Estratégia e Análise
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Da contra-informação ao pensamento único neoliberal: conceitos de crítica à indústria da mídia

O trabalho (1) tem como objetivo apontar conceitos operacionais para a crítica da indústria midiática, fazendo uma aproximação entre duas áreas de análise politicamente opostas, embora com epistemes semelhantes. Trata-se do diálogo entre o conceito de fabricação do consenso tolerável pelas regras hegemônicas, tendo como base as idéias pensáveis de Noam Chomsky, e a análise estratégica em sentido pleno. Para trabalhar estratégia, parte-se dos conceitos de um operador militar clássico, o general Golbery do Couto e Silva, dentro de seu modelo de análise com níveis de incidência e subordinação do método ao objetivo finalista, onde as indústrias culturais enquadram-se no nível psicossocial de atuação. Tal paradigma terá presença ao longo do artigo. Destacam-se alguns conceitos básicos para discutir a crítica à mídia hegemônica, partindo da caracterização do nível e seus macroambientes de operação.

crítica da mídia - fabricação do consenso - análise estratégica - níveis de análise - incidência - inteligência - contra-informação
26/01/2008 11:44
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Controle E Disputa Pela Democracia Na Comunicação Social

Este artigo analisa o estado atual da mídia brasileira em relação à influência das empresas que constituem os meios de Comunicação no Brasil e a participação dos movimentos pela democratização do setor, buscando contribuir para o debate teórico e de perspectivas para uma melhor atuação por parte dos ativistas de comunicação comunitária, assim como do conjunto do movimento popular. Parte de uma pesquisa bibliográfica e documental, além da análise de dados recentes sobre o setor, que busca evidenciar a importância da constituição de políticas públicas democráticas para o favorecimento do empoderamento popular em nosso país.

Políticas de Comunicação; Democratização da Comunicação; Mídia Brasileira; Empoderamento Popular; Radiodifusão Comunitária.
16/01/2008 13:17
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Ricardo Palma

Ricardo Palma Enfrentou muitas lutas, não apenas por sua própria sobrevivência, como pela preservação da cultura de sua pátria. Com suas lutas acabou definiu seu estilo, a prosa e o testemunho, relatos verídicos mesclando co um pouco de fantasia, elemento sempre presente na memória daquele povo. Ele acreditava que a oralidade de seu povo era a principal intérprete de sua história, e ele estava certo. Era um grande tradicionalista. Um trecho de sua obra:

 

"(...) Concluía el año de 1550, y era alcalde de la villa (Villa Imperial de Potosí) el licenciado don Diego de Esquivel, hombre atrabiliario y codicioso, de quien cuenta la fama que era capaz de poner en subasta la justicia, a trueque de barras de plata.

Su señoría era también guloso de la fruta del paraíso, y en la imperial villa se murmuraba mucho acerca de sus prapisondas mujeriegas. Como no se había puesto nunca en el trance de quel el cura de la parroquia le leyese la famosa epístola de San Pablo, don Diego de Esquivel hacía gala de pertenecer al gremio de los solterones, que tengo para mi constituyen, si no una plaga social, una amenaza contra la propiedad del prójimo. Hay quien afirma que los comunistas y los solterones son bípedos que se asimilan."

"Las Orejas del Alcalde - Crónica de la época del segundo virrey del Perú", publicada pela primeira vez em 1873, no El Coreo del Perú.

Ricardo Palma, biografia, Peru
05/05/2008 11:53
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Victoriano Lorenzo

O líder indígena, involucrado na Guerra Civil entre os partidos Liberal e Conservador, é mais um caso clássico de vontade popular manipulada por interesses oligárquicos. É a prova viva do exemplo de que massas em disponibilidade, identidade popular e ancstral, mesclada com a defesa da posse e do uso da terra natal, formam uma combustão popular quase incontrolável.

Victoriano é um personagem histórico, material, sua carne queimada no fuzilamento de um traidor da oligarquia, portanto, fiel ao povo, é digno de livro de Gabriel García Márquez. Seu Panamá e sua província de Chiriquí, o orgulho cholo, é tão presente no istmo da porta do mundo como em uma zamba cantando "cholita santiagueña, cholita salteña".

A sabedoria política dos cholos surge da necessidade de protagonismo popular e programa político compatível com as identidades e culturas ancestrais e mestiças; com a carga de informações que exigem a formação de conceitos diretos, formando o arcabouço teórico-metodológico geradores de ideologia de câmbio a partir do distributivismo com os dois pés fincados no campo nacional-popular.

Victoriano Lorenzo é parte da história nossa, desconhecida de nós mesmos; é o outro lado da política do Porrete Grande - Palo Largo - Big Stick; é a versão centro e latino-americana do lado B do protetorado do Império a partir de Miami e da famigerada Escola Panamá (extinta). O orgulho chiriqueño passa pela carne dos cholos de Victoriano.

