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Da contra-informação ao pensamento único neoliberal: conceitos de crítica à indústria da mídia
O trabalho (1) tem como objetivo apontar conceitos operacionais para a crítica da indústria midiática, fazendo uma aproximação entre duas áreas de análise politicamente opostas, embora com epistemes semelhantes. Trata-se do diálogo entre o conceito de fabricação do consenso tolerável pelas regras hegemônicas, tendo como base as idéias pensáveis de Noam Chomsky, e a análise estratégica em sentido pleno. Para trabalhar estratégia, parte-se dos conceitos de um operador militar clássico, o general Golbery do Couto e Silva, dentro de seu modelo de análise com níveis de incidência e subordinação do método ao objetivo finalista, onde as indústrias culturais enquadram-se no nível psicossocial de atuação. Tal paradigma terá presença ao longo do artigo. Destacam-se alguns conceitos básicos para discutir a crítica à mídia hegemônica, partindo da caracterização do nível e seus macroambientes de operação. crítica da mídia – fabricação do consenso – análise estratégica – níveis de análise – incidência – inteligência – contra-informação 26/01/2008 11:44 leia mais Controle E Disputa Pela Democracia Na Comunicação Social
Este artigo analisa o estado atual da mídia brasileira em relação à influência das empresas que constituem os meios de Comunicação no Brasil e a participação dos movimentos pela democratização do setor, buscando contribuir para o debate teórico e de perspectivas para uma melhor atuação por parte dos ativistas de comunicação comunitária, assim como do conjunto do movimento popular. Parte de uma pesquisa bibliográfica e documental, além da análise de dados recentes sobre o setor, que busca evidenciar a importância da constituição de políticas públicas democráticas para o favorecimento do empoderamento popular em nosso país. Políticas de Comunicação; Democratização da Comunicação; Mídia Brasileira; Empoderamento Popular; Radiodifusão Comunitária. 16/01/2008 13:17 leia mais


