Estratégia & Análise
ISSN 0033-1983
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A arte do ilusionismo na Saúde

portal de caraguá

O Sistema Único de Saúde necessita de recursos advindos do caixa da União e dos demais níveis de governo. Feito isso, a lógica participativa e inclusiva do SUS caminha para a auto-organização em termos de estrutura político-técnica, tornando irrelevantes promessômetros e baboseiras neoliberais que de tudo fazem para privatizar o sistema de forma indireta.

02 de setembro de 2010 , da Vila Setembrina de outrora farrapos tristemente comandados por latifundiários escravagistas e vendepatrias, do território que já fora da Liga Federal de los Puleblos Libres, Bruno Lima Rocha

Os críticos do modo de fazer política profissional no Brasil cunharam um interessante neologismo. Apelida-se de “promessômetro” o arcabouço de promessas e comprometimentos feitos pelos candidatos aos cargos majoritários e proporcionais. É um tipo de comunicação política que, de tão usual, ganha ares de conceito, chamando-se de “promessa de campanha”. O cerne da crítica está na efetivação daquilo que é falado como parte de uma peça publicitária, e sem a exposição das formas de sua exeqüibilidade. Considero válido o neologismo com peso conceitual, embora discorde, e muito, do ponto de vista da maioria daqueles a utilizá-lo.


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Democracy Now! em português •
a coluna semanal de Amy Goodman traduzida para o português •
Ovos podres e nossa democracia rompida

qualityegg.net

The Quality Egg of New England, uma das gigantescas empresas de Austin “Jack” DeCoster, empresário da alimentação e acusado de ser o responsável final pela praga de salmonela nos ovos. Tal como no ramo alimentício, a concentração produtiva e de poder, faz com as corporações transnacionais estejam acima da cidadania

28 de agosto de 2010, coluna semanal de Amy Goodman

Qual é a relação entre 500 milhões de ovos e a democracia? A retirada em massa de ovos infectados com salmonela do mercado de consumo, o maior recolhimento de produtos primários na história dos Estados Unidos, permite-nos ver o poder que as grandes corporações transnacionais têm. Poder este que se exerce não apenas sobre nossa saúde, senão também sobre nosso governo.


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A “realidade” da segurança no Rio de Janeiro

Geração Editorial

Sangue Azul, o livro de Leonardo Gudel e editado pela Geração está bem longe de ser uma obra ficcional. Nele poderiam estar presentes personagens como Zacarias Gonçalves Rosa Neto, o Zaca, ex-PM, ex-líder do narcotráfico no Morro Dona Marte e um emblemático exemplo da fusão de parte do aparelho policial carioca e fluminense com os inimigos que eles supostamente deveriam combater

26 de agosto de 2010, Bruno Lima Rocha

A noção de realidade tem relação com a experiência. A hiper-realidade é tributária da fabricação de bens simbólicos e projeções distintas do cotidiano vivido e das relações de força que estruturam a vida das maiorias. Quando algo ocorre de forma sistemática e faz parte do cotidiano de um terço dos moradores da segunda maior cidade do Brasil, isto não é inusitado, mas rotina. Assim, desde um ponto de vista de reconhecimento da plenitude dos direitos dos cidadãos residentes nas comunidades carentes chamadas de favelas, é diária a convivência com pessoas armadas, substituindo ou rivalizando com o monopólio da força estatal. Segundo toda e qualquer noção oficial de soberania, cabe ao Estado o uso de força letal, preventiva ou reativa. Caberia aos três níveis de governo prover o conjunto de direitos de toda a população, dentre eles a segurança física e patrimonial. Ao mesmo tempo, sabe-se que o controle parcial ou total de territórios, por parte de quadrilhas medianamente estruturadas, implica em governar de forma paralela ou complementar.


