar mais
por entrevista concedida a João Anschau
04/03/2007 14:33

O silêncio que antecede o badalo
por Bruno Lima Rocha
01/03/2007 00:11

A crise na segurança pública é estrutural
por Bruno Lima Rocha
28/02/2007 23:49

O Carnaval das milícias
por Bruno Lima Rocha
21/02/2007 20:38

2007 e as aberrações políticas
por Bruno Lima Rocha
21/02/2007 20:36

As Milícias e a falência da segurança pública
por Bruno Lima Rocha
14/02/2007 21:43

A desconfiança política começa na província
por Bruno Lima Rocha
08/02/2007 10:24

A saúde e os albergueiros
por Bruno Lima Rocha
05/02/2007 16:45

A encruzilhada da integração latino-americana
por Bruno Lima Rocha
24/01/2007 17:19

Desvendando conceitos da política – causa e conseqüência
por Bruno Lima Rocha
18/01/2007 11:28

O vice-governador está na oposição
por Bruno Lima Rocha
17/01/2007 11:52

A “estratégia” do Rio Grande endividado
por Bruno Lima Rocha
12/01/2007 12:09

A 1ª derrota de Yeda
por Bruno Lima Rocha
03/01/2007 08:22

Reforma política e soberania popular
por Bruno Lima Rocha
27/12/2006 10:12

Aumento dos congressistas e legitimidade
por Bruno Lima Rocha
20/12/2006 09:49

Federalismo e Impostos
por Bruno Lima Rocha
15/12/2006 12:50

O Pacto de Governabilidade
por Bruno Lima Rocha
11/12/2006 19:12

Pela redistribuição impositiva
por Bruno Lima Rocha
08/12/2006 14:52

Governabilidade e outros temas
por Bruno Lima Rocha
01/12/2006 11:57

Desvendando conceitos da política – referência e gravitação
por Bruno Lima Rocha
01/12/2006 11:56

Moratória ou falência no Rio Grande do Sul
por Bruno Lima Rocha
22/11/2006 11:47

Co-governo e pacto administrativo
por Bruno Lima Rocha
15/11/2006 11:38

Oaxaca e a outra institucionalidade
por Bruno Lima Rocha
14/11/2006 15:53

Conservadorismo e identificação popular
por Bruno Lima Rocha
03/11/2006 23:11

A vitória de Yeda e o choque de interesses
por Bruno Lima Rocha
01/11/2006 13:14

Pesquisas eleitorais e o posicionamento de aliados
por Bruno Lima Rocha
29/10/2006 15:47

Duplo discurso e reboquismo
por Bruno Lima Rocha
21/10/2006 18:53

O debate presidencial e a compreensão popular
por Bruno Lima Rocha
13/10/2006 09:42

Desvendando conceitos da política (1) – o sistema de espólio e as regras informais
por Bruno Lima Rocha
13/10/2006 09:41

Olívio e os dilemas da esquerda gaúcha
por Bruno Lima Rocha
05/10/2006 16:56

Yeda e o discurso de modernização do Rio Grande
por Bruno Lima Rocha
03/10/2006 09:40

De dossiês e folhetins
por Bruno Lima Rocha
28/09/2006 12:18

A outra identidade da história política Farrapa
por Bruno Lima Rocha
28/09/2006 12:10

A reforma política estrutural
por Bruno Lima Rocha
13/09/2006 14:42

Cantinflas e Oscarito no palanque eletrônico
por Bruno Lima Rocha
13/09/2006 13:29

A economia real não faz parte da campanha
por Bruno Lima Rocha
05/09/2006 17:49

Uma campanha ausente de informação estratégica
por Bruno Lima Rocha
02/09/2006 00:02

A política dos discursos
por Bruno Lima Rocha
18/08/2006 01:47

Entre a urna e a Justiça, haverá intervenção em Rondônia?
por Bruno Lima Rocha
12/08/2006 01:00

O Capital Social como alternativa para o desenvolvimento do Rio Grande
por Bruno Lima Rocha
08/08/2006 23:12

Novas palavras e velhas soluções dos oligopólios gaúchos
por Bruno Lima Rocha
31/07/2006 11:41

Pacto de governabilidade e dívida social
por Bruno Lima Rocha
27/07/2006 16:38

A política como teatro de representações de interesses
por Bruno Lima Rocha
13/07/2006 16:12

Três confusões e vários equívocos da esquerda brasileira
por Bruno Lima Rocha
06/07/2006 17:40