Ricardo Palma
Ricardo Palma Enfrentou muitas lutas, não apenas por sua própria sobrevivência, como pela preservação da cultura de sua pátria. Com suas lutas acabou definiu seu estilo, a prosa e o testemunho, relatos verídicos mesclando co um pouco de fantasia, elemento sempre presente na memória daquele povo. Ele acreditava que a oralidade de seu povo era a principal intérprete de sua história, e ele estava certo. Era um grande tradicionalista. Um trecho de sua obra:
“(...) Concluía el año de 1550, y era alcalde de la villa (Villa Imperial de Potosí) el licenciado don Diego de Esquivel, hombre atrabiliario y codicioso, de quien cuenta la fama que era capaz de poner en subasta la justicia, a trueque de barras de plata.
Su señoría era también guloso de la fruta del paraíso, y en la imperial villa se murmuraba mucho acerca de sus prapisondas mujeriegas. Como no se había puesto nunca en el trance de quel el cura de la parroquia le leyese la famosa epístola de San Pablo, don Diego de Esquivel hacía gala de pertenecer al gremio de los solterones, que tengo para mi constituyen, si no una plaga social, una amenaza contra la propiedad del prójimo. Hay quien afirma que los comunistas y los solterones son bípedos que se asimilan.”
“Las Orejas del Alcalde – Crónica de la época del segundo virrey del Perú”, publicada pela primeira vez em 1873, no El Coreo del Perú. Ricardo Palma, biografia, Peru 05/05/2008 11:53 leia mais Victoriano Lorenzo
O líder indígena, involucrado na Guerra Civil entre os partidos Liberal e Conservador, é mais um caso clássico de vontade popular manipulada por interesses oligárquicos. É a prova viva do exemplo de que massas em disponibilidade, identidade popular e ancstral, mesclada com a defesa da posse e do uso da terra natal, formam uma combustão popular quase incontrolável.
Victoriano é um personagem histórico, material, sua carne queimada no fuzilamento de um traidor da oligarquia, portanto, fiel ao povo, é digno de livro de Gabriel García Márquez. Seu Panamá e sua província de Chiriquí, o orgulho cholo, é tão presente no istmo da porta do mundo como em uma zamba cantando “cholita santiagueña, cholita salteña”.
A sabedoria política dos cholos surge da necessidade de protagonismo popular e programa político compatível com as identidades e culturas ancestrais e mestiças; com a carga de informações que exigem a formação de conceitos diretos, formando o arcabouço teórico-metodológico geradores de ideologia de câmbio a partir do distributivismo com os dois pés fincados no campo nacional-popular.
Victoriano Lorenzo é parte da história nossa, desconhecida de nós mesmos; é o outro lado da política do Porrete Grande – Palo Largo – Big Stick; é a versão centro e latino-americana do lado B do protetorado do Império a partir de Miami e da famigerada Escola Panamá (extinta). O orgulho chiriqueño passa pela carne dos cholos de Victoriano.
Palavras-chave: Panamá - guerra civil colombiana (Liberal-Conservador) - cholos - chiriquí - criação do istmo Panamá - guerra civil colombiana (Liberal-Conservador) - cholos - chiriquí - criação do istmo 17/03/2008 09:46 leia mais
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|  O promotor Gilberto Thums tomou à frente e deu a cara na mídia estadual como sendo o algoz do MST no Rio Grande
| O MST e a agenda política gaúcha Bruno Lima Rocha
4ª, 02 de julho de 2008; Vila Setembrina da capital esquecida do Rio Grande antigo; Continente dos bravos do cacique Bagé; Liga Federal Artiguista
No Rio Grande a agenda política foi da corrupção estrutural para a ameaça do MST ao Estado de Direito. Na 5ª 26 de junho, o Programa Frente a Frente (TVE-RS) expôs o pensamento de um promotor que defende a dissolução do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Gilberto Thums é o autor do voto-relatório, aprovado por unanimidade em reunião “de caráter confidencial” do Conselho Superior do Ministério Público do RS, realizada em 3 de dezembro de 2007. O relatório se apóia no “trabalho de inteligência” feito por dois promotores durante seis meses. Ali se constatava os vínculos com as FARC e o treinamento de guerrilha. Simultaneamente em 2007 a Polícia Federal investigou o movimento e concluiu o contrário.
Thums aponta em seu trabalho (16315-09-00/07-9) alguns encaminhamentos: desconstituição do MST como “movimento legítimo de reivindicação (Fls. 107); declarando-o ilegal e quebrando o vínculo com a Via Campesina e sua legitimidade em negociar com o poder público (Fls. 108-109); apontar uma equipe de promotores para promover uma Ação Civil Pública com vistas a executar as indicações acima, não havendo necessidade de investigar além do que foi apurado (Fls.110). O “segredo” acabou em 16 de junho, no auge da crise política, quando uma petição de 20 laudas contra o MST chega ao juiz da comarca de Carazinho e é despachada no mesmo dia. Anexados como provas para a denúncia, constavam o trabalho de Thums e um relatório do serviço reservado da Brigada Militar.
Esta “guerra fria” foi apontada pela editora de Opinião do Valor Econômico. Segundo Maria Inês Nassif, “O MPE aciona a Justiça usando um discurso ideológico; um juiz decide em favor da preleção dos promotores; a Brigada militar responde prontamente às ordens judiciais”. De sua parte, Gilberto Thums na entrevista televisiva elogiara a governadora Yeda Crusius, dizendo que “ela não prevarica, nunca desautoriza uma ordem da Justiça”.
No jogo real da política, a luta pelo controle da pauta define onde é o alvo da vez.
Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat
  