Palavras-chave: Panamá - guerra civil colombiana (Liberal-Conservador) - cholos - chiriquí - criação do istmo

Panamá - guerra civil colombiana (Liberal-Conservador) - cholos - chiriquí - criação do istmo
17/03/2008 09:46
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Este é o espaço cujo nome fala por si mesmo. A busca da comunicação democrática é hoje parte vital da luta pela radicalização da democracia na sociedade. Em nosso país e em toda a América Latina, a luta por justiça passa pela liberdade de comunicação, de antena, de transmissão, de emissão, de controle e gestão popular sobre os meios de comunicação social. Como em tudo nesta página assim como na vida, nós temos posição. Estamos ao lado das rádios e TVs comunitárias, dos blogs de investigação jornalística, dos cineclubes, da mídia independente, das agências de informação do Continente e do vasto e amplo movimento pela democracia da comunicação em toda latino-américa.



ABC - Associação Brasileira de Cinematografia

Site oficial da Associação Brasileira de Cinematografia, entidade que congrega profissionais de cinema do país, que também organiza o Congresso Brasileiro de Cinema.

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ABC COM

Página da Associação Brasileira de Canais Comunitários que tem por missão principal representar os canais comunitários nas relações com o Poder Público, ser porta voz de seus anseios, principalmente no Ministério das Comunicações, Anatel e Congresso Nacional.

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ABN

A Agência Bolivariana de Notícias disponibiliza notícias sobre de politica, educação, economia, ciências e esportes.

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ABRAÇO - Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária

A ABRAÇO é a maior entidade representativa da radiodifusão (radio e TV) comunitária do país.Em seu V Congresso Nacional, realizado em 2003, contou com 168 delegados, representando 17 Unidades da Federação. Congrega radioapaixonados de todos os cantos do Brasil, com o objetivo de acelerar o processo de democratização da comunicação e transformar a legislação maior em legislação ordinária com compatível, substituindo a atual, que foi gerada nos porões cinzentos da Ditadura Militar, cujo entulho autoritário ainda é o fundamento de regulamentação do setor.

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ABTU - Ass. Bras de TVs Universitárias

A ABTU é o instrumento político das centenas de instituições de ensino com emissoras universitárias.

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Adital - Notícias de Latino-America

Portal da agência de notícias Adital, vinculada a Teologia da Libertação. Importante fonte de informações e notícias dos movimentos populares e das questões que atingem a maioria dos latino-americanos.

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Agência Alquimídia

Profissionais e artistas se associam em torno de um conceito de multidiciplinaridade e colaborativismo (denominado pelos mesmos como "alquimídia") para articular a produção cultural e a comunicação no terceiro setor em Santa Catarina e no Brasil.

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Agência Carta Maior

Importante fonte de informação on-line para aqueles que não estão de acordo com o pensamento único.

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Agência LatinoAmericana de Informação

Rede latinoamericana de informação, vinculada a Teologia da Libertação.

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Agência Notícias do Planalto

Disponibiliza reportagens sobre temas nacionais e internacionais, principalmente sobre a América Latina, destacando aqueles que não têm espaço na mídia convencional ou são distorcidos por ela. As notícias são fornecidas em texto e áudio para emissoras de rádio e para a sociedade em geral, podendo ser reproduzidas gratuitamente desde que citada a fonte.

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Agência Pulsar - comunicação para rádios comunitárias

Pulsar-Brasil oferece informação nacional e internacional, com foco cidadão, priorizando a comunicação alternativa, movimentos sociais, gênero e povos tradicionais, dentre outras temáticas.

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Alterinfos América Latina

Página de difusão de inforação na América Latina.

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ANMCLA Bolívia

Página da Correspondete Boliviana da Asociación Nacional de Medios Comunitarios, Libres y Alternativos.

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ANMLCA

Página da Asociación Nacional de Medios Comunitarios, Libres y Alternativos.

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ANNCOL

Agência de Noticias Nueva Colombia.

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ANRED

Página da Agência de Notícias Red Acción.

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Antena Mutante

Uma rádio virtual colombiana que se propõe mídia independente e autogestionária.

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Aporrea

Agência alternativa de notícias, aberta e interativa, do movimento popular e dos trabalhadores da Venezuela. Divulga conteúdos socio-políticos e culturais, identificados com o processo de transformação revolucionário y democrático do país.

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Araucanía Comunitaria

Uma página sobre as rádios comunitárias do Chile. Contém um breve histórico dessas rádios, legislação apontamentos teóricos.

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Boletim Prometheus

O Instituto de Estudos e Projetos em Comunicação e Cultura (INDECS) é uma entidade civil sem fins lucrativos, apartidária e não-confessional, fundada oficialmente em fevereiro de 1993. Sua origem remete a um grupo de comunicadores que, após algumas experiências na dita imprensa alternativa, perceberam a necessidade de se atuar conjuntamente nas áreas da comunicação e cultura. O Indecs também edita o Boletim Prometheus, importante órgão de debate para a democracia da comunicação no Brasil.

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Brasil de Fato

Semanário de uma parte da esquerda brasileira. Importante jornal de difusão dos movimentos populares. Periodicidade semanal e baixo custo.