O esporte de base e a omissão do Estado
por Bruno Lima Rocha
29/06/2006 19:55

O Futebol na base do tecido social brasileiro
por Bruno Lima Rocha
21/06/2006 12:12

Futebol e Política
por Bruno Lima Rocha
18/06/2006 22:21

Democracia ritual e desmobilização popular
por Bruno Lima Rocha
08/06/2006 12:35

WO eleitoral e letargia política
por Bruno Lima Rocha
04/06/2006 12:12

A babel policial brasileira
por Bruno Lima Rocha
03/06/2006 14:36

O PCC e o mundo dos absurdos
por Bruno Lima Rocha
17/05/2006 11:47

Controle e Democracia na comunicação – 3
por Bruno Lima Rocha
15/05/2006 12:07

Controle e Democracia na Comunicação - 2
por Bruno Lima Rocha
05/05/2006 16:36

Controle e democracia na comunicação - 1
por Bruno Lima Rocha
04/05/2006 16:56

O Caseirogate é a ponta do iceberg
por Bruno Lima Rocha
19/04/2006 11:31

Que classe de políticos é esta?
por Bruno Lima Rocha
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O poder ou o governo
por Bruno Lima Rocha
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O ministro, o caseiro e o Processo Político.
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Alckmin, o tucano palatável
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250 anos de Sepé Tiaraju
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Rigotto e a sociedade real
por Bruno Lima Rocha
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Verticalização e coerência política
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Participação política e voto opcional - 3
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Argentina, dezembro de 2001, ensaios e possibilidades
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10/09/2005 16:47






CCs, municipários e o choque de lealdades (coluna da Voto, agosto de 2008)

Bruno Lima Rocha

Os municípios brasileiros vivem seu momento político de maior tensão. E, no olho do furacão, estão os sindicatos de municipários. Ofertas de composição eleitoral, participação em campanhas e promessas de trabalho no futuro próximo pairam sobre a base sindicalizada. São formas de desmobilização desta categoria, tentando aliciá-la para algum projeto de poder vindo das eleições e não da correlação de força do sindicato na sociedade local. Uma delas é a figura do cargo em comissão, ou cargo de confiança, também conhecido como CC.

Uma das demandas dos servidores públicos municipais é o plano de cargos e salários. O desejo de uma carreira progressiva é algo necessário para motivar todo trabalhador. Quando este se organiza, a idéia toma corpo de plataforma coletiva. A quebra de lealdades se dá na perspectiva de que existe um caminho mais fácil e de solução individual.

Qualquer conquista direta, como uma reposição salarial de 15%, é sempre uma via crucis. Implica em risco, perder ponto, ser repreendido, transferido do local de trabalho, fazer greve, organizar protestos, se arriscar a prisão ou violência estatal e paira a possibilidade de não se arrancar nada. Por outro lado, a figura do CC está ali, de corpo presente, ganhando essa diferença a mais e sem os custos de ação coletiva da base sindicalizada. Reforçando o comportamento individualista, o cargo esse é de “confiança” de quem o indicou e não do serviço público local. Imaginem a dúvida na mente de um sindicalizado: “eu me dedico, me organizo, e o fulano aí do lado, se relaciona bem, e ocupa posição superior a minha!”

Mesmo em cidades populosas, a tendência das pessoas da administração pública é se conhecer. Para subir por dentro de forma individual, é preciso saber a quem conhecer e com quem se indispor. As redes de relações são fundamentais para todos os tipos de atividades. Como já afirmei em edições passadas, é nas eleições municipais quando as práticas políticas se aproximam do cidadão comum. É quando jogam com peso em dobro as relações pessoais, os graus de parentesco, amizades e antipatias pouco ou nada explicáveis e favores devidos ou em falta.

Torna-se visível a mobilização nesse período em contraste com outros meses. E o motor da efervescência eleitoral são aqueles cidadãos que alimentam a sociabilidade permanente. Na interna do aparelho de Estado local, quem mais agita é alvo preferencial de tentativa de aliciamento. Quem conhece uma direção sindical de municipários sabe o perfil. Gente simples, muitas secretárias de escola, merendeiras, pessoal do setor de serviços e obras, e quando a categoria tem unidade, existe representação única incluindo os servidores da saúde e educação. Mesmo assim, uma diretoria acaba sendo levada por dois ou três abnegados. Basta que um deles acredite ou pactue com a promessa de CC ou FG para quebrar a espinha dorsal da entidade. Se sair para vereador então, o impacto é maior.