03/07/2008 11:20 leia mais » 
|  Bastaria um fato contábil de duvidosa explicação – todavia não apresentado - para que esta bela casa no bairro Chácara das Pedras, zona norte de Porto Alegre, se transformasse na Casa da Dinda da Província do Eucalipto.
| A crise no Rio Grande e o arsenal necessário contra Yeda A maior possibilidade que a oposição estadual – situação no plano federal - ainda tem para derrubar a governadora Yeda Crusius é obter uma prova material que ligue sua pessoa física aos desvios e mal uso de verbas públicas. Relatório paralelo, manobras midiático-judiciais, tudo isso é secundário. A CPI finda aos poucos e com o mesmo labirinto da CPI dos cartões corporativos. Tanto lá como cá, o relatório sai oficialista e a bancada oposta grita como pode. O problema de fundo é conseguir uma prova material contra Yeda Crusius. Até agora, tudo não passa de especulação. É preciso aparecer algum dado de movimentação bancária, um depósito, um cheque, ou algo por estilo. Se este dado for um cheque em torno de R$ 2 milhões de reais assinado por alguém do quilate de Delson Martini, eis a abertura do caminho para sua queda.
O cheque famoso esse, ou o depósito bancário, não precisaria necessariamente ser para Yeda. Se for de alguma pessoa física ou jurídica de relação direta com a governadora, destinado para uma conta bancária sob controle de Eduardo Laranja da Fonseca. Como se sabe, o empresário da construção civil, dono da Self Engenharia, era proprietário da atual residência de Yeda Crusius. Em tese, a casa teria sido comprada por R$ 400 mil; outras teses levantam o valor da casa de R$ 750 mil. De qualquer modo, estes valores não passam de um terço do valor real de mercado imobiliário para o mesmo bairro e rua. No bairro Moinhos de Vento, alguns apartamentos alcançam o valor de R$ 2 milhões. Uma casa na mesma rua é avaliada por cerca de R$1,3 a R$1,5 milhão. A difusão de uma peça midiática, com a escritura – documento de fé pública – da casa de Yeda comparada com uma casa vizinha e dotada das mesmas benfeitorias seria fundamental. Porque até agora não foi feito, é mais um mistério da trama Planaltina com o Piratini. Em suma, haveria de perguntar para Tarso Genro, homem forte do RS no Planalto.
Voltando ao tema da compra da casa, o ex-proprietário Eduardo Laranja da Fonseca é dono da Self Engenharia, e assim como a maioria dos médios e grandes empresários gaúchos, faz parte do time dos devedores da Receita Estadual. Portanto, o fato contábil dele estar em dívida com o fisco estadual pode ser de mão dupla. Se a meta é atingir Yeda, acabaria alcançando Paulo Afonso Feijó também. Tampouco existe evidência de dívida de Feijó, nada tão constrangedor como o engavetamento da cobrança – portanto o calote regimental – assinado pelo poder público beneficiando ao ex-proprietário do Correio do Povo, Renato Ribeiro.
O brete para o Piratini e seu Gabinete de Crise está na difusão do calote. Se alguém da Receita vaza a lista da dívida ativa, com nome, CPF e CNPJ dos caloteiros, Federasul, Fiergs, Farsul e Fecomércio-RS veriam suas bases de empreendedores desesperados com a difusão do nome dos devedores para os cofres do RS. É impasse anunciado e portanto, duvido que o tema da dívida empresarial seja utilizado.
Como o esquema das sistemistas obriga a bancada de “esquerda” a denunciar todo o entorno de Yeda, é óbvio que a bomba atinja o colo do PDT, aliado circunstancial e provisório do PT RS, mas cuja aliança momentânea não poupa a atuação de João Luiz Vargas no Tribunal de Contas do Estado. Se o esquema da aliança de governo implica sociedade política e de negócios, a presença do ex-prefeito de São Sepé na presidência do Tribunal de Contas implica na “parceria” dele, através de seu filho, Eduardo Wegner Vargas, operando na ala de Ferst das sistemistas. Pressionar Vargas pode ser uma forma de atingir a Pensant, e a partir daí cairia a Província toda. O efeito contrário é retirada do PDT da linha de ataque na CPI. Não é coincidência que a legenda herdeira de Brizola assina junto às siglas que compõem o Gabinete de Crise de Yeda, o requerimento para abrir uma “Comissão de Representação Externa”, o embrião de uma CPI voltando os holofotes contra o MST. Isto faz a alegria da mídia comercial gaúcha e livra Yeda dos constrangimentos.
Esta nota foi reescrita especialmente para ser publicada na Agência Chasque.
  