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Caros Amigos

Revista mensal de política e cultura. Jornalismo crítico e com independência.

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Cefuria

Site do Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo, uma organização paranaense cuja finalidade é fortalecer a organização popular e as lutas do povo por melhores condições de vida. Seu nome é uma homenagem à Irmã Araújo, cuja vida foi dedicada à organização dos pobres da região sul de Curitiba. Disponibiliza notícias, serviços de videoteca e gráfica popular, além de conteúdos sobre comunicação e educação popular, economia solidária e outros assuntos relacionados.

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Centro de Mídia Independente

O CMI é uma rede internacional de produtores independentes de mídia que busca oferecer informação alternativa e crítica de qualidade. Os sites da rede CMI possuem estrutura de publicação aberta, permitindo que qualquer pessoa disponibilize textos, vídeos, sons e imagens na internet.

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Chasque Agência de Notícias

A Agência Chasque de Notícias é um veículo de comunicação voltado para a produção de material jornalístico para rádios e jornais do Rio Grande do Sul. Criada em março de 2005 em Porto Alegre, a agência acompanha as principais notícias que interessam à vida dos trabalhadores urbanos e rurais gaúchos.

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Cineclube

Site que trata sobre a história e o conceito do cineclubismo no Brasil e no mundo, disponibilizando documentos, cronologia e arquivos que fazem um aprofundamento da trajetória e desenvolvimento dos Cineclubes.

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Cinema Brasil na Internet

Site com informações profundas e detalhadas sobre filmes nacionais. Disponibiliza notícias e artigos sobre o cinema brasileira, acervo de filmes nacionais, roteiroteca, vídeos de trailers e entrevistas com cineastas para download, além de um cadastro com mais de 4.000 profissionais e empresas das várias áreas do setor audiovisual.

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Cinematographo Brasileiro

Divisão de cinema brasileiro do famoso blog Cinematographo. Conta com artigos de Rodrigo Cazes, mestrando em Letras pela PUC-RJ e cinéfilo.

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Clube de Cinema de Porto Alegre

Site do mais antigo cineclube funcionando ininterruptamente no Brasil, fundado em 1948 e (muito) ativo até hoje. A página traz informações sobre a história e as mostra e eventos promovidas por esta tradicional entidade.

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Colectivo Desalambrando

O Colectivo Cultural Desalambrando surgiu em 2001, na Argentina, para potencializar o desenvolvimento da cultura nos movimentos sociais, entendendo que a cultura é um dos indicadores da diferença de classes. O coletivo ainda produz o periódico La Voz de los Sin Voz, uma publicação que objetiva desmentir a classe dominante, e realiza trabalhos com cinema, além de disponibilizar formação em comunicação popular para adolescentes.

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Coletivo Martin Fierro de Vídeo Ativismo

Weblog do Coletivo Martin Fierro de Vídeo Ativismo, grupo de Porto Alegre que pretende difundir o Vídeo Ativismo.

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Congresso Brasileiro de Cinema

Site oficial do Congresso Brasileiro de Cinema, evento organizado anualmente pela categoria dos profissionais de cinema do país para promover e buscar o desenvolvimento do audiovisual nacional.

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Consciência.Net, portal e revista diária

Interessante revista diária e portal onde se encontram diversos materiais e informações de temas do cotidiano, tanto individuais como públicos.

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Conselho Nacional de Cineclubes

Página de interação dos ativistas dos cineclubes brasileiros. Esta atividade, muito antiga e tradicional no Brasil, vem cumprindo importante papel na abertura das mídias brasileiras.

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CONTONIA FM 107.5 -CIUDAD VIEJA

Sítio da Rádio Comunitária Contonia FM, que está no ar desde 2001 em Montevideo Uruhaui. É possível também escutar a rádio através da página.

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Curta Agora - o espaço do audiovisual da internet

O site Curtagora é uma ação cultural da Interrogação Filmes em parceria com o site Mnemocine no objetivo de resgatar e manter uma rede de informações e recursos sobre a produção de filmes e vídeos independentes no Brasil - nos formatos de curta e média metragem - realizados durante as últimas duas décadas.

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Curta o curta

Site que disponibiliza curta-metragens nacionais para download. Conta também com notícias, artigos e entrevistas sobre a arte de realizar filmes breves mas profundos.

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ELAOPA

Página do Encontro Latinoamericano de Organizações Populares Autônomas

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EstudioLivre.org

Um ambiente colaborativo voltado para a produção e difusão de mídias feitas com software livre e de forma independente.

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Ética na TV

A campanha é uma iniciativa da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em parceria com entidades da sociedade civil, destinada a promover o respeito aos direitos humanos e à dignidade do cidadão nos programas de televisão.

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FARCO

Página da FACO, Foro Argentino de Radios Comunitarias, uma organização que agrupa emissoras de rádiodifusão em serviço da comunidade e da comunicação como um dreito de todos.