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As visões do Estado como regulador social e na definição macroeconômica. Premissas e temporalidades - 2

Unam

Pablo Gonzalez Casanova, ex-reitor da UNAM e um intelectual mexicano que deveria ser leitura obrigatória para todos os cursos de ciências humanas, sociais e sociais aplicadas da América Latina. Sua lucidez reproduzida em forma de texto possibilita de maneira simples e acessível, a desconstrução dos mitos da implantação de tipos ideais do centro do capitalismo em nosso Continente

23 de setembro de 2010, da Vila Setembrina de farrapos subordinados a latifundiários escravocratas, Bruno Lima Rocha

Introdução deste artigo na série:

Retomamos esta série no intuito de manter atualizada a crítica tanto da economia neoclássica, como para firmar posição de não alinhamento com as opções keynesianas. Entendemos que após a queda do Muro de Berlim, do massacre do Levante da Praça da Paz Celestial (Tianamen) e do fato do Capitalismo de Estado ser derrotado em quase todo o planeta, a simples defesa do patrimônio público, mesmo que em sua forma estatal, ganhou ares de resistência global. Hoje, é impossível para alguém minimamente preocupado com a distribuição de riquezas e a soberania popular, tentar defender algumas posições de tipo privatista ou de economia mista ou mesmo de novo tipo legal – a saber – utilizando-se da farsa de pessoas jurídicas criadas no pós-Consenso de Washington. No caso brasileiro, isto se refere às famigeradas figuras jurídicas da PPPs – Parcerias Público Privadas, como também as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) e, por fim, à última onda privatizante do Ministério da Saúde, na criação de Fundações Privadas de Interesse Público.


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As três disputas no horário eleitoral

Itiruçu repórter

Com discursos pré-fabricados, os marketeiros moldam a imagem de seus políticos como produtos palatáveis, buscando atingir fatias de mercado eleitoral, cuja moeda de troca para a empatia e alta exposição é o voto eletrônico. Tudo o que gerar estranhamento e polêmica em excesso, deve ser retirado dos conteúdos.

5ª feira, 19 de agosto de 2010, da Vila Setembrina de Farrapos equivocados por seguirem aos latifundiários escravocratas, do Continente de São Sepé e Valientes de Artigas, Bruno Lima Rocha

Como era esperado, o início do horário eleitoral gratuito nesta 3ª 17 de agosto marca também a procura por suas caracterizações e análises. Pautados pela mídia local, eu e alguns colegas fomos convocados a opinar a respeito desta relação onde a publicidade atravessa a política, agindo com maior ênfase no veículo televisão. Reconheço ser este um daqueles temas já deveras explorado, onde é difícil (senão quase impossível), destacar alguma novidade ou ângulo distinto. Justo por isso, ao contrário da linha hegemônica na academia, desenvolvo a análise das três disputas simultâneas, buscando o que existe de estratégico para o país e de estruturante para a sociedade nesta campanha.


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Coluna do Rádio •
Opinião falada sem meias palavras •
Coluna Mídia na Mira para o Jornal dos Trabalhadores da rádio da Rede Abraço-RS - Agosto de 2010

A transmissão do primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República na TV aberta.

Trilha sonora do áudio: Quilapayún - Sí, somos americanos.



Coluna Mídia na Mira para o Jornal dos Trabalhadores da rádio da Rede Abraço-RS - Julho de 2010

O vazamento de informações sobre a guerra do Afeganistão no portal americano Wikileaks.

Trilha sonora do áudio: Quilapayún - Sí, somos americanos



Teoria •
texto no formato acadêmico •

Os militares e a política no Brasil republicano

Viamão/RS, setembro de 2002

 

Desenvolverei o tema, por opção, de forma pouco ortodoxa. Compreende-se, genericamente falando, dentro da literatura política produzida no Brasil (e sobre o país), duas posições básicas. Estas são citadas por Stepan no seu estudo pré-golpe e até o governo Médici. As duas posições seriam:

- os militares na política

- a política dos militares

Embora não descarte a validade destes conceitos, chamo a atenção de que a literatura já produziu extensivos e excelentes trabalhos a respeito do tema.