30/06/2008 23:39 leia mais » 
|  Na América Latina, a luta pela democracia na comunicação no rádio tem suas raízes bem fincadas nas experiências das emissoras AM sob controle dos mineiros bolivianos.
| Um breve panorama do debate democrático e comunicacional na América Latina As recentes experiências de Poder Popular exercido na América Latina conseguiram retomar um debate que remonta à fratura da 1ª Internacional. Assunto esquecido, o problema da equação da liberdade com a igualdade foi uma das causas do rompimento da Associação Internacional dos Trabalhadores entre os centralistas e os federalistas. Hoje no lado de cá do Atlântico, os limites da democracia de mercado são questionados frontalmente em ao menos três países: Bolívia, Equador e Venezuela.
No meio dessa disputa, a esfera da comunicação ganha papel cada vez mais relevante. Assim como o capitalismo pós-industrial tem como seu porta-voz e força motriz na comunicação social e digitalizada, os setores de movimento popular que põem em cheque a capacidade do Estado legal tornar-se um ente promotor do direito para todos, vêem na comunicação social uma frente de luta e construção de identidades populares. Esta é outra “novidade” conquistada em inúmeros confrontos, físicos e de idéias. O direito a ser igual dentro da diversidade que não pode tornar-se diferença estruturada move uma série de sentidos latino-americanos. Identidades são ressuscitadas como o “pensamento bolivariano”, o “federalismo artiguista”, a defesa de um país pluri étnico como redescobrimento das maiorias de povos originais andinos; estas dentre dezenas de identidades que se fizeram valer como força política e social coletiva, pôde ganhar grau de existência real através da comunicação.
O debate em defesa desta diversidade democrática de corte igualitário – portanto sendo o avesso do pós-moderno e do multiculturalismo estadunidense – defronta-se todos os dias com dois adversários no próprio campo. Uma é a noção de radicalidade democrática, quando os distintos setores de interesse, agrupações ideológicas e movimentos específicos possam conviver em um plano de igualdade e defesa estratégica. Este conceito que ganha o nome de Poder Popular, em última instância, é a criação de outra institucionalidade, forma de vida coletiva e de poder que vai além da democracia de mercado e também de qualquer liderança carismática. É sabido que em torno de “personalidades” tudo o que se constrói é transitório e a herança política passará por problemas insolúveis como são os vários “peronismos sem Perón” na Argentina. Outro problema a ser solucionado é a comunicação como capacidade de gerar um discurso-síntese, no melhor estilo dos jornais operários de início de século. Ir além do utilitarismo, saber falar para toda a sociedade a partir de um ponto de vista de classe e povo é uma dificuldade que todas as esquerdas do Continente têm e que no Brasil é já é uma crise estruturante do pensamento político e comunicacional.
Saídas existem e vão sendo abertas no exercício do Direito à informação, comunicação e cultura. Muitas vezes este Direito está acima da lei e se confronta também com os arrivistas de lideranças carismáticas. Para um breve panorama da democracia na comunicação como pólo de irradiação e aglutinação da radicalização democrática, entendo ser o suficiente para o início de um debate de rigor, mas a partir de uma posição declarada. O grau de certeza que trago, é que a comunicação popular e coletiva caminha lado a lado da direção coletiva e da institucionalidade que surge do poder que emana do povo.
Este breve artigo foi originalmente publicado na página Moçambique-Brasil.
  