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Fazendo Media

Veículo de mídia independente produzido majoritariamente por estudantes de jornalismo da Universidade Federal Fluminense (UFF). Atualmente, engloba um jornal impresso e uma página na Internet. Tem como meta analisar criticamente os meios de comunicação de massa e produzir material jornalístico.

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Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

O FNDC congrega entidades da sociedade civil para enfrentar os problemas da área das comunicações no País. Atua através de 12 comitês regionais instalados em nove estados da federação e em espaços institucionais como o Conselho de Comunicação Social e o Comitê Consultivo do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD).

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Idade Media

É, segundo seus criadores, a "utopia da ubiquidade", da criação de um "espaço acústico mental", da equação entre música + cérebro até ( = ) o êxtasse. E o RÁDIO, portanto, é o vetor (o meio) para se alcançar o desenvolvimento de muitas e novas formulações (desconhecidas possibilidades, outros estilos e, por que não, distintas "visões" aplicadas ao veículo).

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Insurgente

Insurgente é um jornal, ou diário, virtual criado pelo coletivo Cádiz Rebelde.

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Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social

Associação civil que atua para transformar a comunicação em um bem público e efetivá-la como um direito humano fundamental para a realização plena da cidadania e da democracia.

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Itapuã FM - Viamão/RS

Rádio Comunitária da Vila de Itapuã, área rural do município de Viamão. Está no ar desde 23 de dezembro de 2000 e serviu de rádio escola para outras emissoras comunitárias da região.

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Luis Emilio Recabarren

O grupo LER nasceu no início de 2007, como uma agrupação onde participam ex-trabalhadores das salitreiras participam, jovens e defensores do movimento popular.

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Mídia & Política

Página da publicação periódica mantida pelo Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política (Nemp) da Universidade de Brasília (UnB). Destina-se à divulgação de noticias, análises e críticas sobre a cobertura política na mídia brasileira.

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Núcleo Piratininga de Comunicação

Grupo de jornalistas, professores, formadores, ativistas sindicais e de movimentos sociais vindo de várias experiências, e residentes em vários estados do País. Nosso ponto de partida é a certeza de que sem comunicação não há possibilidade de os setores populares lutarem pela hegemonia na sociedade.

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Observatório da Imprensa

Entidade civil, não-governamental, não-corporativa e não-partidária que busca acompanhar, junto com outras organizações da sociedade civil, o desempenho da mídia brasileira.

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Observatório do Direito à Comunicação

O Observatório do Direito à Comunicação é uma iniciativa do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, cujo objetivo central é criar um ambiente de acompanhamento, fiscalização e reflexão sobre as políticas públicas do campo da comunicação.

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Observatório Nacional de Inclusão Digital

Um mapeamento dos telecentros brasileiros. Cada iniciativa localizada ganha mais visibilidade e transparência junto aos cidadãos, e o telecentro passa a integrar uma rede com grande potencial de articulação e troca de experiências em inclusão digital.

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Panorama de Notícias

Página com notícias da América Latina e da rádio Cualquiera.

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PODCOM

O PODCOM é um portal para divulgação de notícias das rádios comunitárias. O projeto propõe a socialização da informação produzida nos municípios partícipes. Um espaço efetivo para a discussão e democratização das nossas atividades.

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Portal Popular - mídia de combate

Portal da Associação para o Desenvolvimento da Imprensa Independente. Esta página oferece acesso a importantes produções da luta de classe do Brasil contemporâneo.

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Portal Rádio LIvre

O radiolivre.org surgiu com a junção de idéias de dois grupos: o pessoal das rádios livres sentia a necessidade de formar uma rede de troca de informações, experiências e sobretudo solidariedade.

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Portal Rebelión

Portal da esquerda latino-americana mas com alcance mundial. Excelente fonte de informações e análises críticas e conceituais da realidade.

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Prensa de Frente

Página voltada para os movimentos sociais. Trazendo notícias e análises sobre questões de interesse destes movimentos.

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Radiar

O site Radiar funciona como uma ferramenta que centraliza materiais de rádio direcionados às Rádios Comunitárias. Além de possuir notícias atualizadas semanalmente.

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Radio Comunidade FM de Pelotas/RS

Rádio Comunitária da cidade de Pelotas, da metade sul do Rio Grande. Transmitindo via web.

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Rádio de Tróia

Batizada como Rádio de Tróia, a emissora livre de Florianópolis (SC) propõe a aproximação de comunidades e movimentos de resistência em uma atividade plural e libertária, a fim de construir as bases para uma nova maneira de fazer o mundo, com redes horizontais e bem estruturadas.

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Rádio FAE UFMG

A Rádio FaE tem hoje uma infra-estrutura que a permite fazer parcerias com projetos que integrem de forma criativa a tecnologia e o ferramental contemporâneo. Se você acredita que pode ser nosso parceiro, entre em contato e apresente seu projeto. A Rádio FaE terá o maior prazer em avaliar sua proposta.

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Rádio Favela FM - Belo Horizonte

A Associação Cultural de Comunicação Comunitária Favela FM é uma entidade de caráter comunitário, sem fins lucrativos, que se estruturou a partir de iniciativa autônoma de moradores da vila Nossa Senhora de Fátima, localizada no Aglomerado da Serra na cidade de Belo Horizonte.