O aliciamento é um remédio infalível contra a organização coletiva. Cansei de ver municipários com boas direções sindicais, mas cuja maioria de diretores era do mesmo partido do prefeito. Resultado corriqueiro, o prefeito se reelege, mas a diretoria perde a eleição sindical. Se um ex-diretor, logo após a derrota, aceita uma função gratificada (FG) na prefeitura, anos de credibilidade construída já é posta em dúvida. Por outro lado, quem se mantém na independência de classe, tem maiores chances de se manter a frente de sua categoria. São escolhas a ser feitas.

Este artigo
foi originalmente publicado na Revista Voto, Ano 4, No. 46, Agosto de 2008, na página 70.



25/08/2008 17:05
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A campanha eleitoral em municípios metropolitanos
Bruno Lima Rocha

4ª, 20 de agosto de 2008, Vila Setembrina dos Farrapos traídos em Ponche Verde; Continente das lágrimas do Rio dos Pássaros; Liga Federal de los Pueblos Libres atraicionados

Começa a campanha eleitoral gratuita no rádio e televisão e talvez a corrida esquente. Nas capitais e em cidades pólo do interior ao menos os eleitores ficarão sabendo o nome dos candidatos majoritários. Já nas centenas de cidades metropolitanas brasileiras, o problema é de fundo e parece não ter solução. Ainda que sejam grandes colegiados, estes lugares não contam com a campanha eleitoral da mídia eletrônica. Em uma sociedade midiatizada como a nossa, isso é problema na certa.

No quesito comportamento eleitoral, os pleitos municipais podem ser considerados o “fim da várzea”. Se aplicados, os clássicos estudos de cultura política apontariam a prevalência da mentalidade paroquiana. Ou seja, o conjunto de valores, normas e regras (formais e informais) privilegiam o curto prazo, as relações pessoais, os interesses imediatos e a ausência de visão cívica de longo prazo, tanto de eleitores como de possíveis eleitos. Considerando isto, como alterar a realidade sem a campanha eleitoral gratuita?

Por piores que sejam os programas, toda e qualquer forma pública é melhor do que a difusão privada. É certo que a desinformação estrutural que sofre o brasileiro médio faz com que candidatos repitam frases óbvias pouco variando o repertório. Também é correto afirmar que na maioria das vezes a estética supera o conteúdo programático. Mesmo assim, uma campanha que universaliza o acesso dos candidatos a eleitores é a menos injusta.

Eis o problema sem fim. Como tornar público o debate político se nos municípios mais populosos, grudados nas capitais, com problemas estruturais e de auto-estima de seus moradores, não existe campanha eleitoral gratuita no rádio e TV? Agora já não há o que fazer a não ser aprender com os erros. Considero corretas as limitações impostas pelo TSE para evitar o abuso econômico. A mesma lei deveria exigir que todos os meios de comunicação eletrônica dessem difusão para o debate público nos municípios. Enquanto isso não ocorrer, ficaremos à mercê das relações de clientela. Na ausência de informação resta apenas mais do mesmo.

Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat



21/08/2008 13:48
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O informe fajuto do BIRD
João Pedro Casarotto

Em recente entrevista, a Vice-Presidente para a América Latina do BIRD e do Grupo Banco Mundial declarou que não utiliza os dados do relatório “Doing Business” (Fazendo Negócios), que o BIRD publica anualmente, na hora de analisar os projetos dos países que solicitam empréstimos: “Não, não usamos. Nós levamos em conta outros dados”, respondeu, rindo, Pamela Cox.

Sobre a utilidade deste informe, a poderosa executiva disse que ele é falho, mas útil, pois tem contribuído para pressionar os governos a levarem adiante as reformas propugnadas pelo banco: “Na América Latina ele tem servido para os governos pressionarem os Congressos a aprovarem reformas, segundo me disse certa vez um alto funcionário de um grande país da região. "A gente vai lá com o ranking e diz: vejam como estamos mal, comparados com a China", disse-me ele”.

No último ranking do “Doing Business”, publicado para orientar investidores estrangeiros na escolha dos melhores países para investir, o Brasil figura na 122ª posição entre os 178 países analisados e, mesmo assim, vem recebendo uma enxurrada de dólares. Perguntada sobre este aparente paradoxo a executiva respondeu: “O informe pode sinalizar algo em termos de mudanças em regulamentações. Mas os grandes investidores têm os seus próprios meios de aferição e avaliação”.