28/06/2008 23:09 leia mais » 
|  Robert B. Zoellick é o 11º presidente do Grupo Banco Mundial. Nomeado por George W. Bush, antes fora alto executivo – do staff mundial – do banco Goldman Sachs Group; não por acaso, uma das instituições financeiras que sofrera intervenção do Fed estadunidense, sendo postos em cana alguns de seus principais operadores.
| O Banco Mundial e a censura da mídia gaúcha 5ª 26 de junho de 2008, Vila Setembrina dos Farrapos traídos em Ponche Verde
A mídia gaúcha não se resume aos poucos jornalões e as rádios AMs e as FMs de informação. Não, a indústria de bens simbólicos e signos, ultrapassando o marco de poucas famílias e o monopólio de sempre do clã Sirotsky. Mas, esta “mídia”, quase toda, fez um acordo velado. Em determinados assuntos é realizado um pacto, e este é “imexível” como dizia o velho ministro pelego do Trabalho, o judoca de nome Antônio Rogério Magri, titular da pasta no governo de Collor. O autor da façanha lingüística caíra em função de um cachorro de estimação (pet na gíria agringalhada) e de R$ 30.000,00. Pois bem, tal e como Pedro traiu o Messias por poucas moedas e diante do espelho, o Rio Grande está posto à venda, remate da Província do Eucalipto. E, parte do “road show” de vendas é uma indústria de comunicação domesticada, fabricante de signos que associam capital financeiro ao progresso!
Tamanho nariz de cera é do tamanho do Pinóquio midiático que vivemos. O “empréstimo” do pago com o Grupo Banco Mundial, capitaneado pelo fiscal da Receita cedido para a FEE e desta para a Secretaria da Fazenda, Aod Cunha, é uma pauta proibida se não for para martelar a favor. O “turco” bem o sabe e comandara o espetáculo dantesco, quando a gloriosa câmara alta da República, manteve sessão aberta apenas com três ilibados senadores, dentre eles Jorge Afonso Argello (Gim Argello, PTB-DF), aliado de Roriz e do colchão de R$ 2 milhões do Nenê Constantio (dono da Gol). Pedro Simon (PMDB-RS) ocupara a tribuna revezando-se com o Udenista Heráclito Fortes (DEM-PI). Tudo para receberem a papelada que tramitava no Senado, rumo à Comissão de Avaliação Ecnômica, que tem a batuta do professor de economia e réu confesso perante o país e Duda Mendonça, Aloizio Mercadante (PT-SP).
O tal do “empréstimo” teve um contraponto, tal e como aquele homem de meia idade que, em plena Revolta e Massacre da Paz Celestial, parara diante dos tanques do neoliberal de linha chilena, Deng Xiao Ping. O daqui tem sobrenome italiano, se chama João Pedro Casarotto e encaminhou um estudo de fôlego, na forma de uma representação legal perante os órgãos de Estado “responsáveis” pelo tema. Nenhum órgão público sequer se manifesta assim como os nobres “coleguinhas” do rincão sulino. Casarotto enviara o estudo que fundamenta para mais de 180 colegas cujo ofício e ganha pão é “informar”. O nobre trabalho de Luigi Rossetti anda em crise. Segundo as normas e regrinhas àquelas do jornalismo careta estadunidense, cada trabalhador da notícia teria de dar um lide, fazer um narizinho de cera para aparentar certo domínio da língua e apresentar um tiquinho de nada de contraditório e ponto X contraponto. Nada muito reflexivo ou estimulante, mas o suficiente para aparentar que a indústria prezava pelo discurso-síntese, portanto, registrava as posições distintas e conflituosas.
Pelo visto a escolinha virou deseducação. Nos anos ’20, uma atitude heróica de tenentes gerou o mito dos 18 do Forte. Na primeira década do século XXI, os 18 são os da carta do Lair, são jornalistas e duvido muito que sejam apenas o dobro de 9. Não, são 180 ou mais, já que até os bem intencionados esqueceram o poder dos pseudônimos. Na gíria dos coleguinhas, ninguém deu nada e Casarotto não obteve um mínimo de centimetragem nem segundos radiofônicos ou televisivos. Na tarde de 3ª, 24 de junho, tornei-me ainda mais chato e enviei correspondência de internet para alguns “colegas”, estes na proa do ofício de José Hipólito da Costa. Como não me agrada a fofoca e entendo a privacidade como um direito inalienável não reproduzir aqui o destinatário do correio eletrônico. Já o conteúdo, essencialmente era afirmar que existe uma opinião conflitante, de valor e com estudo rigoroso a fundamentar o tema. Infelizmente, a autocensura e o fantasma do Jabá e as amizades e intimidades com os poderes transitórios no estado das sistemistas é mais forte. Justiça seja feita, se o RS está à venda ou para ser alugado, é a União a fiadora. Em politiquês nacional: os tucanos gerencialistas do Pago estão a vender o Rincão e o fiador do negócio é Arno Augustín, autor da bravata da moratória, cujo repuxo o digníssimo economista não bancou mais que três semanas quando tomava conta dos pilas daqui.
Estamos na tarde de 25 de junho e a censura paira sobre a mediocridade intelectual e midiática do Rio Grande. Triste condição para a terra de pajadores, cueras, tauras, bugres, guascas, poetas, romancistas e cronistas. Mas, se vale a afirmação, esta pauta não caiu e nem morrerá de morte morrida, só de morte matada.
Esta Nota em formato de artigo é a cinqüentenária que escrevo para o amigo e brioso jornalista da Boca do Monte, Claudemir Pereira.
  