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Radio Libre y Social Ké-Huelga 102.9 FM

A radio Ké Huelga transmite a voz rebelde desde o Sul da cidade de Monstruo na freqüência 102.9 FM. Trata-se de uma emissora alternativa que avança para a construção de uma sociedade onde a informação não seja um meio de dominação das pessoas. Através desta emissora, seus comunicadores exercem o direito de se expressar livremente, não necessitando da concessão da sociedade mercantil dominante.

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Radio Mundo Real

Radioweb multilíngüe (Português, espanhol e inglês) inserida na área de comunicação da rede ecologista Amigos da Terra Internacional (ATI) e que se propõe a ser um espaço de troca de produções radiofônicas entre as emissoras comunitárias da América e do mundo acerca da problemática da sustentabilidade e do meio ambiente. Adota o princípio do copyleft.

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Radio Pacheco - radio comunitária mexicana

Rádio comunitária mexicana que também transmite notícias de áudio por internet. Boa fonte de informação para os meios de comunicação livres e comunitários do cenário político mexicano atual.

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Radio Plantón

Rádio comunitária do Estado de Oaxaca, no México. Foi duramente reprimida durante a greve da sessão 22 do magistério de Oaxaca, onde está situada, no último mês de junho, e vem contribuindo para a realização da Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO), também formada em junho deste ano, para a luta pela substituição do Estado mexicano pelo poder do povo organizado.

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Rádio POP Goiaba

RádioWeb com programação musical do mundo, mantida por estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF).

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RadioLA 102,7 FM Livre e Alternativa

A Radio Livre e Alternativa (RadioL.A) está situada no Distrito Federal, na freqüência modulada 102,7, e teve seu início no dia 19 de setembro de 2004. Foi Criada pelo Diretório Central dos Estudantes do Uniceub, mas hoje é independente de qualquer organização e se propõe a ser uma rádio com função cultural, social, comunitária, libertária e experimental.

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RadioWebProem

Rádio Escolar mantida pela Associação de Pais, Alunos e Mestres da Promoção Educativa do Menor, na cidade de Brasília.

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Rede Nacional de Jornalistas Populares

Uma articulação de jornalistas descentralizada, sem hierarquia, articulada em nível nacional e organizada de forma horizontal.

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Rede Rua

A Associação Rede Rua atua na área da comunicação alternativa, educacional e da promoção social desde 1990, por meio do projeto Rede Rua de Comunicação. Entre as atividades da Rede Rua estão a produção do jornal O Trecheiro, escrito a partir da realidade da população de rua, além de uma videoteca com acervo de 900 fitas e um banco de imagens com mais de 15 mil fotos da cidade de São Paulo.

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REMA

A Rema (Rede de Mídia Ativista) é uma rede formada por pessoas e organizações que produzem mídias ativistas. Têm como proposta fortalecer e gerar iniciativas de mídias que promovam a difusão de toda informação que inspire o protagonismo e a organização de pessoas comuns através da não-violência.

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Revista O Dilúvio

Revista e página de web, focada no público jovem do Sul do país e oferecendo jornalismo literário de primeira categoria. Ótima leitura, ousando na linguagem de forma integral.

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Revista Viamão

Revista e site que divulga o bicentenário e farrapo município de Viamão/RS.

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RNMA

Página da Red Nacional de Medios Alternativos.

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Sete Pontos

Informativo eletrônico elaborado por professores e estudantes universitários que conta com a participação de colaboradores da sociedade civil e visa contribuir com o debate sobre a disseminação e a apropriação das tecnologias de informação e comunicação pela sociedade.

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Telesur TV na internet

Página da web da Telesur TV, televisão produzida e destinada aos países latino-americanos, criando a mídia e a identidade Sur-Sul.

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TV Livre

Um weblog sobre TV livre, que não acredita na comunicação como mercadoria.

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TV Tagarela

A TV tagarela, da comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, realiza atividades como a exibição de rua através de telão em alguns pontos da favela, cine clube em sala fechada com filmes nacionais - onde muitos moradores não tem condições de ir ao cinema - e oficinas de vídeos para jovens da comunidade, ensinando todos os passos básicos para a realização de um vídeo.

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Vida FM

Rádio Comunitária da cidade de São Lourenço do Sul, no interior do Rio Grande do Sul, faz o registro do trabalho de seus comunicadores através de um fotolog.

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Zero Fora

Weblog que se pretende uma alternativa à ídia oficiosa gaúcha epresentada pela RBS e a Zero Hora.

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O AI-5 quarenta anos depois (3)

Bruno Lima Rocha

4ª 17 de dezembro de 2008; Vila Setembrina; Continente de São Sepé; Liga Federal

Encerro aqui a trilogia a respeito do Ato Institucional No. 5, datado de 13 de dezembro de 1968. Neste texto o tema é delicado, mas precisa ser abordado. Além da camaleonização dos operadores políticos que apoiaram o regime de força e há mais de duas décadas posam como democratas, existe o problema da falsificação da história.