Esta entrevista foi concedida em decorrência da apresentação de estudo realizado por alta funcionária do BIRD que declarou que “o banco não tem uma forma comparativa de celebrar as melhorias em importantes resultados do desenvolvimento” e que a pesquisa no Brasil não é ampla e abrangente, pois o banco depende de informantes voluntários (que se dispõe a preencher os formulários somente para angariar prestígio pessoal) e que, no caso específico do Brasil, são apenas dois e ambos de São Paulo.

Ou seja, o festejado informe do BIRD é fajuto como uma nota de três reais e quem acreditou que o banco ensinava o caminho das pedras para ganhar dinheiro descobriu que ele só serve de oráculo para os trouxas.

Enquanto isto, aqui pelos pagos, as vivandeiras gaúchas estão exultantes, pois, enfim, o contrato será assinado e, talvez, restem algumas migalhas com as quais tentarão salvar as suas decadentes pretensas carreiras de analistas políticos.

É sempre bom lembrar que este contrato só será assinado devido às diversas acrobacias realizadas pelo governo gaúcho, entre as quais, a obtenção da declaração de sigilo pelo STF das fls. 108 a 194, da AC/2026(sigiloso), e o lacre de documentos no Senado Federal (Res. 21/2008).

Ao que tudo indica, nós também teremos empresas de consultorias acompanhando a execução das metas anuais que deverão ser assumidas pelos secretários de estado e servidores até o nível de superintendência, como vem ocorrendo no Estado de Minas Gerais, que, aliás, já contraiu com o BIRD empréstimos, sem contrapartidas, no valor de US$1,17 bi.

Enfim, nos resta ficar aguardando para saber se este time de consultores, que já se instalou no seio da administração pública gaúcha e onde permanecerá por trinta anos, gerará informes fajutos como o “Doing Business” e, enquanto esperamos que também este “Bebê de Rosemary” mostre sua real identidade, ganha um prato de tutu à mineira quem conseguir explicar o motivo do encantamento do tucano que enxerga o falcão (a ave de rapina mais veloz do planeta), mas jura que está vendo o passarinho verde.

João Pedro Casarotto é fiscal de tributos aposentado, dirigente do Sintaf-RS e ex-presidente da Afisvec.

Esta nota nos foi enviada por Casarotto e também remetida ao excelente blog de notícias RS Urgente, sendo lá antes postada.



19/08/2008 10:00
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A crise sem fim no governo Yeda
Bruno Lima Rocha

4ª 13 de agosto de 2008, Bauru, noroeste de São Paulo

Após a conclusão pífia da CPI do Detran-RS, a governadora Yeda Crusius teve algumas semanas de descanso. A calmaria terminou quando os procuradores estaduais entraram em cena. Os acontecimentos em série vistos de forma integral dão a idéia do problema. Se os eventos que narro abaixo não caracterizarem uma crise, então é preciso rediscutir o conceito de crise.

Podemos citar, apenas de passagem e fora de ordem cronológica precisa aos seguintes fatos políticos: a problemática declaração de origem do dinheiro e a base documental da compra da casa da governadora; a crise da Procergs (processamento de dados) derrubando seu presidente por suspeita de envolvimento com empresa terceirizada, que por sinal era de sua propriedade quando da assinatura do contrato; a recente notícia crime feita pelos procuradores estaduais contra o deputado federal José Otávio Germano (PP) e o ex-presidente do TCE João Luiz Vargas (PDT) e encaminhada para o Procurador Geral da República; o pedido de anulação do MPRS contra a licitação para contratar empresas de publicidade pelo governo no valor de R$ 92.948.970,17.

Para quem imagina que já é o suficiente, restam duas investigações em andamento. Uma é do MPRS e analisa a relação de contratos e valores pagos pela Federação Nacional de Seguradoras Privadas (Fenaseg) para o Detran-RS. Outra é a continuidade da própria Operação Rodin. Seu efeito direto resultou em mais barulho, fato midiático contra Yeda e ameaças de delação.

No dia 30 de julho o lobista tucano Lair Ferst tentava retirar na boca do caixa de uma agência do HSBC em Porto Alegre a quantia de R$ 200 mil em dinheiro vivo. O empresário que é réu federal estava sob vigilância da PF, que avisou o MPF e impediu, através da Justiça, a transação financeira. Lair foi encaminhado à sede da Polícia Federal e na semana seguinte concede uma entrevista bombástica para a Folha de São Paulo.

Resultado. Deu a entender que pode abrir o jogo caso consiga a delação premiada. Este recado nada discreto é sinal de que a crise gaúcha está longe de terminar.

Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat



15/08/2008 01:07
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Confúcio e Deng Xiao Ping sorrindo no inferno
08 de agosto de 2008 – Ponta Grossa – Campos Gerais – Paraná

Quem teve a oportunidade de assistir a Abertura dos Jogos Olímpicos de Beijing pôde ver uma bela operação de corações e mentes operada pelo departamento de propaganda de uma versão pós-moderna do confucionismo. A China, autoreferenciada como Império do Meio, ou do Centro, considerando a si mesma como central para seu universo, abre-se para o mundo na forma de comércio, abundância de mão de obra barata e oferece a receita dos sonhos das transnacionais. As Olimpíadas pequinesas são o coroamento da super potência que apaga a sua própria história.

Tão cruel como o tráfico de ópio praticado pelos ingleses na conquista de Hong Kong é omitir que os súditos da rainha Vitória praticaram tal ação política-comercial. Tão absurdo como a manipulação de Mao Zedong das forças sociais liberadas para a auto organização a partir de 1966 é ignorar que houve um episódio chamado Revolução Cultural, que Mao a encabeçou, que o próprio Mao a fundamentou, que o timoneiro a abandonou e uma geração inteira de socialistas chineses foi largada à falta de sorte em campos de reabilitação outros lugares ainda piores. Mao afirmava ser esta a seqüência da batalha entre Lao Tzu e Confúcio. Só que o primeiro é discípulo do segundo e a herança de um não resultou em ação organizada enquanto o segundo afirmou uma burocracia de Estado, que muda de governo, mas não abandona jamais o Estado. O trem de prata maoísta passou, a China ouviu a Kissinger, entrou para a Organização Mundial do Comércio, na ONU e em dezenas de organismos bi e multilaterais. Isso foi a partir de 1971.

No final dos anos ’70 a China tem a virada dentro de sua própria elite dirigente. Um neoliberal de linha chilena, Deng Xiao Ping, comanda e afirma a sua liderança, não sem antes acenar com alguma abertura política. O resultado de centenas de milhares de dazibaos (jornais murais colados de forma livre e sem censura) foi uma idéia vaga de liberdade de expressão. Quem acha que exagero leia o livro hoje histórico e em formato de relíquia narrativa, “Henfil na China”. A acumulação primitiva dos anos ’50 não levou às liberdades políticas tendo por base uma sociedade distributivista. Tian Amen, a Praça da “Paz” Celestial, provou os limites de uma economia globalizando-se e um regime político de partido único.

Vamos compreender o que ocorre. O Partido Comunista da China é tão “comunista” como o PPS brasileiro é “socialista” ou o MIR boliviano é “revolucionário”. O PCC poderia chamar-se de Partido Confucionista Chinês e estaria conceitualmente perfeito. Alguns princípios de Confúcio são: obediência; aconselhar o príncipe; servir ao Estado; formar uma burocracia; a idéia de liberdade inexiste. Perfeito, é o mundo dos sonhos das transnacionais! Um país potência, com mão de obra sobrante, população de predominância rural e com zonas de desenvolvimento intenso, relações de trabalho quase escrava, alta tecnologia, agressividade no comércio exterior, interdependência com os Estados Unidos, exportando população com capacidade de investimento mundo afora, inundando os países com produtos baratos pela superprodução e mais valia absoluta sobre a mão de obra que trabalha. Tem mais, não há liberdade política, mas as transnacionais podem investir à vontade na China, conseguem pessoal capacitado, não sindicalizado, operam muitas vezes nas Zonas de Processamento de Exportação, até a internet é censurada, atua como potência e pratica imperialismo entre os vizinhos, o modus vivendi é censura e repressão. O Estado é tão uníssono que sequer agüenta a mídia corporativa mentirosa e capitalista que foi cobrir os Jogos Olímpicos. Imaginem um jornalismo investigativo e comprometido com os direitos fundamentais?!

Os mesmos que odeiam esse tipo de mídia lá a detestam no Continente. Jamais escutei de um grande empresário brasileiro ou latino-americano qualquer tipo de crítica em relação à China. Jamais escutarei algo assim a não ser por algum tipo de constrangimento. O país de Deng Xiao Ping é um paraíso para a era de ouro do capital financeiro e digital. Reprime os trabalhadores e libera o capital. Morde muito é verdade, mas as sobras de um gigante são igualmente gigantescas.