27/06/2008 09:21 leia mais » 
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A política do Ministério da Defesa consegue a proeza de atuar no Haiti assim como nos bairros da Central, Saúde e Zona Portuária do Rio, também conhecidos como Pequena África, durante a Revolta da Vacina.
| O desastre institucional no Morro da Providência Bruno Lima Rocha
4ª, 25 de junho de 2008, Vila Setembrina dos Farrapos caídos no Seival, Continente de São Sepé e Languiru, Liga Federal de los lanceros de Artigas y Guacuray
O Morro da Providência é um território onde o Estado entra à força. É uma entre as mais de seiscentas favelas do município do Rio de Janeiro. Por ser palco de obras do Ministério das Cidades, um convênio assinado entre esta pasta e a Defesa, pôs tropas do Exército Brasileiro (EB) a patrulhar a área. A relação tensa culminou em desastre institucional pela quebra de hierarquia do tenente que desobedeceu ao oficial superior. O assassinato dos jovens cariocas David Wilson Florêncio da Silva, Wellington Gonzaga Costa e Marcos Paulo da Silva, moradores da comunidade, tem significados que ultrapassam a barbaridade do crime em si. Após março de 1985, raras vezes a força terrestre teve sua imagem institucional tão abalada.
O ministro Nelson Jobim enquadrara o Comando Militar do Leste (CML) designando a missão de aplicar os recursos do Batalhão Escola de Engenharia na obra de uma comunidade favelizada. As experiências de aplicação de tropas do Exército para o controle urbano são sempre controversas. É a típica ação de governo que não acumula. Se a operação vai bem, o Exército desmoraliza a polícia militar. Sim, porque só há ocupação federal quando a força estadual não obtém resultado. E, se o EB vai mal, é a força terrestre que sai desmoralizada. Percebam o contra senso. Durante a ditadura, os generais preservaram o grosso das forças armadas deixando a repressão política para órgãos especializados e destacamentos. Agora, em plena democracia liberal, suas organizações militares se expõem a esse ponto.
É evidente o uso de máquina pública federal para fins eleitorais, e a decisão do TRE/RJ embargando a obra do projeto “Cimento Social” vai nesse sentido e me parece incontestável. Incompreensível é o “cálculo” do governo Lula e o alto custo pago pela aliança com o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Os “estrategistas” do Planalto não permitem a abertura dos arquivos da ditadura. Em “compensação”, expõem o Exército Brasileiro ao emprego eleitoreiro da tropa. Que bela estratégia!
Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat
  
26/06/2008 09:50 leia mais » 
|  A palavra que nunca desiste nem se rende.
| Novas notas de áudio na Coluna do Rádio Os leitores e leitoras desta página já pode acessar, ouvir e baixar novas notas de áudio na briosa Coluna do Rádio. Agora fazemos a coluna radiofônica em uma velocidade maior, graças a primazia da edição de Daniela Soares. Falamos de ecologia, desenvolvimento sustentável, crise e mais crise no governo de Yeda Crusius e outro temas. A outra novidade é o texto narrado em castellano cerrense autentico, desde la lleca para el Continente. Escutem e critiquem, porque este portal defende e pratica a radicalização democrática em todos os níveis de análise e incidência.
  