Explico. Na Argentina, durante os anos ’80, surge a "Teoria dos dois demônios". Trata-se de uma justificativa para a não-punição dos torturadores. O argumento é falso, mas de fácil reprodução e se espalhou pelo Cone Sul. Coloca na mesma posição aos militares golpistas e os membros da resistência armada à ditadura. Ambos seriam "os demônios" contra a democracia. O nome, inspirado no romance do escritor russo Dostoiévski (1821-1881), já é uma posição política.

Vejo isso como um absurdo. Primeiro, porque o golpe começou quando o vice-presidente eleito, João Goulart, não pôde assumir com plenos poderes. Em setembro de 1961, mudaram a forma de governo, instaurando o parlamentarismo sem consultar aos brasileiros. Segundo, a guerra interna tampouco justifica a barbárie. Até a guerra tem regras e são previstas na Convenção de Genebra. E, todo o método aplicado no combate a guerrilha era baseado em crime de lesa humanidade. Terceiro, argumentam que não se pode usar a violência contra um regime de exceção. Então, por esta lógica, deveríamos condenar a Resistência Francesa, que combateu tanto a ocupação nazista como o governo fantoche de Vichy. Aliás, pensando assim, até a Revolução Francesa e as independências das colônias americanas devem ser condenadas. Quarto, a afirmação que não se pode julgar o passado político e que isso gera um clima de revanchismo. Por esta mesma lógica, devemos condenar o Tribunal de Nuremberg e a punição aos genocidas. Quinto, afirmam que os ex-guerrilheiros se tornaram parte da classe política brasileira e incorrem hoje nos mesmos erros. Embora isto seja a verdade para a maioria, não é para a totalidade. E, ainda assim não justifica. Seria o mesmo que dizer que os israelenses não podem condenar o nazismo por formarem parte de um Estado opressor contra os palestinos.

Passadas quatro décadas e oito em cada dez brasileiros não sabem o que é o AI-5. O Brasil insiste em apagar a memória, ocultar a verdade e impedir a Justiça. É hora de mudar este quadro.

Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat



18/12/2008 08:07
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AI-5 quarenta anos depois (2)

Bruno Lima Rocha

4ª, 10 de dezembro de 2008, Vila Setembrina dos Farrapos tombados em Taquari; Continente de São Sepé Tiaraju; Liga Federal de los Bravos de Corrientes y Entre Ríos

Este artigo é a seqüência da trilogia a respeito dos quarenta anos do Ato Institucional de Número 5 (AI-5). Sigo no assunto, porque, além de recuperar a memória, forçadamente apagada, também é preciso compreender o porquê da dificuldade de pôr este tema na ordem do dia. Uma possibilidade para isto é a ausência das esquerdas agindo na cruzada pela punição e responsabilização dos autores e mandantes dos crimes de lesa-humanidade.

Assim, sem mobilização social, se atribui tudo ao nível jurídico da causa. Gastamos mais tempo interpretando o parágrafo 2º da Lei No. 6683, de 28 de agosto de 1979 (ver na íntegra), conhecida como Lei de Anistia, do que nos mobilizando para sanear o aparelho repressivo. Isto se dá porque, ao contrário dos demais países do Cone Sul, a pauta direitos humanos não é da ordem do dia. E por desgraça, nem o governo de turno capitaliza os louros de pôr ditadores na prisão. É por isso que no Brasil vemos o Conselho Federal da OAB questionar no Supremo a validade da anistia para os torturadores, mas não temos o reflexo disso nas ruas.

Esta omissão é ampla, geral e irrestrita. Equivocadamente os operadores políticos da transição rifaram o tema. Todos os governos após a vitória indireta de Tancredo Neves e José Sarney no colégio eleitoral vêm protelando a abertura dos arquivos das Forças Armadas e o esclarecimento de todas as circunstâncias das desaparições forçadas e assassinatos. Lula, FHC, Itamar, Collor e o próprio ex-senador maranhense pela ARENA evitaram mexer no passado recente. Assim, temos no Brasil a responsabilidade histórica da ditadura imputada apenas aos militares. Com esta manobra, se deu um processo de "camaleonização" de lideranças políticas, empresariais, latifundiárias, religiosas, intelectuais, tecnocráticas e midiáticas, além das transnacionais e do serviço diplomático dos EUA. Estes agentes coletivos e seus operadores são tão responsáveis pela ditadura como o mais articulado dos conspiradores. Como sustentáculos do regime de exceção, têm tanta culpa pelos horrores da ditadura como o mais ensandecido e bárbaro torturador da Rua Tutóia, da Invernada de Olaria e de outras dezenas de centros de horror estatal que havia no país.

Passadas mais de quatro décadas do golpe de 1º de abril de 1964, é hora de enfrentar a verdade, abrir os arquivos e punir aos culpados.

Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat



11/12/2008 10:44
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AI-5 quarenta anos depois (1)

Bruno Lima Rocha

4ª. 03 de dezembro de 2008; Vila Setembrina do espelho d’água da Lagoa dos Patos; Continente de São Sepé e Languiru; Liga Federal de los desaparecidos en el Delta del Tigre

Neste artigo inicio uma trilogia debatendo os sentidos e efeitos do Ato Institucional de número 5 (AI-5). No próximo dia 13 de dezembro esta famigerada peça jurídica, revogada em 31 de dezembro de 1978, cumpre quatro décadas de sua assinatura. Infelizmente, hoje perdemos a dimensão de seu significado e tiramos a responsabilidade sobre seus autores. Neste texto e nas duas semanas que seguem, tenho a intenção de contribuir para inverter essa memória apagada.

O AI-5 foi um ato de governo, dando juridicidade para uma escalada repressiva, apertando o torniquete dentro da ditadura. Alguns analistas o consideram o "golpe dentro do golpe". Particularmente discordo desta tese. A medida foi um recurso de recrudescimento por parte de um regime militar. O texto estipulava no papel a correlação de forças que nas ruas dos grandes centros era disputada quadra a quadra desde a retomada dos protestos populares com a setembrada de 1966. A resposta foi à altura do desafio imposto. A sociedade brasileira mudava e o comportamento dos agentes políticos também.

Podemos compreender o golpe de 1º de abril de 1964 como a resultante da conspiração de direita iniciada em 1961, somada na reação às ameaças de distributivismo (materializado nas "reformas de base"); crise institucional (na quebra de hierarquia e cisão das forças armadas e polícias militares); e duplo poder (como nas greves de solidariedade convocadas pelo CGT). Já o AI-5 pode ser lido como a soma das lutas internas no interior da ditadura (com definições ideológicas como a do ministro da Justiça Luís Antônio da Gama e Silva); a expansão da presença dos operadores de inteligência sob comando dos EUA (caracterizado por Dan Mitrione dentre outros agentes); e a medida de governo que materializava o poder discricionário para afirmar o Brasil Potência. Também foi a resposta ao surgimento de uma esquerda com intenção revolucionária, não alinhada com Moscou e sob influência latino-americana. Mas, ressalto que nenhuma análise política posterior e complexa pode "justificar" os crimes de lesa humanidade cometidos.

Entendo que o ato da ditadura deve ser analisado como uma ação de governo de exceção no comando de um Estado. Como toda atividade política, a mesma tem autores responsáveis e que por ela devem ser responsabilizados (leia o documento na íntegra). No momento em que o país discute a punição aos autores e mandantes dos crimes hediondos de tortura, cárcere clandestino, estupro e desaparição forçada, a compreensão do AI-5 é atual e necessária. Como já afirmei antes, o povo que não sabe de onde veio, não entende onde está e nem decide para onde vai.

Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat.



04/12/2008 08:55
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Brasil se rende ao Banco Mundial mais uma vez

Bruno Lima Rocha

4ª 25 de novembro de 2008 - Vila Setembrina dos Farrapos Traídos em Porongos; Continente do Rio Grande de M’bororé; Liga Federal de los Valientes de Artigas

A crise do sistema financeiro mundial atingiu o Brasil em cheio. Ao contrário dos opinólogos de plantão, não faço o elogio do acaso e das apostas. A crise acertou o país porque esta nação é governada por banqueiros, literalmente. O homem mais poderoso daqui é funcionário do Bank of America. Seu nome é Henrique Meirelles e tem uma sólida carreira ligada ao BankBoston. É presidente do Banco Central do Brasil (BC) e ganhou status de ministro porque estava sendo acusado por sua fortuna pessoal sem origem. Agora, apenas o Supremo Tribunal Federal (STF), nossa gloriosa Suprema Corte digna de livro de Bob Woodward e Scott Armstrong ("Por detrás da Suprema Corte", Saraiva, 1985) pode julgá-lo.

Os fatos são diretos e falam por si só. O Brasil alega para a humanidade haver pagado sua dívida externa. O que devia para o Fundo Monetário Internacional (FMI) foi quitado. O grosso dos credores privados também. Mas, na frieza das LTNs (Letras do Tesouro Nacional) o que ocorreu foi uma troca da dívida externa pelo super-endividamento público como forma de acumulação do capital especulativo. A fusão e concentração bancária é fruto desse gênio do crime. Agora, com a corda no pescoço, com os cinco maiores bancos do país sendo proprietários de 86% das agências e terminais eletrônicos, resta ao governo pagar a conta do fim da liquidez.

Desta forma absurda, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai injetar mais R$ 12,5 bi de reais (cerca de US$ 6 bi de Usd) para garantir o fluxo de empréstimos para o "setor produtivo". Assim, ao invés de obrigar a Banca a emprestar, rebaixar a taxa básica de juros (Selic) e impor uma porcentagem da carteira dos bancos privados a ser destinado para o financiamento do capital de giro subsidiado, o Estado vai repassar o boleto de pagamento para todos nós. A origem dos R$ 12,5 bi é igualmente sinistra. R$ 7,5 bi virão com mudanças nos compulsórios bancários. Ou seja, as reservas de depósitos obrigatórios, cada vez mais aliviadas, serão usadas para financiar o salvem-se quem puder. E, este montante sai do Estado, através do governo central, e não onera o caixa da Banca. Além disso, os restantes R$ 5 bi sairão de uma linha de crédito com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BIRD), empresa subsidiária do Grupo Banco Mundial. Ou seja, estamos nos REENDIVIDANDO para pagar a conta da farra das subprimes tupiniquins e nas apostas com o mercado futuro do dólar.