 


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Teoria •
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O Estado Novo e sua nova ordem, uma visão crítica

Vila Setembrina dos Farrapos (Santa Isabel, Viamão/RS), outubro de 2002

Ao ler este ensaio, espero que os leitores e críticos desta página tenham o espírito livre para compreender uma outra forma de ver e fazer a História.

A nova ordem política/econômica/social e cultural implantada nos anos 30

 

Gostaria de desenvolver o tema procurando observar aspectos pouco retratados ou que não costumam ser abordados na literatura acadêmica. Para tanto, parto do referencial exposto por Hobsbawn, que considera aos Estados fortes então surgindo na Europa como uma saída para as crises do pós-1ª Guerra Mundial e do crack da Bolsa de Valores de Nova York em 1929. Um sistema internacional inteiro que ruía, encontrando aqui no Brasil, efeitos complementares da crise da política dos governadores. Duas seriam as causas estruturais para o surgimento do Estado forte na Europa. Para este marco, podemos tomar como referência primeira ao golpe fascista de Mussolini na Itália em 1922:

- uma tem a relação com o capitalismo concorrencial em escala européia, uma das saídas para a disputa por mercados e colônias e posteriormente sua crise produtiva;

- a outra tem que ver diretamente com o surgimento das massas urbanas como atores políticos e as disputas de distintas saídas autoritárias para exercer o controle e o ordenamento sobre elas.


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Teoria •
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Um estudo de insurgência e contra-insurgência para o Brasil atual

Vimão/RS, julho de 2002

1) Introdução

Nesta primeira parte do trabalho, faremos uma aproximação descritiva do objeto e das ferramentas teóricas que empregamos para abordá-lo. O presente artigo se enquadra como um pedaço de estudo mais amplo a respeito dos temas das possibilidades insurgentes brasileiras e as antecipações de contra-insurgências das reservas estratégicas do regime e sistema no Brasil. A definição de antecipação é a natureza mesma da defesa interna. Poderíamos alterar esta tipificação para sua versão mais profunda, a de guerra interna e os problemas da atividade de inteligência para a segurança de Estado. Em última análise, estamos falando do sistema de dominação; e objetivamente da antecipação contra-insurgente (Eckstein, citado em Huntington, 1975, p.284).

A hipótese central portanto são as potencialidades de desenvolvimento de processo insurgente a partir do cenário ampliado das periferias urbanas-metropolitanas do Brasil contemporâneo.


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A disputa dentro da PF: agentes X delegados, artigo preparatório para a dissertação

Vila Setembrina dos Farrapos, 3 de junho de 2003

1) Introdução

 

A partir do retorno ao regime democrático, com a promulgação da nova Constituição no ano de 1988, se inicia uma mudança que reorganiza e redimensiona aquilo que no regime militar era chamado de comunidade de informações. O trabalho vai se debruçar sobre o redimensionamento e as disputas internas de um destes órgãos. Trata-se de um dos departamentos de polícia do Ministério da Justiça (MJ), criado em 1965 pela ditadura, a Polícia Federal-PF (1). Esta tem desenvolvida em seu interior uma disputa entre duas categorias de policiais, que também compõem redes de alianças distintas e antagônicas, além de propostas diferentes para o funcionamento do órgão. Referimo-nos aos delegados, organizados na Associação de Delegados da Polícia Federal (ADPF, criada no ano de 1976) e os agentes, organizados na Federação Nacional de Policiais Federais (Fenapef, criada no ano de 1990). O trabalho vai se desdobrar especificamente nesta disputa, entre uma base associada e que exerce funções de controle e dirigência da PF (os delegados) e uma base sindicalizada que se contrapõe aos seus superiores diretos e tem uma outra proposta de subordinação, funcionamento e missão para a PF (os agentes). A disputa entre ADPF x Fenapef, as respectivas redes de alianças e as motivações desta disputa são o tema desta dissertação de mestrado.


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