23/06/2008 21:40 leia mais » 

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|  Joseph E. Stieglitz, economista de corte neoliberal, ganhador do Nobel de Economia, ex-presidente do Banco Mundial (1996-1999) e um de seus mais severos críticos. Nem ele crê na instituição que tomará conta das finanças do Rio Grande pelos próximos 30 anos. | A REPRESENTAÇÃO CONTRA O EMPRÉSTIMO DO RIO GRANDO JUNTO AO BANCO MUNDIAL Rio Grande do Sul
Vila Setembrina dos Farrapos – noite de 4 de julho de 2008
Existem situações onde somos empurrados pelos fatos. Os homens e mulheres que fazem a história são muitas vezes pessoas comuns e gente com ímpeto, mas sem vocação para herói ou mártir. Este é o caso, trata-se de um contador gaúcho, aposentado como fiscal de tributos, com trajetória sindical e ficha limpa. O encontro das idéias veio através de artigos que ele leu e deu-se intensa correspondência e logo após um convívio dentro dos termos da camaradagem. Pensar parecido quando todos te dizem o oposto fortalece. Mas, pensar de forma semelhante quando quase todos e quase tudo sequer te deixa dizer o que pensas é ainda mais confortante. Tenho sorte como analista de dizer o que penso e ainda mais sorte por fundamentar este pensamento em estudo de tamanho impacto como o feito por João Pedro Casarotto. A entrevista que segue é teoria pura, mas postei aqui para ter acesso mais rápido até a reformulação final desta página.
Quem estiver interessado em obter o estudo completo e a representação que ele fez CONTRA O EMPRÉSTIMO DO ESTADO RIO GRANDE DO SUL JUNTO AO BANCO MUNDIAL E COM O AVAL DA UNIÃO, pode escrever para mim que envio com muito prazer. Uma boa entrevista foi feita pela Agência Chasque e se encontra AQUI.
Boa leitura e vamos todos refletir e nos indinar perante duas injustiças. A primeira é com a terra de Joaquim Teixeira Nunes, que verá uma tropa de consultores tomarem conta das finanças públicas em troca de esmola. A segunda injustiça é não ter espaço de mídia com volume para sequer debater a compreensão de que isso se trata de uma grande estudidez, ainda que os âncoras e pretensos sábios da Província jurem que é algo bom para o estado. Não é e as palavras a seguir provam o que digo.
  
04/07/2008 23:34 leia mais »
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|  Francisco Ferrer, educador libertário fuzilado em Barcelona em 1911, embora seja nome de rua em Porto Alegre, tem sua memória apagada pelos formadores sindicais especializados em costurar acordos | Porque é importante a formação sindical? Brasil
Um dos maiores problemas na organização sindical na atualidade é o quesito “formação”. O senso comum aponta que a formação é o ato do estudo dirigido e orientado para uma determinada finalidade. É um curioso paradoxo. Quanto maior é a sobrecarga de informação, menos formados e informados estão os militantes. Porque será?
  
02/07/2008 09:24 leia mais »
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El paro rural de Argentina representa el campo, por más loco que sea designar a los latifundistas asociados a las transnacionales del agro como representantes de un sector social. Es el fantasma del golpe del general Uriburu, hecho por La Rural, contra los obreros y el nacionalismo de Moscón. Todo vuelve otra vez más.
| Soya, la reina del Sur (2) América Latina
El debate de fondo respecto a la soya trata tanto de la soberanía de los países de América Latina (en especial los del Cono Sur) como de la función de los alimentos en el Siglo XXI. En el primer caso, tenemos la repetición de un problema ya conocido, cuando toda la economía de Brasil dependía de la cultura del café. El crack de la bolsa de Nueva Cork en 1929 fue el apogeo de una crisis ya anunciada. No fue por falta de avisos, pero sí con certeza por ausencia de planificación. El Brasil de 2008 es otro. Somos la 11ª economía del mundo, y tenemos experiencia en distintas áreas. Sólo seremos “sorprendidos” como pueblo o nación, si los gobernantes de este país así lo quieren. El asunto es delicado, porque estamos hablando de un sector gigantesco. Todo el agronegocio en Brasil tiene un superávit proyectado entre 55.000 y 60.000 millones de dólares.
  