Para quem imagina que acabou o pesadelo vindo do "governo de esquerda que manda por direita", a coisa é pior. O empréstimo do BIRD para a União saiu por medida provisória, ou seja, por decreto. Ao invés de decretar a taxação compulsória sobre a Banca, Lula decreta o re-endividamento do país. Tem mais. O Brasil garantiu uma linha especial junto ao Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) e ao FMI. A 11ª economia do mundo ganhou este presente como menino bem comportado. Isto foi fruto do bom comportamento em 2002 e em 2008, das operações de swap (troca de moeda) então comandadas pelo gerente de especulação de Soros e então presidente do BC Armínio Fraga e a repetição da roubalheira na forma reversa pelo sempre citado Mr. Meirelles. Hoje podemos trocar até US$ 30 bi (mais de R$69 bi de reais) e pedir um auxílio para o Fundo. Ou seja, o prêmio pelas tenebrosas transações de swap e a obediência aos "fundamentos da economia neoliberal anti-econômica" é deitar nos braços da morte outra vez.

Após 13 anos de "austeridade monetarista" descobre-se o óbvio. Fruto das políticas vende-pátria, o país abriu mão de reservas estratégicas - como o minério de ferro privatizado - para tornar-se uma plataforma de exportação de bens primários. Agora os financistas reinventam a roda, financiando com crédito externo a mentalidade criminosa de quem atirou 4/5 da economia produtiva e de mercado aberto operando no Brasil à farra da jogatina de derivativos e mercado futuro. A exuberância irracional tupiniquim termina de modo melancólico tal como um cocainômano da Bolsa de Valores ou o alcoólatra do meio artísitico, viciado em bebida destilada escocesa ou russa. Perdem a família, trabalho, e bens, mas não perdem a pose e a falta de vergonha na cara!



27/11/2008 10:58
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Déficit zero e controle do servidor gaúcho

Bruno Lima Rocha

4ª, 26 de novembro de 2008; Vila Setembrina; Continente de São Sepé; Liga Federal

Protelado por dois anos, o conflito dos servidores públicos com a governadora Yeda Crusius estourou. No momento as atenções estão sobre a greve dos professores estaduais. O motivo da paralisação, em tese, foi obtido, já que os deputados garantiram não votar o projeto do Piso Salarial Estadual até março. Agora a queda de braço é política (no sentido mais amplo da Política), e trata da punição aos grevistas. A tese do Piratini é simples. Para aplicar a política de déficit zero, precisam controlar a mão de obra. Se liberarem o corte de ponto dos educadores vinculados ao Cpers-Sindicato, todas as demais categorias se sentirão incentivadas a entrar em greve. O Executivo não tem muita escolha. Se ceder, o Decreto 45.959/2008 "não vai pegar".

O choque não se resume a uma questão pontual e nem é caso isolado do Rio Grande do Sul. É da natureza das relações de trabalho a luta pelo controle da mão de obra. Todos os níveis de governo no Brasil têm sérios problemas com o funcionalismo. É uma gangorra política. Quanto mais organizados estiverem os servidores, menos o governo de turno mandará na máquina pública. Isto pode significar, dentre outras variáveis, a sindicalização extrema do aparelho estatal ou a defesa corporativa de interesses. Por outro lado, mais peso terá os cargos em comissão (CCs) e as funções gratificadas (FGs). No quesito remuneração, quanto maior for à intervenção do governante, menor será a incorporação das gratificações para o salário real. A disputa é pela alocação de recursos permanentes no orçamento. Se os prêmios não forem incorporados aos salários, aumenta o poder de barganha do Executivo. Aí surgem diferenças conceituais. Alguns defendem esta prática dizendo ser mais responsável. Eu entendo que esta política é a precarização do trabalho aplicada no serviço público.

Voltando ao Rio Grande, a luta pela máquina pública implica em destinação de recursos. O modelo do déficit zero tem de ser aplicado com mão pesada e prioridade nas ações do Estado como indutor e fiador do agente econômico. O plano de investimentos para 2009 reflete essa vontade política. O Tesouro vai investir R$ 1 bi e 250 milhões livres, equivalente a 7% da receita. Desse total, a maior beneficiada é a Secretaria da Infra-Estrutura, que vai receber (em milhões) R$ 411.557.154,00 a Segurança R$ 186.753.312,00 a Educação R$ 99.996.078,00 a Saúde R$ 74.881.290,00. Os números e a atitude do governo falam por si.

Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat



27/11/2008 10:56
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