Alguns fatores, no meu modo de ver, determinam a terra dos sonhos das transnacionais em solo chinês dominado por homens da etnia dos HANs. Vamos a eles:

- Na China não existe aposentadoria e nem previdência pública. Cabe às famílias cuidarem dos seus entes idosos, não importa o quanto ele ou ela tenha contribuído para a riqueza da sociedade. Assim, os recursos do Estado podem ser gastos com as empresas de ponta que lá se instalam e mega obras de infra-estrutura.

- Falando em desenvolvimentismo industrial a todo custo, vê-se que o cuidado com os próprios recursos naturais não está em pauta entre os empresários com carnê do PCC chinês. Inspiram economistas do governo Lula como Dilma Roussef, atropelando populações originárias e ancestrais. A cegueira da acumulação capitalista impede ver que as riquezas naturais não renováveis são o maior patrimônio da segunda metade deste século XXI que recém inicia.

- O mesmo se dá na chamada “qualidade de vida” nos mega conglomerados urbanos. É sabido que a bolha imobiliária é a ante-sala da crise de lastro. Todos sabem que o crescimento vertical de uma cidade nunca é acompanhado do necessário crescimento submerso da mesma urbe. Ou seja, uma selva de pedra de arranha céus necessita de saneamento básico, água potável e transporte público. Com a liberação de carros e a implantação de novas indústrias muito poluentes nos arredores dos grandes centros, o ar da China é uma mescla terrível de poeira, névoa, neblina e gases tóxicos. Chuva ácida era o terror da adolescência que nos anos ‘80 vivia amedrontada com uma guerra nuclear. Hoje a guerra é contra a saúde dos povos.

- Um país que acena ao mundo como potência econômica não tolera a oposição política nem a diversidade midiática. Todos os grandes provedores de internet se renderam às exigências do governo de Beijing. Nada melhor para os magnatas da mídia e as empresas de telecomunicações hoje emitindo conteúdo e fornecendo bens simbólicos para o planeta. A carga de valores individualistas e estética única mundo afora pode, pensamento crítico na China dá em morte de quem o pratica.

- O mesmo Estado que mudara seu alfabeto, a mesma sociedade que enervada com sua elite dirigente proclamara a Nova Cultura e a proletarização absoluta, agora se dá ao luxo de omitir ao mundo a sua própria história, história que qualquer curioso da história chinesa sabe de cor. A cerimônia de abertura foi o placo globalizado de uma versão oriental de 1984 orwelliano. Os censores do Partido de Confúcio taxaram de Era da Vergonha o período caótico que fora do Império Ming até a liberalização econômica definitiva após o Massacre de Tian Amen. Para eles não houve Longa Marcha, nem Guomintang, nem Kowloon Street, nem Tríade, nem Ópio, nem ocupação japonesa, tampouco heroísmo dos Boxers, menos ainda o federalismo de Nanking, as conspirações do Partido Hung, guerras anti-britânicas onde os camponeses de Cantão enfrentavam as metralhadoras de peito aberto, nem cheiro das aldeias coletivas onde tudo era coletivizado ...e, a lista de omissões da história vivida na carne e pele de 25% da humanidade ocuparia várias enciclopédias. A Terra viu o que é apagar a memória coletiva na era das telecomunicações e do capitalismo digital. Prenúncios do que já está preponderando entre farra de consumo, frustração e censura.

- Trocar a História pela mercadoria individualiza as perspectivas de vida e fornece a solução de controle sobre uma população nacionalista e com desejos inconfessáveis de expansão. A historicidade de lugares como Shangai sofre ataques de todo tipo de especulação imobiliária urbana, sendo que os maiores corretores imobiliários também são afiliados do Partido de Confúcio! Exagero? Não, as fontes são abertas e basta verificar.

Podia seguir a lista de fatores, mas encerro por aqui. Reconheço que a cerimônia me surpreendeu pela mentira e omissão sistemática. Afirmo que aquele país e sua elite dirigente nada têm de igualitários ou coisa que o valha. Seu modus vivendi, além do modus operandi, é simplesmente o paraíso das transnacionais, portanto, o inferno em vida para os povos, incluindo mais de 70% de todas as 56 etnias que vivem sob a bandeira do Estado HAN. Abraçados como grandes amigos, Friedrich Hayek e Deng Xiao Ping rendem suas homenagens a Confúcio enquanto ardem em algum lugar obscuro, purgando suas almas dos males causados por suas idéias e ações sobre a vida de mais da metade dos seres humanos. A China é a mão esquerda dos EUA, até vir a se tornar as duas mãos de si mesma. Então veremos o epílogo da Globalização que a quase tudo desregula.



10/08/2008 20:03
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