28/06/2008 00:02 leia mais »
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|  Campos de soya sin fin son parte del proyecto de extracción total e irracional del conjunto de riquezas y de los suelos del Continente | El agronegocio en Sudamérica América Latina
El Brasil vive hoy una etapa inversa a la construcción del Estado Nacional Desarrollista. Después de la crisis de 1929, los países de América Latina comenzaron a industrializarse con la política de sustitución de importaciones. Hoy la balanza comercial brasilera se apoya sobre el agronegocio. En este escenario, el cultivo de granos (cereales, leguminososas y oleaginosas) está en ascenso, y la soya es la reina.
Guardando las debidas proporciones, el avance de la soyicultura es un fenómeno regional, comprendiendo a Bolivia, Paraguay, Argentina y las cinco regiones de Brasil. Esta oleaginosa, cuyo mayor comprador mundial es China, rediseña el mapa de la agricultura, de la economía y de la política del Cono Sur. Hago el abordaje al análisis a partir de datos empíricos de la soya en Brasil en general y en Río Grande del Sur en particular. En la próxima entrega veremos algunos efectos de esta cultura de la soya en el Cono Sur.
  
23/06/2008 22:49 leia mais »
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|  O ilibado deputado federal Paulinho da Força (PDT-SP), junto com outros colegas com assento nas direções nacionais, comemoram junto a Chinaglia e Garibaldi Alves a manutenção do repasse do imposto sindical de trabalhadores e patrões. Os empresários bancaram o baile, mas não foram dançar em público. Assessoria é tudo. | O sindicalismo oficial brasileiro é especialista em incinerar seu capital político Brasil
Para a Revista Voto, Maio de 2008
A coluna deste mês se fixa em um dos debates de fundo que atravessa o movimento sindical brasileiro. Um reflexo do governo Lula foi a fragmentação das entidades dos trabalhadores. Criaram-se uma série de novas centrais e outras estariam por vir. Rachando por esquerda ou por pragmatismo, acirra a crise interna na Central Única dos Trabalhadores (CUT). É curiosa a equação da política. Quanto mais forte se tornou a CUT, com menos militantes esta central pode contar. O cálculo político também se inverte.
  
06/06/2008 12:24 leia mais »
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O grampo do BNDES: quando o complemento da ABIN é a mídia oficiosa

Este livro disseca, com precisão cirúrgica, um tema muito pouco estudado de verdade, apesar de todo o estardalhaço impresso nos principais jornais e revistas do país. Nele, o autor prova e comprova que o que foi tratado como uma exceção não passa de uma atividade corriqueira de uma das estruturas de vigilância do governo da União. Estrutura esta (a continuidade do Sistema SNI) que, malgrado maquiagens superficiais no cenário e figurino, nunca deixou de existir.
A obra está à disposição pela internet no site da editora Só Tese e na Estante Virtual. Em Porto Alegre, “O Grampo do BNDES” está à venda na livraria Ladeira Livros, na Rua General Câmara, 385, Centro da capital gaúcha. O fone da livraria é 51 3286 3151 e o contato por correio eletrônico com o Mauro.
14/04/2008 20:19 leia mais 
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Estratégias de Comunicação & Política

Curso de Educação continuada da Unisinos, 2º semestre de 2008, início 22 agosto – aulas nas sextas das 19.30-22.15
Sabe fazer análise de conjuntura? Como a mídia opera nas decisões estratégicas do país? Qual o papel de entidades empresariais, partidos políticos e movimentos populares nas “arenas democráticas”? Quem governa? Onde está o poder de fato? Quer os conceitos para responder a estas perguntas? Estratégias de Comunicação & Política, para quem quer conhecer, escrever e fazer a política muito além do voto!
Ministrante: Bruno Lima Rocha (blimarocha@via-rs.net), cientista político e jornalista; articulista com atuação no Rio Grande do Sul, Brasil e América Latina. Editor de Estratégia & Análise (www.estrategiaeanalise.com.br). Grupo CEPOS – Comunicação, Economia Política e Sociedade. Coordenação Professor Doutor Valério Brittos.
Informações e inscrição: Linha Direta Unisinos, fone/fax (51) 3591-1122 www.unisinos.br/extensao/comunicacao email: econtinuada@unisinos.br
VAGAS LIMITADAS Inscrições até 19/08/2008
27/06/2008 11:46 leia mais  |
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Arquivos de análise política em áudio. Entre, ouça livremente e sempre cite a fonte.
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Associado a Transparência Brasil


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